A ilusão dos “feedbacks” e críticas construtivas por HSM (16/01/2012) e minha análise nas empresas

Em todos os treinamentos que realizo surge a questão do feedback e sempre faço uma pergunta: “Quando alguém te diz que precisa te dar um feedback, qual o sentimento ou percepção que surge?”

E obviamente, 99,9% dos casos as respostas são: “Lá vem bronca…”, “Ih! Vou tomar um f…back!”, “Ai, lá vem um feedcraw!”, “O que eu fiz de errado?”. Enfim, todas as respostas vem de um sentimento negativo, de algo errado ou não adequado que foi feito.

Porém, a palavra feedback, simplificando, significa receber um retorno. Então é uma palavra neutra que não significa nem bom e nem ruim. Vejo “líderes” utilizando o conceito apenas de forma negativa (mesmo com boas intenções, apesar de o inferno estar cheio delas!).

Por isso, quando falo em feedback nas empresas, digo que há dois tipos: o primeiro de Reconhecimento. Por que quando alguém faz algo interessante e de resultado não se reconhece o trabalho? Alguns dizem que é obrigação, eu digo que não necessariamente e mesmo que seja, quem não gosta de receber um elogio, mas que seja verdadeiro e não simplesmente porque será uma regra implantada na empresa.

Outro tipo de feedback é o que chamo de Sugestão de Melhoria, não é crítica construtiva (veja o texto abaixo da HSM o que se fala disso). Um feedback de Sugestão de Melhoria pressupõe que o líder deseja mostrar caminhos para melhoria do trabalho de seu funcionário. Experimente trocar a palavra Feedback por Sugestão de Melhoria, as pessoas se desarmam, elas têm a percepção de que tem alguém que se preocupa com ela, de que é querida, confortada.

Encontrei o artigo abaixo da HSM e compartilho da opinião do  Tony Schwartz, por isso resolvi compartilhar com vocês. Vejam abaixo:

O americano Tony Schwartz, CEO do The Energy Project e autor do livro Be Excellent in Anything, repudia o termo “construtivo” para designar críticas realizadas a funcionários e afirma que a prática representa nada mais que uma forma velada e segura de se dar feedbacks negativos, seja por parte da gerência ou de líderes.

Muitos outros especialistas em RH consideram ou até recomendam o uso de críticas visando melhorar o desempenho do profissional, como a consultora Jane Souza, do Grupo Soma, que afirma sobre a cautela em fazê-la. “Agir com cautela, pode fazer com que o líder perca ou ganhe o profissional”.

Para Schwartz, é melhor nem sequer assumir tal risco. “A crítica implica em julgamento e todos nós desprezamos sermos julgados e mesmo a mais bem-intencionada das críticas irá, em maior ou menor grau, nos levar a sentir nossos próprios valores em risco e sob ataque”, complementa.

A crítica construtiva, segundo o especialista, ainda pressupõe uma postura hermética de certa forma. “Assumimos que estamos certos a respeito de tudo e isso é o que estamos inclinados a dizer”.

Mas então, qual seria abordagem correta?

Schwartz afirma que o erro na prática da crítica construtiva ou mesmo de feedbacks está no fluxo de informações. Em ambos os casos, o processo se dá em forma de relatório – o chefe comunica o que está errado, avalia e solicita mudanças.

“Faz mais sentido então pensarmos no feedback com o espírito de exploração e não de declaração, o diálogo mais do que o monólogo e a curiosidade mais do que a certeza”.

O especialista recomenda a busca das causas e não o ataque às consequências, o que segundo ele é o que ocorre no caso das críticas. Isso porque a pessoa criticada tem o impulso de defender seus próprios valores, mesmo perante um erro, e quanto mais o faz, menor acaba sendo sua capacidade de absorver o que quer que lhe esteja sendo comunicado.
Frequência e objetivo

Para Bernardo Leite, sócio da RH Estratégia e autor do livro Dicas de Feedback, nada é uma via de mão única e que quando realiza um feedback, o próprio chefe também está sendo avaliado.

A frequência dos feedbacks concedidos pode ser o ponderamento da relação, uma vez que a discordância do funcionário tende a ser mais agressiva quando a questão torna-se uma surpresa e não uma prática diária ou costumeira.

O especialista defende que a reflexão para o funcionário, funciona em casos que ele tenha a consciência de ouvir, checar a percepção de seus superiores e só então pedir exemplos e argumentos que possam lhe esclarecer a situação.

O negócio é não buscar justificativas, mas procurar entender as expectativas da chefia e lembrar que o momento da crítica pode ser também uma situação para ganhar, tanto desenvolvimento quanto aproximação nas relações.


Quais os seus desafios para o ano que começa?

Muita gente começará o ano a partir de agora, alguns por voltar das férias, outros por causa de um novo emprego ou negócio, ou ainda pela volta às aulas dos filhos. Enfim, não importa, em que momento seu ano comece… o importante, é ele começar.

Quais os seus desafios para o ano que começa? Não estou falando das promessas que as pessoas fazem ao pular ondinhas ou na virada do dia 31 para o dia primeiro. O que você realmente deseja fazer e principalmente, terá coragem para seguir adiante e executar as ações necessárias para alcançar suas metas ou efetuar algumas mudanças significativas em sua vida?

Resolvi escrever esse post depois de assistir no final de semana dois filmes: Megamente (que já havia assistido, mas minha filha quis rever, fiz até um post sobre ele há algum tempo http://valerianakamura.wordpress.com/2011/07/05/filme-megamente/) e  O Discurso do Rei.

Algumas coisas me chamaram a atenção (nunca consigo assistir a um filme sem fazer analogias com comportamentos e empresas), em ambos os filmes me deparo com personagens que perdem sua motivação ao viverem suas vidas para os outros e acham que não tem escolha.

Em Megamente, temos:

1. O próprio Megamente que viveu a vida toda com o objetivo de derrotar seu inimigo o Metroman e quando consegue perde sua motivação, pois tudo fica sem graça, sem desafios.

2. O Metroman que viveu sua vida para salvar o mundo das maldades do Megamente, mas um dia percebe que só cumpria o que as pessoas esperavam dele e nunca havia pensado em si mesmo.

3. Criado – o companheiro inseparável do Megamente que em uma discussão, Megamente manda que ele pare de cuidar de sua vida, Criado diz que seu único objetivo foi cuidar dele e nesse momento, se sente totalmente perdido.

E em O Discurso do Rei, vemos o futuro Rei George VI sofrendo para atender às expectativas dos outros e tendo que lidar com sua baixa autoconfiança.

Quantos personagens da vida real encontro e são tão parecidos com esses personagens de filmes?

O empresário cujo objetivo é acabar com seu concorrente e não fazer sua empresa crescer para alcançar novos desafios.

Pais extremamente protetores que não deixam seus filhos amadurecerem e vivem em função apenas deles e quando eles decidem partir e trilhar seus próprios caminhos, se sentem totalmente perdidos, pois nunca pensaram em seus desejos.

Pessoas que vivem apenas em função de outras, de atender às necessidades dos outros e pouco pensam em quais são as suas.

Profissionais competentíssimos que não se desafiam com medo do julgamento de seus superiores e pares e preferem ficar reclamando ao invés de buscar seus sonhos e realizar mudanças.

E por que isso acontece mais comumente do que imaginamos?

Napoleon Hill que escreveu a Lei do Triunfo em 1928 (clássico da literatura que recomendo) cita que o ser humano tem alguns medos: da morte, da doença, da pobreza, de perder o amor de alguém, da velhice e da crítica.

E isso continua atual, quando pergunto em meus treinamentos por que as pessoas não estabelecem suas metas, sempre me vem a resposta: “MEDO”.

E medo do quê? De não conseguir? De certo forma sim, mas principalmente, medo do que as pessoas vão falar se não conseguir, enfim, o medo de ser criticado, apontado como fracassado.

E simplesmente digo: “E daí se não conseguir? Vejo o motivo de não ter conseguido, faço uma análise, reorganizo minhas ideias e planejamento e sigo em frente se realmente for importante para mim!”

Viver uma vida para os outros e sem desafios, torna nossa vida monótona, sem tempero e perceba que até os amigos começam a se distanciar… ninguém gosta de ter alguém por perto sem um brilho nos olhos. Ou melhor, tem sim, aquelas pessoas que para se sentirem bem precisam ter pessoas que mostram que estão pior que elas.

O medo faz parte de nossa vida como proteção, mas não pode nos imobilizar.

Os personagens dos filmes tiveram medo, mas conseguiram superá-lo quando encontraram uma razão para vencer, um verdadeiro motivo que os levaram a mudar e se desafiarem, mesmo tendo a chance de perder, morrer ou perder sua credibilidade. Megamente foi o amor por Rosane, Metroman foi o encontro de sua vocação (ser músico, mesmo não sendo lá grande coisa) e o Rei George VI ao encontrar apoio de sua esposa Elizabeth e seu amigo Logue para conseguir ser o líder de seu povo e suceder seu pai brilhantemente.

Eu já sei quais os meus desafios e você? Está esperando o que para começar?

Jovens “no limite” ou “sem limite”?

Apesar de nunca ter sido fã da Amy Winehouse, sinto uma sensação de impotência ao ver que mais uma vez a falta de motivação venceu a VIDA.

Por que digo falta de motivação e não drogas? Primeiro porque acredito que as drogas foram apenas um instrumento para se sentir melhor, suprir uma ausência, buscar um conforto para a falta de um motivo maior para viver.

Sou mãe de uma garota linda e cheia de vida de 5 anos, mas que todos os dias quer mais. Não estou dizendo do querer de coisas materiais, mas de desafios, de novos conhecimentos, de buscar cada dia mais seu limite ou até o ultrapassando.

Quantas vezes, vejo minha filha “no limite” do cansaço, do sono e luta para se manter acordada, brincando, parecendo que o mundo irá acabar.

Quantas vezes, vejo minha filha em situações “sem limite” e acaba falando coisas que não deve ou se machucando.

Quantas vezes, tenho deparado com jovens na idade de Amy atuando em grandes corporações com funções de liderança que tiveram um crescimento veloz que para preencher o vazio da falta de preparo para lidar com pessoas beiram “o limite” da arrogância e intolerância para se protegerem. Ou ainda passam “do limite” da falta de respeito e se acham “blindados”.

Os jovens se desenvolvem cada vez mais rápido, pois aprendem mais rápido, vivem em um mundo muito mais veloz, conseguem coisas mais rapidamente e talvez, até mais facilmente, principalmente quando existem pais que dão tudo para que não fiquem frustrados.

Mas, a frustração é algo que nossos filhos precisam aprender a superar e por si próprios! Isso fará com que eles sempre busquem seus desafios pessoais e soluções para seus problemas.

Jovens talentosos que conseguem tudo muito cedo e muito mais facilmente, podem chegar em um período da vida sem nenhum desafio a ser conquistado e chegando a esse “limite”, a pergunta é: “O que eu faço para me motivar já que consegui tudo?”

Cada vez mais, vejo jovens muito cedo estarem desmotivados e assim sendo buscam uma solução no mundo externo, por exemplo: trabalhando demais (virando verdadeiros workholics), inúmeros relacionamentos amorosos, baladas intermináveis, horas excessivas conectados na Internet ou ingressam no mundo das drogas (lícitas e/ ou ilícitas).

Também já fomos jovens e também acreditávamos que nada nos aconteceria, nossos jovens também acreditam nisso; lições de moral não adiantam, gritos e berros também não, então o que fazer?

Acredito que precisamos nos conter e não sermos superprotetores, hoje quase nossos filhos não correm porque muitas vezes preferimos que eles fiquem na “segurança” do lar, assistindo a TV ou no videogame, para não se machucarem.

Queremos dar todos os “brinquedinhos tecnológicos”, pois todos os amiguinhos têm.

Queremos proporcionar tudo o que há de melhor na educação para serem melhores profissionais.

Queremos evitar todo e qualquer sofrimento para que não se machuquem.

E no final das contas, damos “limites” demais ou transformamos nossos filhos em pessoas “sem limites”, pois já que muitos não sabem o que é se machucar, se frustrar, buscar suas próprias soluções, resolvendo seus problemas?

E quando crescem por não saberem seus “limites” vão em busca deles de forma muitas vezes, irresponsáveis e sem retorno.

Podemos fazer muito por nossos filhos: ensiná-los a serem bem educados, respeitarem às pessoas, obedecerem às normas, aprenderem a esperar; fazer com que busquem suas conquistas e sempre estar disposto a ajudá-los, mas não fazer por eles.

Qual o futuro que você quer para seu filho? Deixe que ele busque suas próprias motivações e desafios!

Lição de Vida para o Ocidente

Recebi a mensagem abaixo, não posso afirmar que seja verídica, mas mesmo não sendo há muita verdade da forma como acontece e aconteceu no Japão.

Serve para reflexão de como agimos em muitas situações e cada vez mais, vemos pessoas intolerantes, impacientes e que não respeitam outras pessoas.

A carta abaixo foi escrita por um imigrante vietnamita que é policial no Japão (Fukushima). Foi enviada a um jornal em Shangai que traduziu e publicou. Recebi essa tradução, com a nota de ter sido traduzida o mais fielmente possível ao texto original.

Querido irmão,                                                                                                               

Como estão você e sua família? Estes últimos dias têm sido um verdadeiro caos. Quando fecho meus olhos, vejo cadáveres e quando os abro, também vejo cadáveres.                       

Cada um de nós está trabalhando umas 20 horas por dia e mesmo assim, gostaria que houvesse 48 horas no dia para poder continuar ajudar e resgatar as pessoas.                                                                                                    

Estamos sem água e eletricidade e as porções de comida estão quase a zero. Mal conseguimos mudar os refugiados e logo há ordens para mudá-los para outros lugares.                               

Atualmente estou em Fukushima – a uns 25 quilômetros da usina nuclear. Tenho tanto a contar que se fosse contar tudo, essa carta se tornaria um verdadeiro romance sobre relações humanas e comportamentos durante tempos de crise.         

As pessoas aqui permanecem calmas – seu senso de dignidade e seu comportamento são muito bons – assim, as coisas não são tão ruins como poderiam. Entretanto, mais uma semana,e  não posso garantir que as coisas não cheguem a um ponto onde não poderemos dar proteção e manter a ordem de forma apropriada.                                                                   

Afinal de contas, eles são humanos e quando a fome e a sede se sobrepõem à dignidade, eles farão o que tiver que ser feito para conseguir comida e água. O governo está tentando fornecer suprimentos pelo ar enviando comida e medicamentos, mas é como jogar um pouco de sal no oceano.                                                      

Irmão querido, houve um incidente realmente tocante que envolveu um garotinho japonês que ensinou  a um adulto como eu uma lição de como se comportar como verdadeiro ser humano.                                      

Ontem à noite fui enviado para uma escola infantil para ajudar uma organização de caridade a distribuir comida aos refugiados. Era uma fila muito longa . Vi um garotinho de uns 9 anos. Ele estava usando uma camiseta e um par de shorts.

Estava ficando muito frio e o garoto estava no final da fila. Fiquei preocupado se, ao chegar sua vez, poderia não haver mais comida. Fui falar com ele. Ele disse que estava na escola quando o terremoto ocorreu. Seu pai trabalhava perto e estava se dirigindo para a escola. O garoto estava no terraço do terceiro andar quando viu a tsunami levar o carro do seu pai.         

Perguntei sobre sua mãe. Ele disse que sua casa era bem perto da praia e que sua mãe e sua irmãzinha provavelmente não sobreviveram. Ele virou a cabeça para limpar uma lágrima quando perguntei sobre sua família.

O garoto estava tremendo. Tirei minha jaqueta de policial e coloquei sobre ele. Foi ai que a minha bolsa de comida caiu. Peguei-a e dei-a a ele. “Quando chegar a sua vez, a comida pode ter acabado. Assim, aqui está a minha porção. Eu já comi. Por que você não come”?

Ele pegou a minha comida e  fez uma reverência. Pensei que ele iria comer imediatamente, mas ele não o fez. Pegou a bolsa de comida, foi até o início da fila e colocou-a onde todas as outras comidas estavam esperando para serem distribuídas.                                            

Fiquei chocado.  Perguntei-lhe por que ele não havia comido ao invés de colocar a comida na pilha de comida para distribuição. Ele respondeu: “Porque vejo pessoas com mais fome que eu. Se eu colocar a comida lá, eles irão distribuir a comida mais igualmente”.                              

Quando ouvi aquilo, me virei para que as pessoas não me vissem chorar.

Uma sociedade que pode produzir uma pessoa de 9 anos que compreende o conceito de sacrifício para o bem maior deve ser uma grande sociedade, um grande povo.                             

Envie minhas saudações a sua família. Tenho que ir, meu plantão já começou.         (Ha Minh Thanh)

DEZ COISAS A SEREM APRENDIDAS COM O  JAPÃO

1 – A CALMA

Nenhuma imagem de gente se lamentando, gritando e reclamando que “havia perdido tudo”. A tristeza por si só já bastava.

2 – A DIGNIDADE

Filas disciplinadas para água e comida. Nenhuma palavra dura e nenhum gesto de desagravo.

3 – A HABILIDADE

Arquitetos fantásticos, por exemplo. Os prédios balançaram, mas não caíram.

4 – A SOLIDARIEDADE

As pessoas compravam somente o que realmente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar alguma coisa.

5 – A ORDEM

Nenhum saque a lojas. Sem buzinaço e tráfego pesado nas estradas. Apenas compreensão.

6 – O SACRIFÍCIO

Cinqüenta trabalhadores ficaram para bombear água do mar para os reatores da usina de Fukushima. Como poderão ser recompensados?

7 – A TERNURA

Os restaurantes cortaram pela metade seus preços. Caixas eletrônicos deixados sem qualquer tipo de vigilância. Os fortes cuidavam dos fracos.

8 – O TREINAMENTO

Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e fizeram exatamente o que lhes foi ensinado.

9 – A IMPRENSA

Mostraram enorme discrição nos boletins de notícias. Nada de reportagens sensacionalistas com repórteres imbecis. Apenas reportagens calmas dos fatos.

10 – A CONSCIÊNCIA

Quando a energia acabava em uma loja, as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saiam calmamente.      

Filhos empreendedores

Recebi o link de minha irmã de um artigo da Revista Época em que se fala de como os pais prejudicam o crescimento de seus filhos com excesso de cuidado para que não sofram.

Dessa forma, criam-se filhos dependentes, frustrados e nem um pouco empreendedores para gerir suas vidas.

Acredito que serve de alerta para todos os pais, por isso sugiro a leitura.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI247981-15230,00.html

Agenda de Treinamentos

TREINAMENTOS PARA JULHO E AGOSTO DE 2011 (SÃO PAULO)

 

FORMAÇÃO DE FACILITADORES

Transforme-se em um verdadeiro profissional de treinamento ou invista em uma nova atividade profissional. (clique aqui para ver o programa completo)

 

PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA

Crie uma carreira com foco e significado, se prepare para o futuro, saiba aproveitar novas oportunidades. (clique aqui para ver o programa completo)

 

COMO ABRIR SEU PRÓPRIO NEGÓCIO

Venha se preparar para abrir sua própria empresa com planejamento e uma melhor análise de oportunidades e risco. (clique aqui para ver o programa completo)

 

FORMAÇÃO DE PREÇO E GESTÃO FINANCEIRA

Entenda os números de sua empresa para levá-la ao crescimento com lucro e sustentabilidade. (clique aqui para ver o programa completo)

Filme: “Megamente”

Por indicação de um amigo assisti ao filme “Megamente” e achei fantástico.

Só para situar um pouquinho, não contarei o final (é claro), resumirei a estória.

Megamente, um sujeito feio e cabeçudo, foi enviado pelos pais de outra galáxia para a Terra. Só que ao mesmo tempo, um outro bebê, bonito e charmoso, também foi enviado. E os dois foram se trombando nessa vinda e ao longo de suas vidas, se encontraram.

O bonitão sempre teve seguidores, o Megamente sempre teve perseguidores. Seu jeito atrapalhado de fazer as coisas e que ao final sempre dava errado, fazia com que as pessoas se afastassem e o achassem mal e assim, o fez acreditar que era realmente mal e se tornou um vilão. Mas no fundo, sempre foi uma pessoa do bem!

E para todo vilão precisa haver um herói, o Mega Man!

Várias batalhas ocorrem entre o Megamente e o Mega Man até que um dia ele atinge seu objetivo: acaba com o Mega Man.

No início, tudo é festa; ele domina a cidade, faz o que deseja, mas um dia ele percebe o quanto sente falta de Mega Man, pois sua vida só tinha sentido para pensar em planos contra o seu inimigo e agora que não mais existe, ficou um grande vazio.

Sendo assim, ele resolve criar um novo super-herói para desafiá-lo nas batalhas; só que as coisas não saem bem da forma como ele desejava… aí só assistindo…

Mas o que eu queria realmente trazer é: em nosso mundo real, quem são os Mega Men de sua vida? Quem são aquelas que te desafiam todos os dias? Às vezes, têm a forma de inimigo, mas na verdade são pessoas que nos tornam vivos.

Vários empresários me dizem que seria tão bom não ter concorrente? Será? Acredito que os concorrentes nos fazem pensar, buscar ser melhores que eles para conquistar e manter os clientes. Eles nos fazem buscar a inovação.

Talvez vocês me perguntem: você não gostaria de ser a única a oferecer o produto e ganhar dinheiro mais fácil? É claro que sim! Mas, imaginem agora como consumidores; hoje em alguns mercados precisamos nos submeter porque não há concorrência e sofremos por isso, já pensou se tudo fosse assim? A qualidade seria péssima e os preços muito elevados e seria muito ruim! A concorrência faz com que existam produtos diversos e com preços acessíveis (ou melhores).

No mundo empreendedor ainda temos o Mega Man representado pelos clientes e funcionários que também nos desafiam todos os dias. E quantas vezes, passamos por vilões?

O sensei (professor) de Aikidô de meu marido sempre diz que você precisa respeitar e cuidar do seu oponente, pois se você o machuca, ele não poderá treinar e você também não, pois o perderá até sua recuperação. Ele não é seu inimigo, é seu parceiro.

Resolvi escrever este post principalmente depois de assistir no Fantástico o quadro Planeta Extremo onde atletas disputam a ultramaratona de 100 km. na Antártida e dois momentos posso relacionar com este post.

O primeiro quando o Clayton Conservani, o repórter da Globo ajudou um concorrente de um brasileiro que também competia em uma de suas paradas. Pois uma competição só te faz ir adiante se você sabe que tem concorrentes tão capazes quanto você e que possam te desafiar.

O segundo quando um concorrente mesmo há 3 horas de distância do primeiro colocado continuou a corrida, sabia que não ganharia, mas seu Mega Man estava dentro de si. Naquele momento, não havia outra pessoa a ser batida a não ser ele mesmo.

Não importa se você é um Megamente ou um Mega Man (porque no fundo você tem os dois lados), o que realmente importa é como você pode se tornar uma pessoa melhor, se desafiando todos os dias?

Ideias e Inovação

Estarei hoje (30/06/2011) às 19:30 h., no Senac de São José do Rio Preto falando sobre Inovação.

Esse vídeo é muito bacana para se entender de onde surge uma ideia inovadora, tudo é colaborativo. Assistam!

Filme: “A Lenda dos Guardiões”

Feriadão, resolvemos fazer uma sessão de filmes e um deles foi “A Lenda dos Guardiões” que pegamos para assistir com nossa filha de 5 anos.

O personagem principal é Soren, uma coruja que adora as estórias que seu pai conta sobre os Guardiões de Ga’Hoole, um grupo de guerreiros que lutaram para proteger as corujas “do bem” das corujas “do mal”.

Enquanto, o irmão de Soren acha tudo uma bobagem; ele acredita em seus heróis e sonha em se tornar um verdadeiro Guardião.

O que era um conto se mostra real. Soren consegue montar um verdadeiro time e busca salvar as corujas. Não vou contar o que acontece para não acabar com a surpresa!

Em uma das partes, a mãe de Soren pergunta ao pai se ele não se preocupa pelo filho ser tão sonhador e ele responde que se preocupa com todos os filhos da mesma forma. E pela minha percepção, sua preocupação verdadeira está sobre aquele que não sonha.

Como mãe, percebo a importância de estimular os sonhos em nossos filhos, isso fará com que eles construam sua visão de futuro, possam ser estimulados a ter autoconfiança e esperança. Serão adultos mais determinados. Muitos pais dizem que precisam trazer às crianças à realidade, pois querem evitar seu sofrimento.

Por que tentar transformar nossas crianças em adultos racionais que não devem acreditar em Coelho da Páscoa e Papai Noel? O que isso trará para eles? Dizer que eles devem entender que a vida é dura? Para quê? Eles aprenderão isso, no seu tempo e do seu modo.

Quantas vezes nossos pais falavam para não corrermos que nos machucaríamos e não dávamos ouvidos e quando realmente acontecia, chorávamos e só aí aprendíamos.

Vejo tantos pais repreendendo crianças quando dizem que querem ser caminhoneiros, artistas de circo, motoboys. Deixem que eles sonhem… eles terão tanto tempo para mudar ou não… para que sofrermos por algo que nem sabemos como será?

Conheço tantos adultos que nunca sonharam e hoje são infelizes, pois nunca desenvolveram essa capacidade e hoje, fica muito mais difícil soltar a imaginação em busca de seus sonhos, não se permitem, acham ridículo, se fecham às possibilidades de escolha. E muitos escondem uma grande insegurança.

Nos sonhos, nada é proibido, tudo vai dar certo e por termos essa crença (principalmente para aqueles que foram crianças sonhadoras), tiveram iniciativa, não tiveram medo de buscar realizar o sonho.

É claro que muitos se machucaram, outros se decepcionaram, mas não deixaram de acreditar na possibilidade e isso é o mais importante!

Ao contrário daqueles que não sonharam, foram vivendo a vida que os outros impuseram, vivendo o medo dos outros, foram “escondidos” ou “protegidos” para não se machucar ou se decepcionar. E hoje, como adultos continuam fugindo da vida, mas no fundo, possuem cicatrizes maiores do que os sonhadores, pois é uma cicatriz na alma e não no corpo!

Não estou dizendo para largarmos nossos filhos, mas deixarmos que eles sonhem, criem, inventem estórias, tenham amigos imaginários, finjam que são outras pessoas, além de incentivar a encontrarem seus caminhos, você ajudará seus filhos a serem melhores pessoas.

Vou contar um fato que aconteceu com minha filha de 5 anos.

Ela disse que queria ser médica, florista e bombeira. Em nenhum momento, meu marido e eu dissemos algo contra, apenas a questionamos o porquê dessas escolhas e ela disse que gostaria de ajudar as pessoas e cuidar de flores é muito bom!

E por muito tempo, ela continuou dizendo a mesma coisa e sempre conversávamos sobre isso, mas nunca disse que não daria para fazer tudo ou era um absurdo.

Até que um dia, ela me disse que esteve pensando e que ela só ia ser médica porque era muita coisa para se fazer ao mesmo tempo. Pronto! Ela chegou a uma conclusão sozinha e com apenas 5 anos.

Isso me dá a certeza de que estou no caminho certo e curtirei com ela todos os seus sonhos!

Deixe seus filhos voarem (viverem) como as corujinhas do filme!

As três caixas da vida

Segundo o escritor Richard Bolles, nossa vida está dividida em três caixas:

1. Caixa da Educação

2. Caixa do Trabalho

3. Caixa da Aposentadoria

Nos treinamentos, quando apresento essas caixas, faço a seguinte pergunta: “Qual caixa que você tem o maior foco hoje?” Será que você consegue descobrir o que todos respondem (ou a maioria)? Obviamente, a resposta é Caixa do Trabalho.

Segunda pergunta: “Quem tem se dedicado à Caixa da Educação?” Alguns respondem que estão estudando, outros dizem que gostariam de estudar, mas não conseguem tempo.

Terceira pergunta: “Quem tem se dedicado à Caixa da Aposentadoria?” Poucos (muito poucos) respondem que sim e ao questioná-los sobre o que têm feito, a resposta é “Previdência Privada”.

Vamos verificar qual a ligação dessas três caixas e a importância de manter atenção sobre todas elas.

Quando somos crianças e adolescentes nosso foco maior é sobre a Caixa da Educação, afinal alguns pais sempre diziam ou dizem: “Você tem que ir bem na escola, afinal você só estuda!”

Depois de ter estudado (ou não), nosso foco vai para a Caixa do Trabalho, afinal é de lá que vamos obter dinheiro para conquistar nossos sonhos (mesmo para “ser” você precisará de dinheiro). E aí começa o desequilíbrio.

Quando Bolles fala da Caixa Trabalho, isso não quer dizer que você só deva trabalhar, mas que você consiga trabalhar de uma forma equilibrada, isto é, conciliar sua vida pessoal com a profissional. Afinal, para que você trabalha? Para conquistar seus sonhos e muitos deles estarão na Caixa da Aposentadoria.

Por isso, devemos pensar na conexão dessas três caixas. Se você só foca nos estudos sem pensar em um trabalho, pode virar um estudante profissional sem emprego.

Se você foca apenas no trabalho sem pensar nos estudos, pode se transformar em um profissional ou empreendedor desatualizado, correndo o risco de ficar para trás, pois sempre haverá alguém buscando aprender mais (não estou falando apenas em estudo formal, mas ler publicações, assistir reportagens, acessar internet é um forma de estudar).

Quando você pensar na Caixa da Aposentadoria deve refletir sobre a forma que tem atuado na Caixa do Trabalho. Pense em sua aposentadoria… o que você deseja fazer? Uma segunda carreira (então tem que estudar hoje), ficar de papo para o ar (então tem que começar a guardar dinheiro hoje), ser voluntário (então tem que começar a se preparar hoje).

Quem você deseja que esteja com você curtindo a aposentadoria? Reflita se você (mesmo trabalhando) tem dado atenção suficiente a essas pessoas? Porque se não estiver, provavelmente, elas não estarão com você no futuro e aí para que ter trabalhado tanto, ter juntado dinheiro, mas se não houver ninguém para compartilhar o que você possui?

A Caixa do Trabalho é o momento crucial que servirá para alcançarmos uma aposentadoria feliz.

Lembre-se que é a época de juntarmos dinheiro suficiente para vivermos bem (afinal você acha que o sistema previdenciário sobreviverá por muito tempo?); de praticarmos exercícios e termos uma boa alimentação para chegarmos saudáveis (de nada adianta ter dinheiro, ser doente e gastar um monte em médicos e remédios); de cuidarmos das pessoas que amamos para curtimos momentos bacanas juntos; de pensarmos em um projeto pessoal (afinal, um dia nossos filhos vão cuidar de suas vidas e pouco precisarão de nós).

Cuide dessas três caixas com muita atenção, pensando no futuro e agindo no presente!