Fábrica de Empreendedores

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Administração do caixa X Crise

Janeiro 6, 2009 · 1 Comentário

Li a matéria abaixo no InfoMoney e achei bastante interessante as dicas para os empresários neste começo de ano, por isso resolvi divulgar para os leitores do blog, afinal dinheiro não aceita desaforo, se não for bem utilizado ele te dá as costas e vai embora.

A crise financeira trouxe preocupações adicionais aos micro e pequenos empresários. Por exemplo, a crise de confiança, que influencia diretamente o consumo, reduzindo as vendas, está tirando o sono de muita gente.

Para driblar esse momento de instabilidade, a Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) alerta aos pequenos empresários sobre os cuidados para administração do caixa. Este é o momento ideal para redimensionar os planos, a previsão de gastos e a situação financeira das empresas.
Antecipe pontos críticos
Segundo a Fecomercio, o empresário pode solucionar os pontos críticos do seu fluxo com antecedência, por meio de simulações. Como o caixa reflete todas as decisões estratégicas da empresa, ao mesmo tempo em que representa um norte para as próximas decisões do empreendedor, a Fecomercio destaca algumas medidas importantes na busca por uma gestão de caixa eficaz, que pode mudar o rumo da empresa.

Confira as dicas:

Negocie com fornecedores: procure negociar prazos alongados de pagamento, que possibilitem ao empresário ter um capital de giro maior. Renegocie contratos já assumidos, buscando sempre o alongamento de prazos. Verifique as taxas que foram negociadas e busque uma redução no momento da negociação. Para novos contratos, faça diversas cotações e compare sempre prazos e taxas;

Negocie com clientes prazos de pagamentos mais curtos: procure sempre negociar com os clientes prazos mais curtos para recebimento de parcelas. Essa redução de prazo, conjugado com o alongamento das negociações com fornecedores poderá dar fôlego à empresa no que diz respeito ao capital de giro;

Avalie a forma de remuneração do capital da empresa: para empresas que possuem capital remunerado em aplicações de mercado, é importante avaliar e comparar alternativas oferecidas, levando em conta taxas e prazos;

Melhore a reciprocidade bancária: reduza o número de bancos com quem opera a fim de evitar o pagamento duplicado de tarifas. Reduzindo o número de bancos, melhora a reciprocidade bancária e, com isso, o empresário tem maior poder de barganha para negociar redução de pacotes de tarifas com o gerente de sua agência;

Reavalie seu perfil de endividamento: reveja seu nível de endividamento, verifique as possibilidades de redução da dívida, planeje o pagamento; renegocie saldos devedores e taxas aplicadas, procurando planejar o pagamento de grandes amortizações em momentos favoráveis do fluxo de caixa e renegociando esses desembolsos quando o fluxo de caixa é desfavorável, a fim de não provocar saldos negativos que poderão levar a empresa à necessidade de contrair novas dívidas;

Reduza custos desnecessários, fixando metas de despesas: analise sempre a prioridade dos desembolsos, identificando os que são de urgência e planejando os demais para momentos mais adequados, considerando inclusive o parcelamento dos mesmos. Verifique outras possibilidades em relação ao desembolso, outras formas menos onerosas e compare o custo-benefício de cada uma delas;

Avalie o custo de seus estoques: verifique a real necessidade do nível do estoque, avalie o custo, comparando com a geração de caixa que ele proporciona, bem como sua margem de lucro. Busque alternativas, como a encomenda de mercadorias com data prevista, a fim de não deixar estoque parado mais do que o necessário ao giro do negócio;

Avalie formas de recebimento de clientes em atraso: controle o cadastro de inadimplentes. Proponha renegociações, conceda descontos a fim de recuperar créditos e gerar melhor capital para o giro dos negócios;

Analise gastos com logística e planeje operações: avalie, na negociação, o custo de entrega e de fretes, bem como formas de reduzir o preço dessa operação. Compare custos de entrega e de retirada própria. Avalie riscos de desvio de mercadorias e outros problemas que podem encarecer o custo da logística, como o seguro de mercadorias;

Verifique possíveis perdas: perda é todo valor não recebido por conta de erros na operação ou da falta de prevenção. Podem ocorrer de diversas formas, muitas vezes imperceptíveis, reduzindo o resultado final da operação;

Reavalie investimentos: com a crise, cabe a reavaliação dos planos de investimentos, identificando os que podem dar retorno e calculando o valor desse retorno, bem como seu prazo. A partir daí, decida pela sua continuidade ou interrupção. Se houver mais fatores de incerteza, mude o investimento, como o intuito de evitar uma situação maior de endividamento;

Analise a posição de seus ativos e respectivos custos: verifique o custo de manutenção dos ativos, bem como a viabilidade de venda de parte de seus ativos mais onerosos e que não indiquem retorno no curto prazo;

Reveja todos os processos operacionais: conforme o ramo de negócio, verifique todas as etapas de sua atividade, bem como seus custos. Com base nessa análise, será possível identificar quais atividades estão de acordo com o foco do negócio e, a partir disso, eliminar tarefas desnecessárias e onerosas, obtendo maior produtividade com menor custo.

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Como escrever um plano de negócios (Parte 9)

Julho 10, 2008 · Deixe um comentário

Como estão os seus processos de trabalho? Quanto tempo você demora para atender seu cliente?  Quais equipamentos não podem faltar em sua empresa? O layout está adequado?

Cada vez mais, verifico que um dos grandes problemas nas empresas está em seus processos que são falhos, o que causa uma grande ineficiência e perda de lucratividade.

Em seu plano de negócios você deve descrever os principais processos de sua empresa, por exemplo, a fabricação (não quer dizer contar seu segredo industrial) como é realizada, a comercialização (os meios utilizados) e/ ou a prestação de serviço.

Além disso, deve constar os equipamentos que você utiliza e como é o layout para que possa ser analisada a produtividade e eficiência do processo.

Em qualquer tipo de negócio, você conseguirá fazer toda essa descrição e provavelmente você se deparará com alguns gargalhos que ameaçam sua empresa.

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O pecado de vender a alma

Julho 8, 2008 · Deixe um comentário

Este é o título de um artigo que foi publicado na Revista Exame em 7 de maio de 2008 sobre a Starbucks.

Apesar de ser uma grande empresa, podemos trazer os problemas ocorridos com ela para o dia-a-dia das pequenas empresas também.

A Starbucks é a maior rede de cafeterias do mundo que cresceu com um conceito de uma loja de bairro charmosa e confortável, um santuário para aqueles que apreciam um bom café.

Porém, no processo de crescimento com a ânsia de ter mais lojas, mais clientes e conseqüentemente mais lucratividade, a Starbuck trocou valores essenciais e acabou por perder a identidade da marca quando resolveu incrementar o cardápio com refeições cheias de ovos e bacon, sobrepondo seu odor sobre o cheiro maravilhoso e inebriante do café (acho que vocês já perceberam que eu sou fã deste produto).

Assim, vários adoradores de café deixaram de freqüentar a Starbucks, pois todo o conceito que eles valorizavam se perdeu e pior, as ações da empresa começaram a cair. Enfim, a estratégia foi totalmente errada.

Por isso, sempre oriento meus clientes a cuidarem do momento de crescimento da empresa, pois muitos acreditam que colocando novos produtos a chance será maior, abrindo novas frentes de trabalho, ganharão mais. E às vezes, isso não acontece, pois os empreendedores perdem de vista seu foco de atuação e seu diferencial competitivo que os fizeram chegar onde chegaram. Vender mais nem sempre é sinônimo de maior lucratividade, pois muitas vezes, isto implica em você comprar mais, ter uma estrutura física maior, ter mais funcionários, enfim, muito mais custo.

Ao buscar o desenvolvimento da empresa, pense com a cabeça e utilize ferramentas simples como papel e caneta para traçar muito bem as estratégias e assim você visualizará coisas que nem imaginava. O coração, nesse momento, sempre vai bater mais forte e você terá vontade de “sair fazendo”, pois nunca acreditamos que dará errado, afinal “até agora” tudo tem dado certo, mas faça com que ele desacelere com muito planejamento.

Tenha certeza, muitas empresas quebram nesse processo desacelerado e desajustado de crescimento e não faça parte deste grupo.

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Empretec para Dekasseguis

Junho 10, 2008 · 12 Comentários

Entre os dias 31 de maio e 8 de junho de 2008, aconteceu em Suzano-SP, o I Seminário Empretec para Dekasseguis com 30 participantes.

Foi um seminário fantástico, onde as características orientais se mostraram mais evidentes devido a formação do grupo, pois eram 28 participantes e 2 facilitadores descendentes de japoneses e outros 2 participantes casados com descendentes. Tínhamos apenas 1 facilitador que, basicamente, era um estranho no ninho.

Como facilitadora, foi um privilégio estar nesse trabalho, pois foi um grande desafio em lidar com um grupo introvertido no início e fazer com que a participação ao longo do seminário fosse aumentando e tomando proporções inacreditáveis.

Pessoalmente, relembrei vários momentos de minha vida nesse seminário, os obstáculos que tive de passar ao decidir pela vida empreendedora, a introversão da infância/ adolescência que foram superados quando assumi as apresentações na escola, os paradigmas que permearam minha vida, meus princípios e valores.

Sempre tive orgulho de algumas características orientais, tais como: determinação, disciplina, organização e o senso de cooperativismo. E isso foi tão evidente durante estes 9 dias, pessoas altamente disciplinadas e organizadas em relação aos horários e trabalhos e quando algo falhava, se notava um certo desconforto por não ter conseguido cumprir o que desejava.

Em relação à determinação, algo notável, nunca vi pessoas tão rápidas em cair e se levantarem com novas idéias, ações e comprometimento. E sempre com um sorriso no rosto e um brilho no olhar.

Quanto ao senso de cooperativismo, cenas memoráveis, de pessoas que deixaram suas atividades de lado para ajudar seus amigos que mais precisavam; de incentivar quando o gás começava a acabar. Isso não tem preço!

Conseguir o resultado que esses participantes obtiveram no Exercício Cria foi algo surpreendente (R$ 50.142,72), que demonstra a força desse grupo de conseguir muito mais em suas empresas, gerando cada vez mais emprego e renda neste país. Provando que eles podem conseguir muito, ficando no Brasil e talvez o Japão tenha sido apenas um meio e uma eterna lembrança.

Quero agradecer a todos que construíram o caminho para que pudéssemos chegar até este momento tão especial:

1. À equipe do Sebrae-SP:

  • Milton Fumio Bando – responsável pelo Projeto Dekassegui Empreendedor que acreditou em nosso trabalho e busca cada vez mais expandir esse belo projeto. 
  • Emerson M. Vieira e Rodolfo Fadino – da Unidade de Educação que sempre nos apoiam e buscam novos desafios.
  • Ana Maria Coelho – gerente do Escritório Regional do Alto Tietê que adora novos desafios e já incorporou muito o nosso jeito “japonês” de ser.
  • Eduardo Fukuyama – técnico do Escritório Regional do Alto Tietê, que foi dekassegui e agarrou com unhas e dentes este projeto, pois sabe da sua importância para esta comunidade.

2. À minha equipe:

  • Flávio Miaguti – apesar de não ter feito parte da equipe do Empretec, sua participação foi de fundamental importância nos treinamentos que foram realizados antes deste seminário, preparando os participantes para este momento.
  • Mauro Miaguti – meu grande amigo e parceiro neste desafio. Desde 2002, temos alimentado este sonho e que bom termos conseguido alcançá-lo. Obrigada por ter estado comigo, apesar de sua repleta agenda, temos uma questão de lealdade e não seria justo, você não estar neste momento tão especial.
  • Antonio Cardoso – obrigada por ter aceitado o desafio e ter nos deixado conduzir o seminário da forma como acreditávamos ser o melhor.

3. Aos meus participantes queridos que se tornaram meus mais novos AMIGOS:

  • Minhas meninas Super-Poderosas: Akemi, Ali, Dany, Emília, Giovanna, Helena, Fumie e Regina. Mostraram cooperação, garra, determinação e uma força incrível para superar novos desafios. Mulheres fortes que sabem o que querem e com certeza alcançarão tudo o que desejarem. Quebram o paradigma de que a mulher deve sempre seguir o homem, mostram sua cara e encontram seu próprio espaço.
  • Meus Super-Heróis: André, Hiroshi, Sashi, Yuzo, Eidi, Anzai, Ercílio, Fabrício, Fred, Michel, Shodi, Márcio, Miltão, Toshi, Paulo, Reinaldo, Massayuki, Tomio, Xuxu, Rono, Dô e Yuji. Homens determinados, capazes de dar a volta por cima quando tudo parece acabado, o senso de humor faz com que vocês consigam iluminar a todos que os cercam, afinal a vida não é feita só de trabalho, mas também de alegria. Grandes homens que não têm vergonha de deixar que a emoção venha à tona, que amam suas famílias e são verdadeiros guerreiros.

Acredito que esse seminário poderia se tornar um livro, afinal os”causos” são muitos, mas fica aqui pelo menos uma parte dessa NOSSA história.

Um grande beijo no coração de todos!

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Texto de Raúl Candeloro: “O poder da disciplina”

Maio 28, 2008 · Deixe um comentário

Encontrei este texto no meu arquivo e achei interessante compartilhar com vocês, afinal quando optamos por uma vida empreendedora, a disciplina é fundamental.

Tem um pensador e palestrante norte-americano chamado Jim Rohn que aprendi a respeitar com o passar do tempo. É dele, por exemplo, a seguinte frase: “Tenho pena das pessoas que têm um restaurante favorito, mas não tem um autor ou livro favorito. Pois elas sabem onde alimentar seu corpo, mas matam de fome sua alma”.

 

Gosto também da visão dele sobre o fracasso. Rohn diz que o fracasso não é um evento isolado, um cataclisma. Raramente falhamos da noite para o dia. Na verdade, para ele o fracasso é geralmente o resultado inevitável de um acúmulo de pensamentos e decisões erradas. Simplificando, o fracasso não é nada mais do que alguns erros de julgamento repetidos todos os dias.

 

Mas porque alguém faria isso?, você pode se perguntar. Fácil. Porque a pessoa acha que aquilo não fará diferença. Pequenos erros, uma hora desperdiçada aqui, outra ali, etc., não parecem ter grande efeito imediato. É a mesma lógica dos fumantes – um cigarro não mata, então vou fumar outro mais. Já sabemos como vai terminar esta história.

 

Por exemplo, se você não leu pelo menos um livro nos últimos 30 dias, essa falta de disciplina não parece afetar sua vida. E como nada de ruim aconteceu, parece que podemos repetir isso por mais 30 dias. Nada acontece novamente, e quando você vai ver passou um ano inteiro sem ler. Ou sem fazer exercício. Ou sem prospectar novos clientes. Ou sem dizer a uma pessoa importante o quanto a ama. Aliás, pior do que não fazer alguma coisa é não notar como isso pode fazer diferença!

 

As conseqüências raramente são instantâneas. Ao contrário – elas se acumulam até que inevitavelmente o dia do juízo finalmente chega e devemos pagar pelo preço das decisões erradas que tomamos. Decisões que, quando tomadas, pareciam pouco importantes. Mas que somadas com o passar do tempo, transformam-se numa bola de neve imparável.

 

O problema é justamente a sutileza. No curto prazo pequenos erros realmente não parecem causar efeito algum. Na verdade, nem parece que estamos fazendo algo errado. Como nada acontece imediatamente, vamos navegando pela vida, achando que está tudo bem, mas por baixo da superfície uma grande onda, um verdadeiro “tsunami” (onda gigante) de conseqüências está se formando. Como  o céu não caiu na nossa cabeça ontem, achamos que hoje também não vai acontecer. Simplesmente  porque repetimos os mesmos erros, pensamos os mesmos pensamentos errados, escutamos as vozes e conselhos errados e fazemos as escolhas erradas.

 

Quando somos crianças, aprendemos rapidamente a não colocar a mão na tomada. Ou você coloca e leva um choque que nunca mais vai esquecer, ou escuta tantos gritos dos pais que acaba aprendendo. Mas na vida raramente isso acontece. O fracasso poucas vezes dá gritos de alerta.

 

Felizmente podemos transformar essa fórmula do fracasso na fórmula do sucesso. É simples: um pouco de disciplina praticada todos os dias.

 

Para começar, você tem que entender, de uma vez por todas, que o futuro é o que você colhe do que plantou hoje. Você pode se arrepender ou ser premiado amanhã, e quem vai decidir isso é você mesmo, fazendo o que fizer hoje. O problema é que a maioria das pessoas está tão mergulhada no presente que esquece de pensar e planejar seu futuro. Não mede as conseqüências (inevitáveis) de tudo o que fazem ou deixam de fazer.

  

De acordo com Jim Rohn, uma das coisas mais formidáveis sobre essa fórmula do sucesso – um pouco de disciplina praticada todos os dias – é que ela já traz resultados imediatos. Ao trocarmos voluntariamente erros diários por disciplina diária, experimentamos resultados positivos em curto espaço de tempo. Quando mudamos nossa dieta, nosso corpo, pele e cabelo  melhoram junto. Quando começamos a fazer exercícios, nosso nível de energia melhora imediatamente. Quando começamos a ler, um mundo novo se abre imediatamente na nossa frente. Quando prospectamos clientes, novas vendas começam imediatamente a surgir.

 

Por isso lembre-se: troque os pequenos erros pelos pequenos acertos, e com o passar do tempo isso se transformará numa grande onda de prosperidade na sua vida.

 

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Filme: “Poder além da vida”

Maio 19, 2008 · 1 Comentário

Poder Além da VidaDan Millman é um jovem ginasta, cuja especialidade são as argolas. Ousado, arrogante, popular entre as garotas, rico, enfim, acredita que pode fazer tudo o que quiser em sua vida.

Porém, algo o angustia, fazendo perder noites e noites de sono até que encontra um homem misterioso que trabalha em um posto de gasolina a quem começa a chamar de Sócrates, pois pela forma como fala, parece um filósofo.

Dan apesar de se sentir atraído pelos ensinamentos de Sócrates, não quer seguir o que lhe é solicitado até que sofre um grave acidente que muda sua vida e até pode mudar a forma como você enxerga seu dia a dia.

Será que para mudarmos nossa vida, precisamos que algo muito sério aconteça?

Esse filme faz com que possamos refletir sobre isso, enquanto está tudo bem, Dan continua a desafiar o mundo, a fazer coisas sem pensar, arrisca-se pelo simples prazer da adrenalina.

Quantos empresários fazem a mesma coisa em suas empresas? Até que acontece uma quebra ou resultados muito ruins que os fazem parar para pensar e buscarem uma mudança.

No filme, Sócrates diz para Dan que “temos muito a aprender e muito para esquecer” e o que isso tem a ver com nosso mundo empresarial?

Muitos empresários ao invés de buscarem saídas para seus problemas, ficam cada vez mais imersos neles. Nesse momento, o passado só serve para verificarmos o que podemos aprender, mas o sofrimento por ele, nada adiantará. Devemos buscar sim, o aprendizado, pois ele é eterno, ele é o futuro que nunca acabará; enquanto o passado é finito, já acabou e não retornará. Por isso, sair dos problemas é buscar novas oportunidades, soluções para seu desenvolvimento.

Sócrates também diz que “conhecimento é saber fazer e sabedoria é fazer, agir”.

Em todos os treinamentos, nas expectativas, as pessoas, normalmente, dizem que vieram buscar conhecimento, porém quando começo a aprofundar suas expectativas, o que elas querem na realidade é aprender a fazer, isto é, chegar à sabedoria.

Os empresários sempre dizem que querem conhecer sobre financeiro, marketing, gestão, pessoas, mas na realidade, eles já conhecem tudo sobre esses aspectos por meio de livros, cursos etc. O grande problema é como colocar em prática o processo de execução nas empresas e a grande dica é: experimente, coloque a mão na massa, pratique, erre, conserte, refaça e nesse momento alcançará o que tanto deseja.

Quer um exemplo simples para isto? Qualquer pessoa “sabe” fazer um bolo, é só pegar uma receita e está tudo lá anotado, porém o verdadeiro aprendizado só se dará ao “fazer” o bolo, pois só nesse momento é que você verá como é quebrar os ovos, sentir a textura da farinha misturada ao leite, como é mexer a massa para não deixar nenhum “pelotinho” de farinha, como é acender um forno, untar uma assadeira e saber quando está pronto.

Enfim, há uma grande diferença entre saber fazer e fazer.

Em uma cena do filme, Sócrates convida Dan para conhecer um lugar maravilhoso e depois de horas de caminhada chegam ao topo de uma montanha que na visão de Dan não tem nada de maravilhoso e incomum e ele começa a reclamar. Sócrates diz para ele relembrar a caminhada, o quanto ele estava motivado em chegar, como falava com empolgação mesmo com o cansaço e as dificuldades. Nesse momento, Sócrates faz uma analogia com a vida, dizendo que “a felicidade é a jornada e não o destino”.

Quando pergunto qual o maior sonho das pessoas, normalmente, elas me dizem “SER FELIZ”, como se fosse um ponto de chegada e quando faço uma outra pergunta se isto quer dizer que elas não são felizes, ficam caladas e pensativas e respondem: “é claro que não… sou feliz!”.

A felicidade, enfim, não é um ponto final, mas uma eterna viagem, as pequenas e grandes coisas que acontecem em sua vida, as surpresas, as conquistas (não importa o tamanho), os erros, as derrotas, a superação, as pessoas que você encontra em seu caminho.

Por último, Sócrates diz que existem 3 regras básicas que devemos seguir:

1. Paradoxo – a vida é um mistério

2. Humor – aprender a rir de si mesmo

3. Mudança – tudo na vida muda

E aí, que tal descobrir todo os dias o mistério da vida, rir de seus tombos, de suas piadas, de seu jeito e mudar para ter resultados melhores em sua vida?

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Visão de futuro

Abril 18, 2008 · Deixe um comentário

Recebi este artigo da HSM e gostaria de compartilhar com vocês, pois é muito interessante e trata de um assunto fundamental na vida de um empreendedor, a sua visão de futuro. O título do artigo é “Visão futura, um caminho para o sucesso” e foi escrito por Lourival Mariano que  é diretor da Petink, empresa especializada em impressões de grandes formatos.

Antes de abrir meu próprio negócio, conversei com muitas pessoas que já tinham seguido esse caminho e percebi que existem dois tipos de empreendedores: os que gerenciam a empresa de acordo com as necessidades que surgem ao longo do tempo e aqueles que planejam as ações que vão tomar. Na maioria dos casos, os que traçavam planos e objetivos precisos conseguiam obter mais sucesso. Por isso, resolvi aprender mais sobre como planejar e quando me aprofundei nos estudos descobri que existia uma prática chamada “visão futura”, que permitia produzir mais do que um “mapa” a ser seguido, mas concretizar nossos objetivos na esfera do pensamento, para depois tornar isso realidade.

Esse tipo de planejamento não está ligado somente ao ato de estabelecermos objetivos a serem alcançados, mas, sim, a uma reflexão maior, que nos permite realmente enxergar aquilo que vamos passar no futuro. Pode parecer estranho no começo, como já ouvi de alguns colegas “isso está mais para conversa de gurus do que para estratégias de gerenciamento de empresas”, mas de fato funciona.

Um bom exercício para desenvolver essa habilidade, além de treinar e ampliar a capacidade mental de visualizar o que se quer obter, é o de criar o hábito de colocar nossos sonhos no papel. Escrever tudo o que queremos. E o mais importante: como pretendemos conseguir isso. No início, podemos nos fixar em um ponto não muito distante, cerca de um ou dois anos à frente. Quanto mais detalhado for a descrição feita no papel, maior é a possibilidade de tudo acontecer na “vida real”. Nessa fase de adaptação à visão futura, é importante se comprometer em analisar como você está se saindo em relação àquilo que escreveu, para que possa corrigir suas ações e chegar ao sucesso.

Na empresa de comunicação visual que dirijo há dezoito anos, costumo deixar tudo anotado para os próximos cinco anos. Com a ajuda do sócio, desenvolvi uma ferramenta que permitiu sistematizar as tarefas que temos que cumprir para tornar nosso sonho de crescer em algo concreto. Hoje, vivemos a realização de uma dessas “visões”, com a ampliação do nosso parque produtivo, que permitirá aumentar nossa produção em quantidade e diversidade e, ainda, explorar novos mercados.

O mais interessante é que quando vemos as coisas acontecerem conforme desejamos, a sensação de realização é ainda maior do que se tudo tivesse acontecido ao acaso, na base da improvisação. Tenho um amigo que costuma dizer uma frase muito interessante sobre isso: “os amadores improvisam e os profissionais planejam”. Acredito que visualizar o futuro é uma ótima maneira de fazer o presente ser como desejamos.

Para quem pretende começar a praticar a visão futura, posso dar dicas rápidas:

  • sonhe com tudo aquilo que deseja para sua empresa. Imaginar objetivos que podem ser alcançados é um ótimo começo.
  • escreva tudo o que sonhou e dê maiores detalhes. Por exemplo, se imaginou um galpão maior para sua empresa, busque descreve-lo como se ele já existisse. Escreva o lugar onde gostaria de construí-lo, seu tamanho, detalhes de sua sala e o que você irá fazer para conseguir isso.
  • estude o mercado de sua atuação e busque as melhores maneiras de concretizar seus desejos. É nessa hora que é preciso avaliar se o seu sonho cabe no seu bolso e quanto tempo levará para se concretizar. É o momento em que se cruzam informações, inclusive, financeiras.
  • operacionalize o que havia escrito com base nas informações levantadas pelo estudo de mercado. Essa é a parte de por a “mão na massa”, por isso é muito importante ter foco e fazer tudo da melhor maneira possível e evitando ao máximo os improvisos, procure seguir o roteiro que criou na etapa anterior.
  • analise os resultados após ter iniciado a operacionalização do seu projeto. Veja se está se aproximando ou se afastando daquilo que havia traçado na fase de escrever. Saber como você está se saindo é tão importante como saber aonde quer chegar.
  • volte a traçar suas ações a partir das informações que colher com a análise de seus resultados. Quanto mais conseguir se alinhar aos objetivos iniciais, menor será a mudança de planos. Mas é preciso reconhecer os erros ao longo do caminho, o que pode trazer correções que garantirão o sucesso do projeto.

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Como escrever um plano de negócios (Parte 6)

Abril 17, 2008 · Deixe um comentário

Hoje, vamos tratar de uma etapa essencial nos negócios que é o Marketing.

Como você pretende levar sua empresa para seus clientes? Como você pretende ficar conhecido e mais, como você pretende vender seus produtos e serviços?

Vamos por partes:

1. Como você quer que sua empresa, produtos e serviços sejam lembrados pelos seus clientes? Crie uma mensagem que identifique sua empresa, pode ser um logotipo, um nome escolhido cuidadosamente ou um slogan. Por exemplo, quando falamos “A número 1″ nem precisamos mencionar qual produto nos referimos. Sua empresa precisa ser lembrada para que as pessoas possam comprar cada vez mais.

2. Pense em quais técnicas ou veículos de marketing que utilizará. Existem vários que você pode optar, tais como, panfletos, jornais, revistas, rádio, TV, mala-direta, feiras, outdoors, cartazes, merchandising, degustações, promoções, e-mail, blogs. Porém, você deve adequar ao seu orçamento e seu público-alvo. Não adianta gastar uma fortuna no horário nobre da TV, se seu público não estará ligado nesse momento. Atualmente, a Internet é uma ferramenta importantíssima e com um custo muito baixo, se bem trabalhado o marketing viral faz com que em pouco tempo, sua empresa seja conhecidíssima pelas pessoas.

3. E sua equipe de vendas? Como está estruturada? Muitos empresários ainda acreditam que vendedor é uma subraça e não dão o valor a esses profissionais essenciais nos dias de hoje. Assisti a uma palestra da Luiza Helena Trajano do Magazine Luiza e ela disse que as pessoas acham que vendedor é aquele que não encontra outra ocupação e aí se torna um e é nesse aspecto que reside um grande engano. Afinal, ele é a porta de entrada de sua empresa, que traz o resultado das vendas, que tem a capacidade de persuadir o cliente a comprar de você e não de seu concorrente. Sendo assim, merece nossa atenção.

Por isso, selecione muito bem sua equipe de vendas,  treine-a sempre que possível, oriente-a, essa é sua função, reconheça seu trabalho. São seus vendedores que estarão em contato direto com seus clientes, são eles que formam uma carteira de clientes que é valorizada pela mercado, seu passe está atrelado a isso, se você não valorizar, alguém vai! Lembre-se que você, em vários momentos também é cliente, quantas vezes foi atrás do seu vendedor predileto quando ele mudou de empresa?

Enfim, o marketing deve ser uma ferramenta bem utilizada para que seus resultados aumentem, por isso, planeje bem para que seja um investimento e não um custo de sua empresa.

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Artigo: “Por que as pessoas participam de redes de relacionamento?”

Abril 11, 2008 · Deixe um comentário

 
 
 
 
 
 

Acabei de receber este artigo que foi publicado na Harvard Business Online (09/04/2008) escrito por Josh Bernoff, vice-presidente e analista da Forrester Research que trata das redes de relacionamento.

Na última semana, recebi vários convites para participar dessas redes, algumas nunca tinha ouvido falar, de pessoas que nem sem quem são e aí me pergunto: “preciso participar de todas? serei mal-vista se recusar? posso perder algo?” 

Apesar de sermos empreendedores, buscando aumentar nosso network, precisamos filtrar esses convites, caso contrário, viveremos escravos de preenchimento de cadastros, de atualização de dados, enfim, ficaremos o dia todo no computador fazendo isso.

As redes são importantíssimas quando bem utilizadas e aproveitadas, por isso, leia o artigo abaixo e pense qual motivo o leva a ingressar em uma.

Frequentemente nossos clientes corporativos perguntam: por que as pessoas participam de atividades sociais on-line? O que as leva a isso? 

Tentamos coletar o maior número de respostas possíveis, que refletissem a diversidade de motivos. Veja aqui uma lista incompleta dessa coleta. É apenas um começo – os motivos são variados, tal como são as pessoas.

- Manter o círculo de amizades. A Facebook conecta pessoas que se conhecem, para mantê-las atualizadas sobre suas vidas.

- Fazer novas amizades. Sempre ouvimos estórias de pessoas que se apegam a redes de relacionamento. De acordo com as pesquisas sobre consumidores, da Forrester’s, um em cada cinco solteiros que navegam na internet tem visitado sites de encontros on-line no último ano.

- Pressão social de amigos. As pessoas que se encontram num ritmo de crescimento de relacionamentos on-line também querem que você participe. Seus amigos, filhos ou parceiros do futebol do final de semana estão neste momento enviando um convite por e-mail pedindo a você que se junte a eles.

- “Pagar pra ver”. Depois de ver que o site é interessante, você pode passar a ser membro participativo.

- Impulso altruísta. A “cultura da generosidade”. Foi o que tornou o Wikipedia uma realidade. As pessoas simplesmente querem poder ajudar.

- Impulso sexual. As pessoas são sexies, divertidas e tolas. Tudo isso está em exposição na passarela infinita do exibicionismo.

- Impulso criativo. Se você é um fotógrafo, escritor ou trabalha com vídeo, a web é o lugar perfeito para você mostrar seu trabalho.

- Impulso de validação. Pessoas que postam informações em locais como o Yahoo! Answers, por exemplo, desejam ser vistos como experts possuidoras de conhecimento.

- Impulso por afinidade. Se seu time de futebol ou fãs do Brad Pitt estão conectados on-line, você pode se juntar a eles para compartilhar interesses comuns.

 

Respeite a diversidade. Tenha isso em mente quando se cadastrar em uma comunidade virtual. Assumir que todos procuram a mesma coisa que você é um grande erro.

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

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Desenho: “Tudo pelo leite”

Março 31, 2008 · Deixe um comentário

JakersHoje não farei a analogia de um filme, mas de um desenho que por acaso assisti na quarta-feira, pois estava com minha filha e foi espantoso como tudo tem a ver com o mundo empreendedor. 

O desenho é Jakers! A Aventura de Piggley Winks e passa na TV Cultura. Piggley é um porco que gosta de contar aos seus netos suas aventuras quando tinha 8 anos de idade e seus melhores amigos eram Dannaa (uma patinha esperta) e Ferny (um tourinho medroso). 

A estória foi a seguinte: Os três estavam brincando, como se fossem personagens de uma estória. Enquanto isso, chega o pai do Piggley em sua carroça com um monte de leite que não havia conseguido vender na cidade e a mãe chega e meio entristecida diz que se continuar desse jeito vão ter problemas e o pai diz que hoje ninguém quis e a mãe disse que há dias que ninguém quer. 

O pai, carinhosamente, diz que precisa vender para construir o castelo para a esposa. 

Piggley, em seu mundo cheio de fantasias, não entende isso de forma conotativa, acredita mesmo que o pai quer construir um castelo para sua mãe e assim, decidiu tomar algumas decisões para ajudá-lo a vender o leite. 

Pensou e pensou e disse aos amigos: “Vamos tomar todo o leite da cidade, aí faltará e as pessoas comprarão o leite”. Porém, isso não durou muito, pois mesmo nem o Ferny não conseguiu tomar tanto leite assim. 

Então, teve outra idéia, Piggley diz que se o pessoal não quer comprar o leite da forma usual é porque precisam inovar, então teve uma idéia. Dar amoras para a vaca para que saia leite azul. Mas, apesar da vaca ter comido muitas amoras, o leite não ficou azul. 

Ferny toda hora cantava um jingle de um chocolate e disse que isso não saia de sua cabeça e estava com uma vontade de comer chocolate. Tanto de cantar, Dannaa começa a cantar também e diz que também não consegue parar e está com vontade de comer chocolate. 

Nesse momento, Piggley tem a idéia… produzir um jingle para que as pessoas sejam contagiadas e tenham vontade de beber mais leite. 

Então os amiguinhos, seguem na carroça com um monte de leite e a vaquinha. Vão cantando o jingle e todos da cidade param para ouvi-los e ficam encantados. Além disso, Dannaa faz um monólogo sobre os benefícios do leite, fazendo com que as pessoas se empolguem e comprem o leite. 

O leite acaba, mas Piggley não esmorece, já que a vaca está lá, resolve tirar o leite direto. 

Voltam para a fazenda muito felizes e até com encomendas para que o pai entregue diariamente. 

Pois é, isso foi um desenho infantil, mas o que tem a ver com o mundo empreendedor? 

O empreendedor quando tem um propósito (Piggley queria ajudar o pai a construir o castelo da mãe), resolve buscar soluções e não ficar preso nos problemas. 

Estava com um amigo que disse, no dia anterior a esse desenho, que existem duas formas de ganhar dinheiro: ou você atende um mercado antigo com um produto ou serviço novo ou você atende um mercado novo com um produto ou serviço antigo. 

E o que o nosso Piggley inicialmente quis fazer ao tentar fazer o leite sair azul? Atender um mercado antigo com um produto novo. 

E como está o seu plano de marketing? Como você tem divulgado seu produto? Ele está na cabeça dos seus clientes? Piggley e seus amigos fizeram um jingle que fez com que o produto não saísse da cabeça das pessoas. 

Depois desse desenho inocente que possui este contexto empreendedor, comecei a entender porque as crianças estão tão desenvolvidas e espero que nossos filhos se tornem muito mais visionários e construam seu futuro com muito mais oportunidades do que nós.   

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