Fábrica de Empreendedores

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Franquia: desafio para Franqueadores e Franqueados por Fábio Tonelli

Julho 14, 2009 · 1 Comentário

Muitas pessoas me perguntam sobre Franquias, sendo assim, pedi para o Fábio Tonelli que é especialista na área escrever um artigo para esclarecer algumas dúvidas e dar algumas dicas para os leitores do blog, veja abaixo o artigo:

Numa época onde o Sistema de Franquias domina muitos setores e surge em segmentos nunca antes visto, fica claro o sucesso deste sistema de expansão.

Só no Brasil, são mais de mil marcas Franqueadas.

Se por um lado este é um indicador atraente, escolher uma Franquia para se associar, ou desenvolver um Sistema de Franquias para o seu próprio negócio,  exige muitos cuidados e um mínimo de conhecimento do assunto.

Uma coisa é certa,  o Sistema de Franquias hoje não é mais uma simples escolha, mas em muitos casos  a única saída para manter-se competitivo no Mercado.

O princípio é simples: vivemos num mundo global onde a tecnologia e a informação está ai para todos, o que facilita muito para um novo empreendimento, mas por outro lado a concorrência em alto nível e o mercado saturado impõe muitas exigências para quem vai começar ou quer ampliar o seu negócio.

Segundo Philip Kotler o guru dos negócios,  “A concorrência atual está principalmente ao nível do produto ampliado, ou seja, o que está sendo agregado ao produto final que irá superar as suas expectativas e não mais no que se produz simplesmente.

Via de regra,  é ai que um bom sistema de  Franquia se baseia; num produto ou serviço com algo a mais, diferenciado e que permite definir alguma vantagem competitiva perante seus concorrentes, além da replicação deste modelo.

E não é também somente isto:  pesa-se o fato,  que dificilmente você conseguirá concorrer num segmento dominado por grandes redes:  afinal,  é quase impossível  ter as mesmas condições com fornecedores e parceiros se você não tiver escala de compras e o mesmo ocorre com Marketing  e sua  força de vendas.

Assim, a Franquia é um excelente caminho para expandir e manter-se competitivo e uma forma muito mais segura  de começar um novo empreendimento em comparação a ter sua marca própria.

Mas como formatar sua Franquia, se quiser tornar-se um Franqueador,  ou como escolher certo uma  Franquia para comprar ?

Sinceramente não é uma resposta simples. Posso fazer uma  lista de cuidados e procedimentos a serem tomados, mas o assunto exige um conhecimento mínimo do sistema de Franquias, a Lei de Franquia, o mercado e acima de tudo muito pesquisa.

Afinal o mercado é muito dinâmico, assim como o sistema de Franquias vem evoluindo constantemente.

Uma Franquia pode ser ótima numa região e totalmente sem forças em outro lugar.

Você pode identificar  novas Franquias muito bem estruturadas, não tão conhecidas,que lhe darão  a falsa idéia de um negócio ruim e vice versa,  achar Franquias, com Marcas muito fortes no mercado, mas que estão em franca decadência.

Na outra ponta, formatar o seu negócio em Franquia é ótimo, mas são vários tópicos e estudos que deverão ser analisados cuidadosamente, um a  um.

E é ai que muitas novas Franquias têm-se perdido, ou seja: dedicam-se  fortemente num determinado assunto e deixam outras atividades totalmente desalinhadas.

É  importante  ter uma visão global e abrangente, cuidando de todos os pontos para não ficar nada de lado, tais como:

- modelo de negócio

- manuais

- contratos e circulares de oferta

- projetos arquitetônicos

- planejamento financeiro

- plano de expansão

- estrutura da Franqueadora

- plano de marketing

- suporte e treinamento

- pesquisa e desenvolvimento

E muitos outros assuntos e detalhes.

Mas não se acanhe, franquear é sem dúvida uma ótima opção, e provavelmente a que lhe trará maior sucesso.

O importante é desenvolver a escolha de sua Franquia, ou a formatação de seus Sistema de Franquias,  com bastante critério, cuidado, de forma  abrangente  e com muita pesquisa. Além disto, você pode contar com a ajuda de especialistas em Franquias e consultoria que lhe darão todo o suporte e planejamento necessário.

Boa sorte!

Fabio T. Tonelli

Consultor em Franquias e Novos Negócios

Proprietário da Empresa Franquia Brasil gestão em negócios

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Por que você quer abrir um negócio?

Maio 15, 2009 · 1 Comentário

Qual das alternativas abaixo o motiva a abrir um negócio?

Alternativa a – sempre foi o sonho da minha vida. Cuidado para não virar um pesadelo.Por isso, busque informações, analise o risco e a viabilidade do negócio. Um bom plano de negócio pode ajudá-lo.

Alternativa b – estou desempregado e preciso sobreviver. Sempre digo que não somos empreendedores para “sobreviver” do negócio, pois dessa forma, apenas pagaremos as contas e viveremos na mediocridade. Um negócio é feito para que possamos prosperar pessoal e empresarialmente. Também de nada adianta se tornar empresário com cabeça de empregado, as situações e ações são bem diferentes. E ainda, se você não consegue lidar com riscos e incertezas, talvez é melhor repensar sobre a opção.

Alternativa c – as pessoas me falam que você fica rico. Sabe que muitos também me falaram isso antes de eu me tornar dona do meu próprio negócio? Mas, o que é ficar rico para você? Lembre-se que em um negócio não existem apenas receitas, mas também saídas. Existem empreendedores ricos? É claro que sim, mas há também muita gente vendendo o almoço para pagar o jantar, principalmente aqueles que não tem uma visão clara de futuro e planejamento.

Alternativa d – acredito ser uma grande oportunidade e desafio. Todo negócio sempre é um grande desafio, mas cuidado em saber diferenciar o que é uma oportunidade e uma idéia. Uma idéia, às vezes, parece ser interessante, mas não há pessoas dispostas a pagar por ela. Uma oportunidade atende a uma necessidade e por isso, há consumidores para ela.

Alternativa e – quero me livrar do meu chefe. Você nunca vai se livrar de ter um chefe, pois como empreendedor você terá ainda mais chefes: seus clientes. E cada um será de um tipo, tem gostos e jeitos totalmente diferentes. Esteja preparado para lidar com a diversidade.

Alternativa f – o dono da empresa onde trabalho ganha dinheiro às minhas custas, agora é minha vez. Essa alternativa é muito comum, porém as pessoas apenas veem o dinheiro entrando no caixa, mas nem imaginam quanto custa toda a estrutura. Antes de fazer qualquer coisa, analise todos os detalhes.

Independentemente, da alternativa escolhida, analise sempre tudo com cuidado. Quanto você quer ganhar por mês? Qual tipo de negócio atenderá sua expectativa? Quantas horas está disposto a trabalhar? Tem capital de giro para se manter por determinado período enquanto o negócio não gira efetivamente? O que você quer para seu futuro?

Enfim, para entrar no mundo dos negócios (que eu adoro!!) é preciso além de conhecer o mercado, se conhecer muito bem para saber se este é o seu lugar.

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O retorno dos dekasseguis

Abril 14, 2009 · Deixe um comentário

Amanhã (15/4), no Escritório Regional do Sebrae-SP Alto Tietê, farei uma palestra de apresentação do Programa para Empreendedores (Empretec) para dekasseguis (pessoas que foram para o Japão em busca de melhores oportunidades de trabalho).

Este treinamento faz parte do Programa Dekassegui Empreendedor do Sebrae que visa capacitar empreendedores para gerirem melhor suas empresas.

Neste momento, este trabalho é de suma importância, pois muitos dekasseguis retornaram para o Brasil sem nenhuma perspectiva, sem nenhum dinheiro e o pior, sem nenhuma autoestima.

Como descendente de japoneses, sei o quanto é alta a cobrança para sermos os melhores, nunca fracassarmos; pois, isto é visto, muitas vezes, pela comunidade nipônica como uma vergonha.

Mas, eu, particularmente, acredito que essas pessoas que retornaram devem vir de cabeça erguida, afinal, os considero corajosos, pois exige muita coragem sair de um país abençoado como o Brasil, deixar sua família e amigos e partir para um país totalmente diferente, com um idioma pouco dominado, enfrentando a solidão e muito trabalho.

Trabalhando com os dekasseguis pude observar algumas características que podem ser seus grandes aliados: comprometimento com o trabalho, persistência e disciplina. E também, podemos dividi-los em três categorias:

1. O dekassegui agressivo – aquele que não quer gerir fisicamente uma empresa, mas prefere apenas investir seu dinheiro em negócios e viver de seu retorno financeiro.

2. O dekassegui moderado – aquele que tem as características para gerir um negócio, vendo novas oportunidades, planejando e analisando os riscos para a sustentabilidade da empresa.

3. O dekassegui conservador – prefere não se arriscar no mundo dos negócios, optando em ser funcionário.

Nenhum dos três é considerado o melhor, o que importa é fazer algo que realmente se encaixe em suas características pessoais para que se tenha um melhor resultado.

E lembre-se sempre: não tenha pressa em tomar uma decisão de qual caminho seguir, busque informações, faça uma análise da situação para buscar uma melhor solução.

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Quero montar uma pousada!

Janeiro 7, 2009 · 1 Comentário

Mais uma vez, me deparei com uma pessoa que disse: “Quero montar uma pousada!”. Durante todos estes anos, trabalhando com empreendedores, foram vários que disseram a mesma coisa.

A primeira questão que levanto é o por quê desse tipo de negócio e a resposta é: “Ah! Porque adoro viajar!”.

Só que as pessoas esquecem que administrar uma pousada é muito diferente de você ser turista e ficar alguns dias nela. Conheço muitos donos de pousadas e o que eles menos fazem é viajar, o que mais fazem é trabalhar para o bem-estar de seus hóspedes.

Por isso, cuidado ao escolher um negócio porque você sempre gostou de algo relacionado a ele, pois negócio e diversão, às vezes, não caminham juntas.

Conheço um empreendedor que sempre gostou de cozinhar para os amigos e por ter esse hobby resolveu abrir um restaurante, primeiro porque gostava de cozinhar; segundo porque como todos elogiam sua comida, acreditava que teria muitos clientes.

Porém ao abrir o restaurante, verificou que cozinhar de forma amadora era bem diferente de ter que administrar um restaurante, pois precisava se preocupar com finanças, funcionários, compras, atendimento. E também verificou que seus potenciais clientes (amigos) não frequentavam seu restaurante, afinal agora não era mais de graça, precisava pagar.

E o que restou fazer então? Vender para alguém da área e retornar para sua área de atuação e a cozinha voltou a ser apenas um hobby.

Por isso, pense bem quando escolher um negócio, analise ganhos e perdas, pontos fortes e fracos para que você não se arrependa depois.

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A realização de mais um sonho

Dezembro 13, 2008 · 1 Comentário

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Em 1997, eu e o Samuel, meu sócio, decidimos pedir demissão das empresas onde trabalhávamos para nos tornar empresários.

Não tínhamos a menor noção do que era administrar uma empresa, apesar de informações e cursos, percebemos que a melhor escola era a prática diária do empreendedorismo com erros, acertos e muito aprendizado.

Ao buscar cada vez mais informações de como se tornar um empreendedor de sucesso percebemos que havia muitas, porém algumas genéricas demais, outras imprecisas e umas dedicadas a apenas grandes empresas que não pertenciam a nossa realidade, nos causando uma grande frustração e insatisfação.

O que nos restava era o network, amigos que já tinham passado por situações semelhantes, nos davam essas informações e nos mostravam muitas vezes com quem falar e qual caminho a ser tomado.

E muitas vezes nós mesmos passávamos estas informações aos nossos amigos e clientes, criando uma corrente de informações muito valiosa.

Porém, essas informações e esses aprendizados ficavam restritos e nem todos podiam usufruir dessa network.

Foi assim que surgiu a idéia de criar a Fábrica de Empreendedores, que transforma essas informações e esses aprendizados em treinamentos vivenciais para o desenvolvimento do empreendedor e de sua empresa.

Mas, ainda não contentes com isso, resolvemos disseminar as informações e desenvolver uma rede de relacionamentos mais poderosa por meio de um novo produto que há muito tempo idealizávamos: a Revista e o website Arena Empresarial.

O Arena Empresarial surge como um meio de discussão, de troca de informações entre empreendedores e pessoas que desejam abrir sua própria empresa.

Acesse o site www.arenaempresarial.com.br e a revista lançada em 10/12/2008 já está disponível para download.

Nessa mesma data, realizamos a palestra “Como utilizar o e-mail marketing para gerar novos negócios” com Fernando Massaro Duque, proprietário da e-first Desenvolvimento Digital.

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Como escrever um plano de negócios (Parte 8)

Julho 1, 2008 · 2 Comentários

Hoje, abordaremos pessoas muito especiais a quem chamamos de Fornecedores.

E muito cuidado com esse aspecto do Plano de Negócios, pois você precisa deles, mas deve analisar qual seu grau de dependência, pois isto interfere em todo o seu modelo de negócios, custos, entrega e até a continuidade de sua empresa a longo prazo.

A primeira etapa a fazer é relacionar todos os produtos e/ ou serviços que a sua empresa precisa. Após isto, fazer uma lista de fornecedores para estes produtos e/ ou serviços e qualificá-los em termos de preço, prazo de entrega, condições especiais, localização, capacidade de entrega.

Evite ter apenas um fornecedor, pois muitas vezes, quem tem um, não tem nenhum e poderá acarretar problemas de abastecimento, principalmente, em alguns períodos de sazonalidade. Por isso, estrategicamente, mantenha uma lista de fornecedores ativos nos produtos que são essenciais para o funcionamento de sua empresa.

Conheci vários empresários que compram de fornecedores de lugares distantes, pois dizem que é muito mais barato, porém alguns esquecem de computar o custo do transporte e o tempo de entrega, o que muitas vezes acaba encarecendo o produto. Por isso, se preocupe com isso.

Ter fornecedores é fácil, mas ter “bons” fornecedores não é tão simples assim, por isso se lembre de cultivar os relacionamentos, pois pode ter certeza, isso pode salvá-lo de alguns problemas.

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Como escrever um plano de negócios (Parte 7)

Maio 29, 2008 · Deixe um comentário

No plano de negócios devemos dedicar uma parte especial às pessoas que estarão em nossa empresa, o chamado Recursos Humanos.

Quando uma empresa é pequena, normalmente, os sócios acabam sendo o “faz tudo”, porém devemos nos organizar para o crescimento e assim nos preocupar com a seleção, recrutamento, remuneração, avaliação e desenvolvimento dos nossos funcionários.

Vamos verificar com o que devemos nos preocupar em relação aos funcionários:

1. Determinar as funções na empresa. Quais e quantos profissionais preciso para que a empresa caminhe, qual a estrutura do organograma, descrever as responsabilidades e atribuições de cada um, determinar o salário por meio de uma pesquisa salarial.

2. Determinar como será realizado o processo seletivo. Se for interno, elaborar um roteiro de testes e entrevista. Se for externo, passar todas as informações necessárias para a captação via agências de emprego.

3. Plano de carreira e benefícios oferecidos. Elaborar um plano de como poderá ser o crescimento do funcionário dentro da empresa em relação a cargos ou salários e também os benefícios que serão oferecidos.

4. Avaliação de desempenho. Determinar períodos e instrumentos para que o funcionário receba um feedback de seu desempenho na empresa para que possa se desenvolver.

5. Treinamento e desenvolvimento. Verifique quais competências seu funcionário precisa desenvolver e assim proporcionar cursos internos e/ ou externos.

Tudo isso serve para que você tenha uma empresa mais profissionalizada, com “cada macaco no seu galho”, fazendo com que você possa captar e reter talentos para que sua empresa possa prosperar cada vez mais.

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O fim de um sonho… o começo de outro…

Maio 27, 2008 · Deixe um comentário

No dia 23 de maio, folheando o jornal O Diário de Mogi das Cruzes, como sempre parei para ler com mais atenção à pagina de gastronomia, pois adoro cozinhar, apesar de não chegar aos pés de um verdadeiro chef de cozinha.

Nesse dia, me chamou muito a atenção o título da coluna Diário de um Cozinheiro escrito pelo chef Fábio Watanabe “Por que o Coronel fechou?”. E o que era o “Coronel” afinal?

Era o restaurante que Fábio, sua esposa e seu irmão abriram há 3 anos em Mogi. Infelizmente, não conheci sua casa e comida, pois, para quem tem uma filha de 2 anos como eu, determinados locais não são apropriados para uma figurinha como a que tenho em casa, que não pára um segundo e acaba até perturbando outras pessoas e uma boa comida é feita para ser saboreada com tranquilidade.

Mas sempre que passávamos em frente, meu marido comentava “parece ser um lugar bem bacana!”.

O artigo que o Fábio escreveu neste dia foi quase que um desabafo e a mostra de uma grande tristeza de encerrar algo que com certeza foi um sonho alimentado com muito tempero e carinho.

Toda vez que vejo um ponto sendo reformado, uma loja e escritório sendo montados, torço para que tudo dê certo, pois sei o quanto as pessoas depositam ali suas esperanças, de uma vida melhor, de realizações, de anos de dedicação e estudo.

E toda vez que vejo algum negócio sendo fechado, fico muito triste, pois sei o quanto isso faz com que as pessoas se questionem em relação à sua capacidade, seus erros e culpas; sua auto-estima e autoconfiança são minadas e poucas pessoas permanecem para apoiá-las.

Porém, acredito que essas pessoas que não tiveram o sucesso almejado são vencedoras, pois tiveram coragem em buscar seus sonhos, ao contrário de muitos que passam a vida inteira desejando, mas não agem e nunca saberão se chegarão lá.

Que os erros cometidos sejam vistos não como fracassos, mas como aprendizado para que se possa fazer melhor da próxima vez, afinal há muito para se construir pela frente.

Normalmente, ficamos presos nas coisas ruins que aconteceram. O Fábio relatou vários incidentes que aconteceram com clientes e acho que daqui a algum tempo ele rirá disso tudo, por exemplo, o cliente que achou que o Petit Gateau estava cru, a senhora que pediu um risotto e disse que aquilo não era risotto (as pessoas acham que risoto é o arroz misturado com um monte de legumes).

O que devemos lembrar são daqueles que fizeram parte dos melhores momentos, a equipe, os clientes que sabem apreciar um bom prato, um bom atendimento; que acabaram se tornando verdadeiros amigos e fãs.

Não tive a oportunidade de conhecer o Fábio, mas tenha certeza que este sonho terminou para que possa começar outro com muito mais força, coragem e determinação.

Boa sorte e continue alimentando seus sonhos!

Ah! O Fábio tem um blog muito apetitoso, leia http://www.diariodeumcozinheiro.blogspot.com/

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A diferença entre querer e fazer

Abril 29, 2008 · Deixe um comentário

Estive neste último mês fazendo várias palestras para o Sebrae-SP para apresentar o Desafio Sebrae para universitários. Gosto muito de interagir com as pessoas para que possa conhecê-las melhor e modelar a palestra conforme o público.

Sempre faço a seguinte pergunta: “Quem gostaria de abrir sua própria empresa?”. Muitos levantam as mãos. Em seguida, faço outra pergunta: “Quem desses que disseram que gostariam de abrir sua própria empresa, vai realmente abrir essa empresa?”. Poucos se atrevem a levantar as mãos e ouço risinhos constrangidos em meio à surpresa geral.

E é isso a vida empreendedora, muitos sonhadores, poucos corajosos. Muitos preferem ficar em seus devaneios do tipo: “Ah! Um dia vou ter meu próprio negócio!”. Poucos, decidem enfrentar obstáculos, serem chamados de loucos para concretizarem seus sonhos em realidade.

Muitos preferem encontrar inúmeras desculpas com medo de enfrentarem a realidade, culpando economia, governo, falta de dinheiro e tempo, outras pessoas; passam a vida toda QUERENDO fazer algo, mas não sabem o quê. Passam a vida, remando no barco de outras pessoas para chegarem a um destino de não escolheram e com certeza, passarão a vida toda reclamando das oportunidades que não apareceram, das coisas ruins que aconteceram.

Poucos encontrarão uma forma para alcançar o que desejam, mesmo sem dinheiro, com uma economia instável, com um governo que não auxilia os empreendedores. Encontrarão oportunidades, pois estarão atentos, afinal são decididos, corajosos, sabem onde almejam chegar, FAZEM sua vida ter sentido, mesmo errando, transformarão todos os percalços em aprendizados para a construção de sua vida. Serão os condutores de sua vida e se permitirão construir seu próprio destino.

Enfim, amigos empreendedores, a vida não é fácil para aqueles que decidem seguir o caminho que escolhemos, pois muitos nos consideram loucos, irresponsáveis; teremos altos e baixos, conheceremos nossos verdadeiros amigos e inimigos; podemos errar e acertar. Porém, garanto uma coisa, o prazer dessa jornada empreendedora é só nossa!

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Talvez você tenha um jovem empreendedor em casa

Abril 22, 2008 · 1 Comentário

Quantos de nós quando crianças somos incentivados a empreender? Acredito que muito poucos e pelo que vejo, apesar da disseminação da importância do empreendedorismo, o quadro não se reverteu.

Sou uma das palestrantes contratadas pelo Sebrae-SP para divulgar o Programa Desafio Sebrae que é um jogo de empresas virtual, por isso nas últimas semanas tenho percorrido algumas universidades e quando pergunto quem gostaria de ser dono de sua própria empresa, poucos levantam a mão; quando pergunto quem quer ser empregado, a maioria; mesmo sabendo, da dificuldade na obtenção dos empregos dos sonhos.

E a história é sempre a mesma, pais que insistem em dizer para seus filhos: “estude bastante para conseguir um bom emprego ou passar em um concurso público”.

Quando estava elaborando a palestra, fiquei pensando em como incentivar esses jovens a se tornarem empreendedores, seguir uma opção de carreira diferente: empreender; já que eu apesar de ser dona do meu próprio negócio, nunca tive incentivo para isso nem durante minha infância, nem em minha adolescência. É claro que, quando decidi, já adulta, oficialmente abrir minha própria empresa, meus pais foram os maiores incentivadores, apesar de temerosos em relação ao meu futuro, torceram pelo meu sucesso.

Fiquei sentada em meu computador, relembrando minha história e de minha família. Lembro que muitas pessoas me perguntam se vim de família empreendedora e sempre respondi que não, baseada na vida de meus pais. Meu pai foi funcionário de uma empresa por 35 anos e minha mãe, dona de casa. Mas, comecei a resgatar a história de meus avôs e avós e vi o quanto empreendedora foi a vida de minha família.

Meus avôs vieram do Japão, um foi taxista, uma micro empresa de um funcionário… nunca teve carteira assinada e assim, cuidou de sua família. Meu avô paterno trabalhou na roça, comprava insumos, plantava e vendia, enfim, uma empresa familiar de agronegócio. Minhas avós eram filhas de japoneses, porém nascidas no Brasil; uma teve uma quitanda, a outra um barzinho. Lembrei que minha mãe, apesar de depois de casada, nunca ter tido um emprego, foi uma empreendedora.

Foi costureira, fez salgadinhos e docinhos para festas (como minha irmã e eu esperávamos sobrar algo para saborearmos), fez bolos maravilhosos e por último, montou uma pequena confeccção de lingerie (meu pai até aprendeu a costurar, pois como ela não dava conta das encomentas, ele voltava da empresa e a ajudava) e até deu aulas de como confeccionar as lingeries.

Enfim, hoje posso afirmar que vim de uma família mais que empreendedora. Pessoas de coragem e lutadoras que trilharam seu próprio caminho.

Também existe outra pergunta que me fazem: “quando você resolveu empreender?”. E sem titubear, eu respondia: “quando estava com 25 anos de idade”. Pois é, mas eu descobri que, na realidade, comecei a empreender muito cedo.

Com 7, 8 anos, minha irmã e eu montamos nossa primeira empresa, produzíamos pulseiras personalizadas com o nome do cliente. Fomos uma empresa inovadora, já nos preocupávamos com a reciclagem de materiais, utilizávamos como base o plástico do potinho de iogurte e linhas que minha mãe não utilizava mais. Mas, acredito que sobrecarregamos o mercado formado por tias, primas e coleguinhas da escola e chegou o momento de encerrarmos nossas atividades.

Quando tinha entre 13 e 14 anos, fui convidada para participar de uma empresa de Tradução e Editoração pelo meu amigo Altamir. Ele foi o comercial que captou a oportunidade de um grupo de estudantes de Medicina da UMC que precisavam que fosse traduzido um texto enorme e depois fosse datilografado, o termo Editoração ainda nem existia, pois computador era algo pouco acessível, então, utilizei minha velha máquina de datilografar. Foi uma empresa de um único cliente, até hoje não sei se foi porque não ficaram satisfeitos ou não tiveram outros trabalhos.

Depois, na época do curso técnico com 16 anos, algumas amigas e eu abrimos uma empresa de Comércio Alimentício, nossos carros-chefe eram os bombons Sonho de Valsa e as balas Skate, precisávamos de dinheiro para a formatura. Nesse momento, conheci o que se chama de concorrência, era a tia da cantina que ficou muito brava por vendermos nossos produtos dentro da escola. Além disso, também conheci o que depois vim a ter maior intimidade, a inadimplência, como eu era do financeiro e de compras, eu tive que aprender a cobrar.

Na mesma época, abrimos mais um negócio, uma empresa de eventos. Promovemos um dos primeiros bailes pró-formatura da cidade e que foi um sucesso, afinal como empreendedores ousados e inovadores colocamos o nome de NOITE DA ALTA TEnSÃO. Talvez, você nem possa imaginar a repercussão que teve com esse nome, faltaram convites e ganhamos um monte de dinheiro. Foi um negócio tão bom (só que ninguém disse isso para nós e nem tivemos essa percepção) que alguns professores assumiram o negócio e deram continuidade.

Mas, tinha chegado a hora de fazer escolhas, e meus pais, como tantos outros, me incentivaram a estudar, cursar a universidade e não sei se por sorte ou azar, consegui no primeiro ano da faculdade, o emprego dos sonhos de vários jovens na maior empresa da região.

Depois de 5 anos, passei no processo de trainee da Brahma e fiquei por lá por mais 2 anos. Em 1997, meu noivo que hoje é meu marido abriu uma empresa de informática e fui trabalhar com ele e nesse momento, acabei resgatando minha veia empreendedora que nunca mais abandonei e que tanto me orgulho.

É claro que em alguns momentos, penso o quanto vale a pena o que escolhi, mas no final de 2006, tive a certeza de minhas escolhas. Meu pai que já estava aposentado há alguns anos, sabia que ao completar 60 anos, deveria sair da empresa onde trabalhou por 35 anos, apesar de sua competência e vitalidade e foi nesse ano que foi dispensado com festas e homenagens, mas com uma profunda lembrança de que com 60 anos é considerado velho para as empresas.

Nesse momento, tive a consciência de que tomaram a decisão pela vida de meu pai e prometi que não deixaria que ninguém fizesse isso por mim. Espero que com 60 anos, eu esteja trabalhando menos, mas ainda ativa ou então, se eu decidir apenas curtir a vida, a decisão será apenas minha.

Também sou mãe e acredito que está nas nossas mãos em incentivar os jovens empreendedores que muitas vezes se encontram dentro de nossa própria casa para que possam tomar melhores decisões, guiando sua própria vida e se tornando pessoas mais completas e felizes.

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