A ética em nossas pequenas ações diárias

No sábado, no treinamento que ministrei surgiu a questão de que um bom profissional de academia precisa ter ética, assim como qualquer profissional. Falamos tanto nisso, mas quem realmente pratica? Alguns falam tanto de vários políticos sem ética (e concordo!), mas e nós? Praticamos em nossos pequenos atos? Até porque a ética está presente nas nossas ações diárias.

Após o treinamento, fui jantar com meu marido em um restaurante em Mogi das Cruzes. Ao pedirmos a conta e conferirmos, verificamos que haviam cobrado a menos duas cervejas. Meu marido chamou a garçonete e a informou do erro.

A menina ficou com uma cara de susto e agradeceu (é… fazer a coisa certa se tornou algo notório e que deveria ser algo comum). Trouxe a conta (agora correta), pagamos e fomos embora.

No caminho para casa, fizemos uma reflexão sobre o ocorrido. Sempre conferimos as contas, pois não queremos pagar mais do que realmente devemos, mas também devemos pagar o que consumimos.

Afinal, como empresários pensamos no outro empresário que por erro de um funcionário, de um sistema ou seu mesmo, deixa de cobrar um valor do cliente (independente do valor, no nosso caso eram R$ 10,00).

Muitas vezes, o cliente se achando “espertão” porque deixou de pagar o valor sai ainda se gabando do “ganho”. Depois de algum tempo, esse empresário fecha seu negócio e aí aquele cliente “espertão” diz: “Puxa! Fechou, mas eu gostava tanto de lá? Nessa cidade quase não tem lugares bacanas!”

Enfim, é claro que não é nossa culpa a falha da cobrança do empresário, mas se eu sei que está errado porque não falar? Ele pode até fechar por outros motivos, pela má gestão, pela falta de controle, mas “EU” não ajudei a quebrá-lo.

Fico bastante desconfortável quando vejo pessoas que falam de coisas que aconteceram, se enaltecendo de terem levado vantagem sobre outro. Por que precisa ser assim? E muitas vezes por valores insignificantes, mas só pela sensação da “vantagem”.

Gosto muito da propaganda na TV que dois homens estão conferindo o descarregamento de computadores e um diz para o outro que entregaram computadores a mais e insinua que se pegassem ninguém saberia. O outro lembra de sua época de escola em que devolvia o material para sua colega que não lhe pertencia, aí responde ao colega que ele vai saber.

São ações como essa que ensino para minha filha, o que é dela é dela, mas o que não é, deve devolver. São valores e princípios que desejo que ela incorpore. Mário Sérgio Cortella diz que para sabermos se estamos sendo éticos, devemos responder a 3 perguntas: “Posso? Quero? Devo?” Assistam o vídeo no final do post que ele trata sobre ética, vale super a pena pela forma simples que trata esse assunto.

Cortella diz que você tem paz de espírito quando você faz o que você quer, o que você pode e o que você deve; enfim, aí você está sendo ético. Cheguei em casa e dormi com uma paz de espírito total porque fiz o que queria, o que eu podia e o mais importante, o que eu devia fazer na situação por que passei.

Exemplo da execução sem planejamento

Meu amigo Leo Giovanni me mostrou esse vídeo que ele utiliza nas aulas de Planejamento que ministra, achei super interessante, pois mostra o que é executar sem um mínimo de planejamento e o resultado desastroso que isso dá.

Colete dados reais por Abraham Shapiro – HSM (03/02/2012)

Vejo muitos empresários tomando decisões baseadas no feeling, sem verificar dados para balizá-las. Temos instrumentos simples e que podem ser utilizados no nosso dia-a-dia. Isso trará mais segurança e credibilidade. Vejam o texto de Abraham Shapiro que trará sobre isso.

Você pode ter excelentes ideias. Mas, sem respaldo, elas não emplacam.

Um executivo que conheço ficou encarregado da área de produção de sua empresa. Nada ia bem. Atrasos já eram normais. Problemas de qualidade incontroláveis.

O que fez ele? Implantou uma pesquisa de satisfação de clientes. Durante um mês, levantou uma brochura de comentários negativos. De posse destes dados, ele apresentou suas constatações à equipe e desafiou-a a trabalhar para melhoria dos serviços. O grupo criou um projeto de entrega dentro do prazo combinado. Nenhum atraso seria tolerado.

Na primeira semana, os pedidos foram tratados como um paciente na U.T.I. de um bom hospital. Deu tudo certo. Os prazos foram cumpridos e os resultados foram anunciados para todos os funcionários. A maioria fez chacota da situação e espalhou comentários maldosos como: “Até que enfim, eles entregaram no prazo”.

Mas a equipe de produção não se abalou e manteve-se firme em seu propósito. Três meses depois, as piadas pararam.

O pessoal de vendas – que vivia maldizendo a produção – passou a manifestar o respeito devido. Aquele departamento deixou de ser uma área problemática e tornou-se o ponto forte por excelência da companhia. Entregar no prazo passou a ser uma vantagem competitiva.

A pesquisa de satisfação se tornou hoje uma ferramenta de importância dentro da empresa, pois respalda situações muitas vezes bem percebidas pelos líderes, porém, difíceis de ser defendidas sem comprovação. A pesquisa de satisfação é a melhor e a mais completa das provas.

Dados concretos são uma boa base para um aprimoramento sistemático. Não só para empresas. Também para a carreira profissional. Monitorando necessidades e aspectos práticos do próprio trabalho – ou da companhia –, é possível determinar quando faz sentido iniciar uma mudança.

Busque dados relevantes sobre situações recorrentes, como tempo gasto, desvios, pedidos especiais, andamento da produção versus meta etc, e tudo será mais fácil para você. Sim, pois contra fatos não há argumentos.

Marca e Branding

Gosto muito desse vídeo da BlackHauz que trata sobre isso.

Filme: De Pernas pro Ar

Faz tempo que eu queria assistir a esse filme e assim o fiz neste final de semana e achei hilário, principalmente por retratar o cotidiano de muitas pessoas neste mundo workaholic que vivemos.

Alice (Ingrid Guimarães) é uma executiva em ascensão casada e com um filho. Possui três celulares, no táxi liga seu notebook e mal olha na cara das pessoas por estar sempre preocupada com documentos e projetos.

Seu superior a informa que fará indicação de seu nome para Gerente de Marketing e se ela está disposta a encarar o desafio porque não será fácil, três ex-gerentes perderam seus casamentos por causa disso e ela diz que ela aceitará, afinal seu marido dá todo o apoio para tudo. E que no dia seguinte, fará uma excelente apresentação para os investidores.

Porém, ao chegar em casa, seu marido deixa um recado na secretária eletrônica pedindo um tempo para que ela repense seu relacionamento porque ela só pensa no trabalho.

Isso faz com que ela fique totalmente desequilibrada, meta os pés pelas mãos na reunião com os investidores e acaba perdendo o emprego.

Nesse dia, acaba conhecendo sua vizinha Marcela (Maria Paula) que é dona de um sexshop e ao conhecer esse mundo e se redescobrir, acaba se tornando sócia da empresa e transformando em uma potência.

Porém, ao ganhar um prêmio de Empresária do Ano (que sempre desejou), percebe que sem sua família, aquilo não representa nada, pois com quem compartilhar sua realização?

Bem… assistir ao filme é muito melhor, mas eu trouxe alguns pontos para poder fazer uma analogia com nosso mundo empresarial.

Quantas pessoas que conheço se dedicam extremamente ao trabalho e a desculpa sempre é: “Quero dar mais conforto e mais estabilidade para minha família por isso preciso trabalhar bastante.”

Porém, por se dedicarem tanto esquecem que não é apenas material que a família precisa, mas atenção, carinho.

No filme, tem uma passagem que Alice ao reencontrar o marido, percebe como ele é bonito e simpático; e com o passar do tempo, ela nem mais se lembrava dele.

Será que verdadeiramente olhamos para as pessoas que estão à nossa volta? Sabemos que eles gostam, conversamos sobre o que fazem e o que desejam?

Conhecemos inúmeros casos de pessoas que se tornam empresários e grandes executivos e quando chegam em sua aposentadoria, estão sozinhos porque não alimentaram seus relacionamentos ao longo dos anos.

As pessoas não vão ficar nos esperando para curtir nossa presença quando estivermos mais tranquilos no futuro distante, elas querem nos ter agora e se elas não nos têm agora, com certeza, procurarão seus próprios caminhos.

As pessoas não querem esperar a felicidade no futuro, mas sim, serem felizes hoje. E essa felicidade não significa carros maravilhosos, casas espetaculares, viagens magníficas; mas assistir a um jogo de futebol do filho, ensinar sua filha andar de bicicleta, assistir a um filme com a esposa/ marido, passear de mãos dadas no parque. Simples assim!

Tudo precisa ter um equilíbrio, trabalhar é necessário, mas manter nossos relacionamentos de forma saudável também. Afinal, com quem você quer estar no futuro?

 

A ilusão dos “feedbacks” e críticas construtivas por HSM (16/01/2012) e minha análise nas empresas

Em todos os treinamentos que realizo surge a questão do feedback e sempre faço uma pergunta: “Quando alguém te diz que precisa te dar um feedback, qual o sentimento ou percepção que surge?”

E obviamente, 99,9% dos casos as respostas são: “Lá vem bronca…”, “Ih! Vou tomar um f…back!”, “Ai, lá vem um feedcraw!”, “O que eu fiz de errado?”. Enfim, todas as respostas vem de um sentimento negativo, de algo errado ou não adequado que foi feito.

Porém, a palavra feedback, simplificando, significa receber um retorno. Então é uma palavra neutra que não significa nem bom e nem ruim. Vejo “líderes” utilizando o conceito apenas de forma negativa (mesmo com boas intenções, apesar de o inferno estar cheio delas!).

Por isso, quando falo em feedback nas empresas, digo que há dois tipos: o primeiro de Reconhecimento. Por que quando alguém faz algo interessante e de resultado não se reconhece o trabalho? Alguns dizem que é obrigação, eu digo que não necessariamente e mesmo que seja, quem não gosta de receber um elogio, mas que seja verdadeiro e não simplesmente porque será uma regra implantada na empresa.

Outro tipo de feedback é o que chamo de Sugestão de Melhoria, não é crítica construtiva (veja o texto abaixo da HSM o que se fala disso). Um feedback de Sugestão de Melhoria pressupõe que o líder deseja mostrar caminhos para melhoria do trabalho de seu funcionário. Experimente trocar a palavra Feedback por Sugestão de Melhoria, as pessoas se desarmam, elas têm a percepção de que tem alguém que se preocupa com ela, de que é querida, confortada.

Encontrei o artigo abaixo da HSM e compartilho da opinião do  Tony Schwartz, por isso resolvi compartilhar com vocês. Vejam abaixo:

O americano Tony Schwartz, CEO do The Energy Project e autor do livro Be Excellent in Anything, repudia o termo “construtivo” para designar críticas realizadas a funcionários e afirma que a prática representa nada mais que uma forma velada e segura de se dar feedbacks negativos, seja por parte da gerência ou de líderes.

Muitos outros especialistas em RH consideram ou até recomendam o uso de críticas visando melhorar o desempenho do profissional, como a consultora Jane Souza, do Grupo Soma, que afirma sobre a cautela em fazê-la. “Agir com cautela, pode fazer com que o líder perca ou ganhe o profissional”.

Para Schwartz, é melhor nem sequer assumir tal risco. “A crítica implica em julgamento e todos nós desprezamos sermos julgados e mesmo a mais bem-intencionada das críticas irá, em maior ou menor grau, nos levar a sentir nossos próprios valores em risco e sob ataque”, complementa.

A crítica construtiva, segundo o especialista, ainda pressupõe uma postura hermética de certa forma. “Assumimos que estamos certos a respeito de tudo e isso é o que estamos inclinados a dizer”.

Mas então, qual seria abordagem correta?

Schwartz afirma que o erro na prática da crítica construtiva ou mesmo de feedbacks está no fluxo de informações. Em ambos os casos, o processo se dá em forma de relatório – o chefe comunica o que está errado, avalia e solicita mudanças.

“Faz mais sentido então pensarmos no feedback com o espírito de exploração e não de declaração, o diálogo mais do que o monólogo e a curiosidade mais do que a certeza”.

O especialista recomenda a busca das causas e não o ataque às consequências, o que segundo ele é o que ocorre no caso das críticas. Isso porque a pessoa criticada tem o impulso de defender seus próprios valores, mesmo perante um erro, e quanto mais o faz, menor acaba sendo sua capacidade de absorver o que quer que lhe esteja sendo comunicado.
Frequência e objetivo

Para Bernardo Leite, sócio da RH Estratégia e autor do livro Dicas de Feedback, nada é uma via de mão única e que quando realiza um feedback, o próprio chefe também está sendo avaliado.

A frequência dos feedbacks concedidos pode ser o ponderamento da relação, uma vez que a discordância do funcionário tende a ser mais agressiva quando a questão torna-se uma surpresa e não uma prática diária ou costumeira.

O especialista defende que a reflexão para o funcionário, funciona em casos que ele tenha a consciência de ouvir, checar a percepção de seus superiores e só então pedir exemplos e argumentos que possam lhe esclarecer a situação.

O negócio é não buscar justificativas, mas procurar entender as expectativas da chefia e lembrar que o momento da crítica pode ser também uma situação para ganhar, tanto desenvolvimento quanto aproximação nas relações.


Quais os seus desafios para o ano que começa?

Muita gente começará o ano a partir de agora, alguns por voltar das férias, outros por causa de um novo emprego ou negócio, ou ainda pela volta às aulas dos filhos. Enfim, não importa, em que momento seu ano comece… o importante, é ele começar.

Quais os seus desafios para o ano que começa? Não estou falando das promessas que as pessoas fazem ao pular ondinhas ou na virada do dia 31 para o dia primeiro. O que você realmente deseja fazer e principalmente, terá coragem para seguir adiante e executar as ações necessárias para alcançar suas metas ou efetuar algumas mudanças significativas em sua vida?

Resolvi escrever esse post depois de assistir no final de semana dois filmes: Megamente (que já havia assistido, mas minha filha quis rever, fiz até um post sobre ele há algum tempo http://valerianakamura.wordpress.com/2011/07/05/filme-megamente/) e  O Discurso do Rei.

Algumas coisas me chamaram a atenção (nunca consigo assistir a um filme sem fazer analogias com comportamentos e empresas), em ambos os filmes me deparo com personagens que perdem sua motivação ao viverem suas vidas para os outros e acham que não tem escolha.

Em Megamente, temos:

1. O próprio Megamente que viveu a vida toda com o objetivo de derrotar seu inimigo o Metroman e quando consegue perde sua motivação, pois tudo fica sem graça, sem desafios.

2. O Metroman que viveu sua vida para salvar o mundo das maldades do Megamente, mas um dia percebe que só cumpria o que as pessoas esperavam dele e nunca havia pensado em si mesmo.

3. Criado – o companheiro inseparável do Megamente que em uma discussão, Megamente manda que ele pare de cuidar de sua vida, Criado diz que seu único objetivo foi cuidar dele e nesse momento, se sente totalmente perdido.

E em O Discurso do Rei, vemos o futuro Rei George VI sofrendo para atender às expectativas dos outros e tendo que lidar com sua baixa autoconfiança.

Quantos personagens da vida real encontro e são tão parecidos com esses personagens de filmes?

O empresário cujo objetivo é acabar com seu concorrente e não fazer sua empresa crescer para alcançar novos desafios.

Pais extremamente protetores que não deixam seus filhos amadurecerem e vivem em função apenas deles e quando eles decidem partir e trilhar seus próprios caminhos, se sentem totalmente perdidos, pois nunca pensaram em seus desejos.

Pessoas que vivem apenas em função de outras, de atender às necessidades dos outros e pouco pensam em quais são as suas.

Profissionais competentíssimos que não se desafiam com medo do julgamento de seus superiores e pares e preferem ficar reclamando ao invés de buscar seus sonhos e realizar mudanças.

E por que isso acontece mais comumente do que imaginamos?

Napoleon Hill que escreveu a Lei do Triunfo em 1928 (clássico da literatura que recomendo) cita que o ser humano tem alguns medos: da morte, da doença, da pobreza, de perder o amor de alguém, da velhice e da crítica.

E isso continua atual, quando pergunto em meus treinamentos por que as pessoas não estabelecem suas metas, sempre me vem a resposta: “MEDO”.

E medo do quê? De não conseguir? De certo forma sim, mas principalmente, medo do que as pessoas vão falar se não conseguir, enfim, o medo de ser criticado, apontado como fracassado.

E simplesmente digo: “E daí se não conseguir? Vejo o motivo de não ter conseguido, faço uma análise, reorganizo minhas ideias e planejamento e sigo em frente se realmente for importante para mim!”

Viver uma vida para os outros e sem desafios, torna nossa vida monótona, sem tempero e perceba que até os amigos começam a se distanciar… ninguém gosta de ter alguém por perto sem um brilho nos olhos. Ou melhor, tem sim, aquelas pessoas que para se sentirem bem precisam ter pessoas que mostram que estão pior que elas.

O medo faz parte de nossa vida como proteção, mas não pode nos imobilizar.

Os personagens dos filmes tiveram medo, mas conseguiram superá-lo quando encontraram uma razão para vencer, um verdadeiro motivo que os levaram a mudar e se desafiarem, mesmo tendo a chance de perder, morrer ou perder sua credibilidade. Megamente foi o amor por Rosane, Metroman foi o encontro de sua vocação (ser músico, mesmo não sendo lá grande coisa) e o Rei George VI ao encontrar apoio de sua esposa Elizabeth e seu amigo Logue para conseguir ser o líder de seu povo e suceder seu pai brilhantemente.

Eu já sei quais os meus desafios e você? Está esperando o que para começar?

Jovens “no limite” ou “sem limite”?

Apesar de nunca ter sido fã da Amy Winehouse, sinto uma sensação de impotência ao ver que mais uma vez a falta de motivação venceu a VIDA.

Por que digo falta de motivação e não drogas? Primeiro porque acredito que as drogas foram apenas um instrumento para se sentir melhor, suprir uma ausência, buscar um conforto para a falta de um motivo maior para viver.

Sou mãe de uma garota linda e cheia de vida de 5 anos, mas que todos os dias quer mais. Não estou dizendo do querer de coisas materiais, mas de desafios, de novos conhecimentos, de buscar cada dia mais seu limite ou até o ultrapassando.

Quantas vezes, vejo minha filha “no limite” do cansaço, do sono e luta para se manter acordada, brincando, parecendo que o mundo irá acabar.

Quantas vezes, vejo minha filha em situações “sem limite” e acaba falando coisas que não deve ou se machucando.

Quantas vezes, tenho deparado com jovens na idade de Amy atuando em grandes corporações com funções de liderança que tiveram um crescimento veloz que para preencher o vazio da falta de preparo para lidar com pessoas beiram “o limite” da arrogância e intolerância para se protegerem. Ou ainda passam “do limite” da falta de respeito e se acham “blindados”.

Os jovens se desenvolvem cada vez mais rápido, pois aprendem mais rápido, vivem em um mundo muito mais veloz, conseguem coisas mais rapidamente e talvez, até mais facilmente, principalmente quando existem pais que dão tudo para que não fiquem frustrados.

Mas, a frustração é algo que nossos filhos precisam aprender a superar e por si próprios! Isso fará com que eles sempre busquem seus desafios pessoais e soluções para seus problemas.

Jovens talentosos que conseguem tudo muito cedo e muito mais facilmente, podem chegar em um período da vida sem nenhum desafio a ser conquistado e chegando a esse “limite”, a pergunta é: “O que eu faço para me motivar já que consegui tudo?”

Cada vez mais, vejo jovens muito cedo estarem desmotivados e assim sendo buscam uma solução no mundo externo, por exemplo: trabalhando demais (virando verdadeiros workholics), inúmeros relacionamentos amorosos, baladas intermináveis, horas excessivas conectados na Internet ou ingressam no mundo das drogas (lícitas e/ ou ilícitas).

Também já fomos jovens e também acreditávamos que nada nos aconteceria, nossos jovens também acreditam nisso; lições de moral não adiantam, gritos e berros também não, então o que fazer?

Acredito que precisamos nos conter e não sermos superprotetores, hoje quase nossos filhos não correm porque muitas vezes preferimos que eles fiquem na “segurança” do lar, assistindo a TV ou no videogame, para não se machucarem.

Queremos dar todos os “brinquedinhos tecnológicos”, pois todos os amiguinhos têm.

Queremos proporcionar tudo o que há de melhor na educação para serem melhores profissionais.

Queremos evitar todo e qualquer sofrimento para que não se machuquem.

E no final das contas, damos “limites” demais ou transformamos nossos filhos em pessoas “sem limites”, pois já que muitos não sabem o que é se machucar, se frustrar, buscar suas próprias soluções, resolvendo seus problemas?

E quando crescem por não saberem seus “limites” vão em busca deles de forma muitas vezes, irresponsáveis e sem retorno.

Podemos fazer muito por nossos filhos: ensiná-los a serem bem educados, respeitarem às pessoas, obedecerem às normas, aprenderem a esperar; fazer com que busquem suas conquistas e sempre estar disposto a ajudá-los, mas não fazer por eles.

Qual o futuro que você quer para seu filho? Deixe que ele busque suas próprias motivações e desafios!

Lição de Vida para o Ocidente

Recebi a mensagem abaixo, não posso afirmar que seja verídica, mas mesmo não sendo há muita verdade da forma como acontece e aconteceu no Japão.

Serve para reflexão de como agimos em muitas situações e cada vez mais, vemos pessoas intolerantes, impacientes e que não respeitam outras pessoas.

A carta abaixo foi escrita por um imigrante vietnamita que é policial no Japão (Fukushima). Foi enviada a um jornal em Shangai que traduziu e publicou. Recebi essa tradução, com a nota de ter sido traduzida o mais fielmente possível ao texto original.

Querido irmão,                                                                                                               

Como estão você e sua família? Estes últimos dias têm sido um verdadeiro caos. Quando fecho meus olhos, vejo cadáveres e quando os abro, também vejo cadáveres.                       

Cada um de nós está trabalhando umas 20 horas por dia e mesmo assim, gostaria que houvesse 48 horas no dia para poder continuar ajudar e resgatar as pessoas.                                                                                                    

Estamos sem água e eletricidade e as porções de comida estão quase a zero. Mal conseguimos mudar os refugiados e logo há ordens para mudá-los para outros lugares.                               

Atualmente estou em Fukushima – a uns 25 quilômetros da usina nuclear. Tenho tanto a contar que se fosse contar tudo, essa carta se tornaria um verdadeiro romance sobre relações humanas e comportamentos durante tempos de crise.         

As pessoas aqui permanecem calmas – seu senso de dignidade e seu comportamento são muito bons – assim, as coisas não são tão ruins como poderiam. Entretanto, mais uma semana,e  não posso garantir que as coisas não cheguem a um ponto onde não poderemos dar proteção e manter a ordem de forma apropriada.                                                                   

Afinal de contas, eles são humanos e quando a fome e a sede se sobrepõem à dignidade, eles farão o que tiver que ser feito para conseguir comida e água. O governo está tentando fornecer suprimentos pelo ar enviando comida e medicamentos, mas é como jogar um pouco de sal no oceano.                                                      

Irmão querido, houve um incidente realmente tocante que envolveu um garotinho japonês que ensinou  a um adulto como eu uma lição de como se comportar como verdadeiro ser humano.                                      

Ontem à noite fui enviado para uma escola infantil para ajudar uma organização de caridade a distribuir comida aos refugiados. Era uma fila muito longa . Vi um garotinho de uns 9 anos. Ele estava usando uma camiseta e um par de shorts.

Estava ficando muito frio e o garoto estava no final da fila. Fiquei preocupado se, ao chegar sua vez, poderia não haver mais comida. Fui falar com ele. Ele disse que estava na escola quando o terremoto ocorreu. Seu pai trabalhava perto e estava se dirigindo para a escola. O garoto estava no terraço do terceiro andar quando viu a tsunami levar o carro do seu pai.         

Perguntei sobre sua mãe. Ele disse que sua casa era bem perto da praia e que sua mãe e sua irmãzinha provavelmente não sobreviveram. Ele virou a cabeça para limpar uma lágrima quando perguntei sobre sua família.

O garoto estava tremendo. Tirei minha jaqueta de policial e coloquei sobre ele. Foi ai que a minha bolsa de comida caiu. Peguei-a e dei-a a ele. “Quando chegar a sua vez, a comida pode ter acabado. Assim, aqui está a minha porção. Eu já comi. Por que você não come”?

Ele pegou a minha comida e  fez uma reverência. Pensei que ele iria comer imediatamente, mas ele não o fez. Pegou a bolsa de comida, foi até o início da fila e colocou-a onde todas as outras comidas estavam esperando para serem distribuídas.                                            

Fiquei chocado.  Perguntei-lhe por que ele não havia comido ao invés de colocar a comida na pilha de comida para distribuição. Ele respondeu: “Porque vejo pessoas com mais fome que eu. Se eu colocar a comida lá, eles irão distribuir a comida mais igualmente”.                              

Quando ouvi aquilo, me virei para que as pessoas não me vissem chorar.

Uma sociedade que pode produzir uma pessoa de 9 anos que compreende o conceito de sacrifício para o bem maior deve ser uma grande sociedade, um grande povo.                             

Envie minhas saudações a sua família. Tenho que ir, meu plantão já começou.         (Ha Minh Thanh)

DEZ COISAS A SEREM APRENDIDAS COM O  JAPÃO

1 – A CALMA

Nenhuma imagem de gente se lamentando, gritando e reclamando que “havia perdido tudo”. A tristeza por si só já bastava.

2 – A DIGNIDADE

Filas disciplinadas para água e comida. Nenhuma palavra dura e nenhum gesto de desagravo.

3 – A HABILIDADE

Arquitetos fantásticos, por exemplo. Os prédios balançaram, mas não caíram.

4 – A SOLIDARIEDADE

As pessoas compravam somente o que realmente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar alguma coisa.

5 – A ORDEM

Nenhum saque a lojas. Sem buzinaço e tráfego pesado nas estradas. Apenas compreensão.

6 – O SACRIFÍCIO

Cinqüenta trabalhadores ficaram para bombear água do mar para os reatores da usina de Fukushima. Como poderão ser recompensados?

7 – A TERNURA

Os restaurantes cortaram pela metade seus preços. Caixas eletrônicos deixados sem qualquer tipo de vigilância. Os fortes cuidavam dos fracos.

8 – O TREINAMENTO

Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e fizeram exatamente o que lhes foi ensinado.

9 – A IMPRENSA

Mostraram enorme discrição nos boletins de notícias. Nada de reportagens sensacionalistas com repórteres imbecis. Apenas reportagens calmas dos fatos.

10 – A CONSCIÊNCIA

Quando a energia acabava em uma loja, as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saiam calmamente.      

Filhos empreendedores

Recebi o link de minha irmã de um artigo da Revista Época em que se fala de como os pais prejudicam o crescimento de seus filhos com excesso de cuidado para que não sofram.

Dessa forma, criam-se filhos dependentes, frustrados e nem um pouco empreendedores para gerir suas vidas.

Acredito que serve de alerta para todos os pais, por isso sugiro a leitura.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI247981-15230,00.html