Fábrica de Empreendedores

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A valorização inadequada do trabalho comercial na abertura de um novo mercado por Sergio Skarbnik

Novembro 18, 2009 · Deixe um comentário

Recebi o texto abaixo de meu amigo Rogério Costa e achei fantástico, pois vivemos recebendo propostas de risco (o risco fica apenas para nós) para fazermos trabalho para várias empresas. Como trabalhamos com serviços, as pessoas acreditam que não temos gastos e que estamos à disposição (o que não é verdade). Por isso, achei brilhante o texto e resolvi compartilhar com vocês:

“Caros amigos

Costumeiramente tenho recebido consultas do Brasil e do exterior, para desenvolver novos mercados e/ou novos produtos. Invariavelmente as pessoas só querem nos oferecer uma comissão por resultados. Nunca levam em consideração o valor do nosso capital que são anos e anos de janela , analisando produtos, negócios e os seus mercados, errando e acertando nas estratégias, avaliando a concorrência, construindo um sólido network de negócios,que nos abrem as portas para novas ações etc. etc.

Para o investidor / empreendedor ou Empresa, é muito fácil avaliar o retorno de investimento de uma máquina, compra de uma franquia, pesquisa de mercado, a elaboração de um plano de negócios, mas quando se tem que avaliar o profissional responsável por abrir e desenvolver o mercado, só se deseja pagar comissão por resultados. Isto é um absurdo.

Para se fazer um bom trabalho, temos que estudar muito bem todo o novo negócio e/ou produto, e isto requer um tempo, depois um mercado não se abre da noite para o dia. Em média temos o inicio de receitas geradas pelo novo negócio e/ou produtos (se todos os aspectos legais e de produção já estiverem ok ) e pelo menos 90 a 120 dias.

Eu tenho uma experiência de sucesso, quando fiz o Start Up em 1999, de uma empresa de telecomunicações que introduziu no Brasil pela primeira vez a tecnologia VOIP, contratei para equipe comercial 120 consultores vindo de diferentes setores da economia. Investi fortemente em treinamento técnico por 30 dias e depois todos saíram para o mercado em 14 estados do Brasil, tendo um bom salário fixo, e uma comissão mínima garantida pelos primeiros seis meses de trabalho, independente de resultados.Nenhum consultor levou mais do que quatro meses para atingir o volume de receitas de sua carteira equivalente a comissão mínima acertada.

Resultado, construímos uma carteira com clientes ótimos, com uma taxa de inadimplência em torno de 1,5%, muito bem distribuída por segmento econômico e geográfico no Brasil.

A empresa foi vendida 15 meses depois do início da sua operação, para um grupo norte americano,e o grande valor do negócio foi o numero de clientes atingido ao final do primeiro ano de operação (20.000 clientes ativos) o faturamento médio mensal e o ótimo resultado econômico financeiro da operação.

Depois da venda da empresa, os investidores concluíram que a grande sacada foi ter investido na equipe comercial.

Um profissional comercial tem que ter a segurança de quanto irá receber no final do mês. Se estabelecemos um prazo determinado para a comissão mínima garantida, e uma série de parâmetros para a avaliação do profissional ao longo destes primeiros seis meses de trabalho, teremos um resultado excelente.

Compartilho com todos esta minha experiência empresarial e como o Vice-presidente comercial. Tenho brigado sempre por vender este conceito em cada novo projeto quer seja como consultor ou executivo.

Atenciosamente

Sergio Skarbnik

Director at Paulista Business Development

sergioskarbnik@yahoo.com”

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Coisas simples que fazem a vida valer a pena

Novembro 9, 2009 · 3 Comentários

Fiquei um bom tempo sem blogar e apesar de ser um blog sobre negócios, gostaria de pedir licença para explicar a minha ausência e também mostrar para as pessoas que empreendedores são pessoas mais do que normais e que possuem família, emoção e coração.

Gostaria de dividir com vocês algumas reflexões por que passei durante esse tempo.

Por que será que precisamos passar por algumas dores para que possamos reavaliar nossa vida, nossos valores e as pessoas que são realmente importantes para nós?

Em um prazo de um mês, passei por algumas situações que me fizeram repensar várias coisas sobre meu comportamento e o que realmente desejo para meu futuro.

No dia 29 de setembro de 2009 às 15 horas, iria encontrar meu grupo de trabalho na ESPM e fui assaltada por um motoqueiro que levou minha bolsa com celular, netbook, documentos e dinheiro. E o pior, ao ser puxada pela bolsa, cai e quebrei o punho.

Por causa do braço engessado, tive que alterar minha rotina e minha forma de ser. Sempre fui uma pessoa super ativa, impaciente, independente; porém com esta semi-imobilidade tive que depender de outras pessoas para realizar algumas atividades, aprender a esperá-las, ter paciência com o ritmo diferente de cada uma delas.

Além disso, foi um momento de reflexão ao passar por essa violência. Em um momento, você está planejando o futuro, estudando para se aperfeiçoar, desenvolvendo ações para a empresa e em um milésimo de segundo, você pode nem mais ter nenhuma possibilidade.

Porém, o que me fez parar para uma verdadeira reavaliação e transformação interior foi a internação de minha filha de 3 anos no dia 26 de outubro (completará 4 anos no dia 23 de novembro).

Na semana anterior, estive ausente de casa, ministrando o Seminário Empretec e finalizando um trabalho a ser apresentado na ESPM, sendo assim, minha filha passou a semana sob os cuidados de minha mãe.

Durante a semana, minha mãe disse que ela estava um pouco rouca e tossindo e no meio da semana, foi à pediatra, pois estava febril. Foi medicada e ficou sem ir à escola.

No domingo, terminei o seminário e a levei para casa. Não estava febril, brincamos um pouco, mas não conseguiu dormir devido à uma tosse intensa.

Meu marido e eu a levamos para o hospital que estava vazio e para nossa surpresa, ela apresentava um quadro de broncopneumonia.

Tive medo de perguntar ao médico se poderia ser a gripe suína, enquanto aguardávamos a internação, pedi para meu marido fazer a pergunta.

Ele fez e me disse que era uma suspeita e que a Secretaria de Saúde já tinha sido notificada (no dia 6 de novembro, recebemos o resultado – Negativo). Fiquei paralisada com minha filha nos braços e sabendo que nada podia fazer, foi um momento de tanta impotência, fiquei pensando porque não a tinha levado antes ao hospital, me culpei internamente pela sua doença, me questionei o quanto sou uma boa mãe.

Rezei muito e prometi para minha bebê que a protegeria e sairíamos em breve do hospital para juntas irmos para nossa casa.

Ao ficar tanto tempo no hospital, ao lado dela, tive muito tempo para pensar no que tenho feito e que lições posso tirar dessa dor.

Meu marido e eu trabalhamos muito e como muitas pessoas, afirmamos que fazemos isso pelo futuro de nossa filha e proporcionar uma melhor qualidade de vida para nossa família.

Queremos dar a ela uma educação formal consistente, uma boa casa, lazer e alguns pequenos “luxos” para todos nós.

Quantas vezes, minha filha vem à noite e diz: “você vai brincar comigo?” e respondemos: “deixa só eu enviar este e-mail”, “depois que eu terminar isso”, “vai brincar que já vou” e quantas vezes não cumprimos a promessa ou damos uma tapeada e a fazemos dormir para continuar nosso trabalho.

Quantas promessas de passeios feitas e por um motivo ou outro, não cumprimos.

Quantas vezes perdemos a paciência por travessuras realizadas e por não parar de falar.

Quantas vezes não damos atenção às suas descobertas.

Quantas vezes não ouvimos suas histórias.

Quantas vezes brigamos e chamamos sua atenção por motivos tão tolos.

Quantas vezes ela me pediu para contar histórias e eu disse para dormir, pois eu estava cansada.

E tudo isso, só dei conta ao perceber a chance de perder o maior dos meus motivos para viver: minha filha.

E aí, me perguntei: “por que tenho que trabalhar tanto se a vida me proporciona coisas tão simples e que me fazem feliz?”

Fiquei pensando nos bens materiais, por que será que eu quero um carro bacanão e uma casa fabulosa? Será que realmente para minha família ou para mostrar aos outros que somos pessoas bem-sucedidas? Será que tenho trabalhado para os outros? Até porque minha filha acha tudo o que nós temos lindo.

Ao olhar para minha filha deitada na cama com um monte de fios e tubos de soro, de oxigênio, de medicamento, de pulsação; fiquei pedindo a Deus por um sorriso, uma travessura, uma mal criação.

Foram dias de tensão, de sofrimento e cada avanço foi como um renascimento, pequenas vitórias dentro de uma grande batalha.

Nunca fiquei tão feliz em ouvir: “oi, mamãe”, ver seu sorriso com seus dentes tão branquinhos, ouvir sua gargalhada, sentir seu carinho com a mãozinha toda furadinha pelas agulhas, contar uma história que ela queria ouvir, assistir ao mesmo DVD 10 mil vezes.

Nossa relação se tornou muito mais intensa e de confiança, quando as enfermeiras veem para aplicar algum medicamento e ela não quer, ela me olha e mesmo no silêncio é como se ela dissesse: “confio em você, você vai me proteger e não deixará que nada me aconteça”.

Ela sempre me diz que sou “a melhor amiga de todas” e quero que isso seja uma verdade eterna, por isso espero que todo esse momento difícil seja para que eu aprenda que de nada adianta trabalhar tanto para não ter com quem repartir.

Durante o dia quando fico com ela (meu marido passa a noite), ela só quer brincar comigo, mesmo minha cunhada e sogra estando lá. Mesmo sem dizer, é como se ela pensasse: “que bom que fiquei doente porque só assim tenho a mamãe só para mim!”.

Hoje, dia 9 de novembro, Samara teve alta e veio para casa, me ligou do hospital e disse: “Tô indo para casa”. Meu coração se encheu de alegria e a esperei tão ansiosa como no dia de seu nascimento.

Foi um dos dias mais felizes da minha vida!

Tenho certeza de que este acontecimento me tornou uma mãe e uma pessoa melhor, pois comecei a prestar atenção em detalhes que nunca havia observado e aprendi a valorizar cada instante da minha vida.

 

 

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Qual é o seu público-alvo?

Agosto 24, 2009 · Deixe um comentário

sulamericaAcabei de voltar de uma viagem à cidade de São Lourenço, fiquei 4 dias hospedada no Hotel Sul América (muito bom…ótima indicação) e pude perceber claramente quando um negócio tem todos seus serviços focados em seu público-alvo que são senhoras e senhores da “melhor” idade (depois dessa viagem, acho que realmente é a melhor idade, pois eles têm uma vitalidade impressionante!).

Os horários das refeições começam e terminam sempre cedo – café das 7 às 9 h., almoço das 12 às 14 h. e o jantar das 19 às 21 h. Nos hotéis tradicionais, começam cedo mas normalmente vão até tarde, pois algumas pessoas gostam de acordar mais tarde ou almoçar ou jantar também mais tarde. Mas esse público específico acorda bem cedo e por isso também acaba se alimentando e descansando mais cedo.

Fui com meu marido e minha filha de 3 anos e apesar de irmos para descansar (achávamos que dormiríamos um pouco mais), acabamos levantando todos os dias cedo, caso contrário, tchauzinho para o café.

No hotel, existe um playground e uma área de recreação para as crianças, porém não há recreadores o dia todo, além disso, eles não cuidam das crianças, apenas “dão uma olhadinha”. Sendo assim, meu marido e eu não conseguimos almoçar e jantar com toda a tranquilidade (afinal quem consegue conter uma criança de 3 anos à mesa por muito tempo?). E muito menos participar das festas noturnas (que começavam às 21 e iam até umas 23 h.), afinal tínhamos que nos revezar no cuidado de nossa “baixinha”.

E apesar de tudo isso, ficamos insatisfeitos com o hotel? De forma nenhuma, pois entendemos claramente que não somos o público-alvo dele, havia poucos casais como nós, com filhos pequenos. Sendo assim, não há motivo em investir em algo que pouco retorno trará.

Afinal, nós podemos voltar lá daqui a alguns anos, mas aqueles senhores e senhoras voltam todos os anos, pois se sentem em casa por serem tão bem tratados.

Quando se tem consciência de qual é o seu público-alvo, fica mais fácil oferecer exatamente o que ele deseja e atendê-lo da melhor forma possível, mesmo que você perca alguns clientes. Quando não se sabe, quer atender a todos e na realidade não atende ninguém!

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“O tripé da mudança” por Rui Carlos Pizzato

Agosto 13, 2009 · Deixe um comentário

Idade, necessidade e vontade – o que faz você mudar? Eu, particularmente, mudo por vontade que me faz ver o mundo sempre de uma nova forma e viver rodeada de desafios. Acesse o link abaixo para ler este excelente artigo da HSM:

O tripé da mudança

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A importância da mudança

Junho 25, 2009 · Deixe um comentário

No mês passado, fiz uma palestra em Mogi das Cruzes sobre Liderança e recebi um feedback muito interessante de um empresário que a assistiu.

Na palestra, falo sobre a necessidade e a importância da mudança na vida das pessoas a fim de buscar resultados diferentes e melhores. Qualquer mudança gera uma certa insegurança e um grande desconforto não só para a pessoa que deseja realizá-la, mas automaticamente acaba gerando uma mudança nas pessoas que a cercam.

Dou alguns exemplos simples para experimentar a mudança, por exemplo, mudar o lado da cama que normalmente você ocupa, o lugar na mesa onde você sempre come. Pois com essas pequenas mudanças, você poderá ver seu quarto ou sua cozinha de uma forma diferente e talvez observar coisas que nunca havia notado. Além de mudar o caminho que você faz de casa para o trabalho e vice-versa, provavelmente, verá prédios novos em construção, negócios novos abrindo e assim, enxergar novas oportunidades.

Esse empresário, ao sair da palestra resolveu experimentar fazer uma mudança, mudar com sua esposa o lado da cama, explicou para ela o motivo e ela concordou em fazer a experimentação.

No dia seguinte, no jantar, disse para seus filhos e esposa para todos mudarem de lugar na mesa e também explicou o motivo e assim fizeram. Ao contrário do que acontecia todas as noites quando comiam rapidamente para cada um seguir para seu canto, assistir ao Jornal Nacional ou ir para o computador, todos ficaram por muito tempo ao redor da mesa conversando sobre mudança.

Esse empresário ficou muito feliz e percebeu que algo tão simples e aparentemente “bobo” serviu para uma grande mudança em sua família, conseguindo reuni-la para trocar idéias, conversar, conhecer um pouco mais sobre o outro; fato que nunca havia ocorrido.

Fiquei muito feliz com esse resultado e isto serve para cada vez mais eu acreditar que mudanças são sempre benvindas, mesmo que eu não as entenda prontamente, mas com certeza servirão para meu aprendizado e crescimento.

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Por que você quer abrir um negócio?

Maio 15, 2009 · 2 Comentários

Qual das alternativas abaixo o motiva a abrir um negócio?

Alternativa a – sempre foi o sonho da minha vida. Cuidado para não virar um pesadelo.Por isso, busque informações, analise o risco e a viabilidade do negócio. Um bom plano de negócio pode ajudá-lo.

Alternativa b – estou desempregado e preciso sobreviver. Sempre digo que não somos empreendedores para “sobreviver” do negócio, pois dessa forma, apenas pagaremos as contas e viveremos na mediocridade. Um negócio é feito para que possamos prosperar pessoal e empresarialmente. Também de nada adianta se tornar empresário com cabeça de empregado, as situações e ações são bem diferentes. E ainda, se você não consegue lidar com riscos e incertezas, talvez é melhor repensar sobre a opção.

Alternativa c – as pessoas me falam que você fica rico. Sabe que muitos também me falaram isso antes de eu me tornar dona do meu próprio negócio? Mas, o que é ficar rico para você? Lembre-se que em um negócio não existem apenas receitas, mas também saídas. Existem empreendedores ricos? É claro que sim, mas há também muita gente vendendo o almoço para pagar o jantar, principalmente aqueles que não tem uma visão clara de futuro e planejamento.

Alternativa d – acredito ser uma grande oportunidade e desafio. Todo negócio sempre é um grande desafio, mas cuidado em saber diferenciar o que é uma oportunidade e uma idéia. Uma idéia, às vezes, parece ser interessante, mas não há pessoas dispostas a pagar por ela. Uma oportunidade atende a uma necessidade e por isso, há consumidores para ela.

Alternativa e – quero me livrar do meu chefe. Você nunca vai se livrar de ter um chefe, pois como empreendedor você terá ainda mais chefes: seus clientes. E cada um será de um tipo, tem gostos e jeitos totalmente diferentes. Esteja preparado para lidar com a diversidade.

Alternativa f – o dono da empresa onde trabalho ganha dinheiro às minhas custas, agora é minha vez. Essa alternativa é muito comum, porém as pessoas apenas veem o dinheiro entrando no caixa, mas nem imaginam quanto custa toda a estrutura. Antes de fazer qualquer coisa, analise todos os detalhes.

Independentemente, da alternativa escolhida, analise sempre tudo com cuidado. Quanto você quer ganhar por mês? Qual tipo de negócio atenderá sua expectativa? Quantas horas está disposto a trabalhar? Tem capital de giro para se manter por determinado período enquanto o negócio não gira efetivamente? O que você quer para seu futuro?

Enfim, para entrar no mundo dos negócios (que eu adoro!!) é preciso além de conhecer o mercado, se conhecer muito bem para saber se este é o seu lugar.

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O retorno dos dekasseguis

Abril 14, 2009 · Deixe um comentário

Amanhã (15/4), no Escritório Regional do Sebrae-SP Alto Tietê, farei uma palestra de apresentação do Programa para Empreendedores (Empretec) para dekasseguis (pessoas que foram para o Japão em busca de melhores oportunidades de trabalho).

Este treinamento faz parte do Programa Dekassegui Empreendedor do Sebrae que visa capacitar empreendedores para gerirem melhor suas empresas.

Neste momento, este trabalho é de suma importância, pois muitos dekasseguis retornaram para o Brasil sem nenhuma perspectiva, sem nenhum dinheiro e o pior, sem nenhuma autoestima.

Como descendente de japoneses, sei o quanto é alta a cobrança para sermos os melhores, nunca fracassarmos; pois, isto é visto, muitas vezes, pela comunidade nipônica como uma vergonha.

Mas, eu, particularmente, acredito que essas pessoas que retornaram devem vir de cabeça erguida, afinal, os considero corajosos, pois exige muita coragem sair de um país abençoado como o Brasil, deixar sua família e amigos e partir para um país totalmente diferente, com um idioma pouco dominado, enfrentando a solidão e muito trabalho.

Trabalhando com os dekasseguis pude observar algumas características que podem ser seus grandes aliados: comprometimento com o trabalho, persistência e disciplina. E também, podemos dividi-los em três categorias:

1. O dekassegui agressivo – aquele que não quer gerir fisicamente uma empresa, mas prefere apenas investir seu dinheiro em negócios e viver de seu retorno financeiro.

2. O dekassegui moderado – aquele que tem as características para gerir um negócio, vendo novas oportunidades, planejando e analisando os riscos para a sustentabilidade da empresa.

3. O dekassegui conservador – prefere não se arriscar no mundo dos negócios, optando em ser funcionário.

Nenhum dos três é considerado o melhor, o que importa é fazer algo que realmente se encaixe em suas características pessoais para que se tenha um melhor resultado.

E lembre-se sempre: não tenha pressa em tomar uma decisão de qual caminho seguir, busque informações, faça uma análise da situação para buscar uma melhor solução.

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Coloque paixão na sua empresa!

Abril 7, 2009 · 5 Comentários

O texto a seguir foi escrito por uma profissional que conheço há anos e é apaixonada verdadeiramente pelo que faz, então resolvi compartilhar com vocês:

 

Ter paixão por algo é ter um gosto e uma conexão muito forte com o objeto apaixonado. Paixão é convicção, é uma energia altamente concentrada. Sem paixão não existe força suficiente para grandes movimentos nem na vida pessoal nem na vida profissional.

 

Quando trabalhamos com paixão, trabalhamos com dedicação, com mais qualidade, com mais amor. E isso torna o resultado desse trabalho grandioso. A paixão nos faz ir além do que geralmente vamos ou do que pensamos que podemos ir.

 

Imagine, então, uma empresa em que a totalidade dos seus funcionários trabalha com paixão e dedicação. Imagine os resultados que ela alcançará!

 

Recentemente, li um livro de Ulrich, Zenger e Smallwood, “Liderança Orientada para o Resultado” em que os autores salientam que “o capital humano é um dos poucos ativos capazes de aumentar de valor. A maioria dos ativos (prédios, fábricas, equipamentos ou máquinas, por exemplo), começa a depreciar no momento da aquisição. Ao contrário, o valor do capital humano, recurso impregnado nas mentes e corações das pessoas, pode e deve crescer, como condição essencial para a prosperidade da empresa”.

 

Se concordarem que sem paixão, as empresas normalmente terão resultados medíocres, a grande questão fica sendo como podemos criar uma empresa ”apaixonada”? Como fazer nossos colaboradores se apaixonarem pela causa do nosso negócio?

 

Jack Welch costuma dizer que profissionais motivados e bem recompensados fazem a diferença dentro de uma corporação de sucesso e que a seleção de grandes profissionais para a sua companhia vem antes, em importância, do que o planejamento estratégico. O segredo, segundo ele, é saber recompensar tanto a alma quanto o coração do funcionário.

 

As pessoas precisam vislumbrar um projeto de vida dentro da empresa. Só assim, poderemos trazer todos para a busca de um objetivo comum, para a defesa da causa da organização.

 

Simples, mas nada fácil. Mirar na causa certa é a primeira questão. O que o leva ao sucesso não é fazer certas as coisas e sim fazer as coisas certas. Sutil, não? Comece descobrindo quais são as COISAS CERTAS para sua empresa e sua equipe.

 

Em seguida, olhe-se no espelho: você está apaixonado pela causa do seu negócio? Se esse sentimento não for intenso dentro do seu coração será difícil despertar a paixão no seu time. Ao sentir o seu coração vibrando, coloque sua paixão pra fora. Transfira-a. Comemore pequenos feitos, corrija os desvios necessários. O andamento dos pequenos sucessos e a forma como trabalhamos os pequenos fracassos, antecipam o resultado da grande vitória.

 

Volte-se então para sua equipe… Como são as pessoas que você escolheu? São fundamentalmente baseadas em conhecimentos e habilidade? Cuidado! Conhecimentos as pessoas aprendem… Como são as suas atitudes? Atitude perante a vida e perante o negócio é vital. Não resignar-se, ter o talento de agir, reagir e, principalmente a capacidade de ser uma pessoa apaixonada, isso já nasce na seleção da sua equipe. E é o principal capital a ser avaliado.

 

Colaboradores mais apaixonados são mais lucrativos, mais focados nos clientes, mais seguros e mais resistentes às propostas de sair da empresa. O que mais as empresas podem querer?

 

 

Ana Maria Magni Coelho

Gerente Regional do ER Alto Tietê do SEBRAE-SP.

Pedagoga, com especialização em Gestão de Projetos e Gestão do Conhecimento.

anamariac@sebraesp.com.br

 

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Será que você sabe o que quer e o que não quer?

Setembro 30, 2008 · 1 Comentário

Recebi o comentário abaixo do Jackson sobre o filme “As Férias da minha Vida” e achei interessante seus questionamentos, veja:

 

Muito boa a idéia do livro das possibilidades, pois pode ser um instrumento útil para dimensionar com objetividade o que realmente se quer e se pode esperar da vida. Sem propósitos na vida não se justificam os lamentos. A primeira mudança da personagem foi a consciência de que a vida é preciosa demais para ser desperdiçada. Assim, ela resolveu abandonar seus medos e receios, entre eles o de se entregar aos desafios para conquistar o que ela realmente queria. Só abriu mão, porém, do principal: realizar seus sonhos ao lado de quem amava, porque ela não desejava trazer sofrimento a eles. Apesar de todas as ferrenhas críticas contra os exageros, repetições e idéias do filme, tomo minha mãe como termômetro: se ela compreender a mensagem, se ela se emocionar, então, realmente o filme é inteligível e consegue trabalhar eficazmente as emoções. Foi o que aconteceu.

Eu acrescentei algumas perguntas pra mim mesmo:

O que não quero pra mim?

O que posso fazer para evitar as coisas que não desejo viver ou experimentar?

Como estou colocando as pessoas que amo nos meus propósitos? É necessário colocá-las?

 

Muitas pessoas fazem esses mesmos questionamentos, porém, garanto que muitas passam a vida toda sem uma resposta, pois principalmente têm medo de expor o que desejam e falharem e vergonha de dizerem o que não querem e as outras pessoas falarem mal delas, pois podem ir contra a muitos valores, crenças e paradigmas.

Que tal assumir seus verdadeiros desejos e medos para ser mais feliz do que é hoje?

 

 

 

 

 

 

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Texto: “O Direito de Brincar”

Agosto 8, 2008 · Deixe um comentário

Este texto de Gilberto Dimenstein nos faz refletir do quanto gostamos do que fazemos e de aprender novas coisas. E a vida do empreendedor deve ser feita de aprendizados e novos desafios.

… EDUCAR é ensinar o encanto da possibilidade, e APRENDER é sentir a emoção da descoberta. Gostar de aprender sempre é o melhor (e o mais útil) que uma escola pode ensinar a seus estudantes. O resto é detalhe.

Somente progride, de verdade, em sua profissão quem gosta de aprender; basta ver o histórico das pessoas que atingiram sucesso profissional.

Ansiosos, os pais querem que seus filhos aprendam rapidamente a ler e a escrever, quando deveriam apenas saborear a “contação” de histórias.

… Brincar é, em essência, experimentar a emoção da descoberta. É surpreender-se investigando, no cume da árvore, as frutas e as flores. É admirar as conchas na praia, olhar os peixes no rio, sentir o gosto da chuva no rosto, sujar-se na lama, entrar em cavernas. Ou simplesmente ficar sem fazer nada vendo as coisas, quaisquer coisas, passarem, entretido com o canto de um passarinho. É cutucar a terra, … ficar sentado, intrigado com as cores do arco-íris.
Na brincadeira, unem-se o prazer e o aprendizado. Todos os grandes profissionais que conheci trabalham como se estivessem brincando. Até podem gostar de ganhar muito dinheiro, mas, provavelmente, fariam o que fazem (e com o mesmo empenho) por pouco dinheiro.

…quanto mais longe vai o indivíduo, mais prazer ele tem naquilo que faz. Por isso ele suporta tanto estresse e frustração – o preço que é cobrado pelo alto desempenho.

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