Fábrica de Empreendedores

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Filme: “Doze homens e uma sentença”

Setembro 22, 2008 · 1 Comentário

 Alguns vão pensar que escrevi o nome do filme errado, acreditando ser “12 homens e um segredo”, mas não é. Este é um filme “um pouco antigo”, de 1957 com Henry Fonda bem novinho e por incrível que pareça ele se passa 97% do tempo em uma pequena sala. O que poderia parecer monótono, se torna uma incrível e dinâmica cena.

Doze homens participam de um juri para culpar ou inocentar um rapaz pela morte de seu pai, porém a justiça americana deixa bem claro: se você não tiver certeza da culpa do réu, deve inocentá-lo. Os onze jurados querem terminar logo com a situação e declaram culpado o réu, porém o jurado número 8, não tem certeza e começa a questionar cada um dos outros onze. Até porque acredita que uma decisão não pode ser tomada tão rapidamente, afinal é a vida de um ser humano.

Podemos ver claramente neste filme, como as pessoas são levadas a tomar decisões levando em conta apenas seu interesse (um dos jurados quer ir logo embora, pois tem um jogo para assistir) e a grande maioria utiliza acontecimentos em sua vida, preconceitos, crenças e valores (vários jurados utilizaram critérios como a raça, situação financeira, relacionamento com filho) para julgar o réu.

O jurado número 8 (Henry Fonda) em nenhum momento defende a inocência do rapaz, mas provoca os outros jurados a pensarem e apesar do filme ser antigo, ele é muito atual, pois nos faz refletir em quantas decisões tomamos guiados pela emoção e simplesmente fazemos julgamentos presos em nosso passado.

No mundo empresarial, quantas vezes julgamos um cliente, um fornecedor ou um funcionário por ele se parecer com um outro com o qual tivemos problemas, ao invés de analisarmos individualmente. Por exemplo, um fornecedor foi desleal e passa-se a acreditar que todos serão; um cliente não pagou e passa-se a acreditar que todos serão devedores; um funcionário deu um desfalque e passa-se a acreditar que todos são desonestos.

Se continuar a pensar dessa forma, nunca construirá relações que levem a empresa ao crescimento, pois apenas ficará se munindo de armas para lutar contra o mundo.

Julgamentos, preconceitos e paradigmas são muito prejudiciais aos empreendedores, pois podem perder inúmeras oportunidades de negócios.

Como empreendedores, devemos seguir o exemplo do jurado número 8 e começar a questionar mais, pensar mais e buscar novas formas de ver o mundo. Provavelmente, você se surpreenderá. Assista ao filme e envie seus comentários.

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Filme: “A Corrente do Bem”

Agosto 4, 2008 · 3 Comentários

Um professor passa uma atividade para seus alunos da 7a. série: pensar em um jeito de mudar o mundo e colocá-lo em prática, porém não tem muitas expectativas em relação aos resultados.

Mas, um de seus alunos, Trevor, decide levar isso mais sério do que o professor previa e inicia o que ele chama de “Corrente do Bem” que funciona da seguinte forma: fazer algo de bom para três pessoas e cada uma delas deve fazer o mesmo para outras três, aumentando progressivamente a corrente.

Trevor inicia sua ação com um rapaz sem-teto e drogado, dando-lhe um lugar para morar e para tomar banho, mas como não consegue tirá-lo das drogas, acredita que fracassou em sua primeira iniciativa. Mas, na realidade, o rapaz passa para frente o que Trevor pediu.

Em seguida, Trevor tenta juntar sua mãe alcoólatra e seu professor cheio de traumas para ter pela primeira vez, uma família completa, já que seu pai sempre foi ausente.

Trevor não imagina que sua corrente está se concretizando, mas por meio dela, muitas pessoas tiveram suas vidas mudadas… e para melhor.

Mas enfim, talvez você pergunte: “o que isso tudo tem a ver com empreendedorismo?”.

O caminho do empreendedorismo é construído por um grande corrente, afinal, quando alguém abre uma empresa e gera um emprego faz com que esta pessoa ganhe dinheiro para comprar algo de outra empresa que ao ter mais clientes, acaba gerando mais empregos.

Estes empregados colocam mais dinheiro na economia que se desenvolve e a cada dia, novas oportunidades são criadas para novos empreendedores e assim por diante.

Esta é a corrente do bem dos empreendedores que devemos alimentar a cada dia por meio de empresas melhores planejadas e preparadas para o futuro.

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Filme: “Sonhando Alto”

Julho 7, 2008 · 2 Comentários

É um filme que fala da importância do sonho e como isso pode ser um mobilizador para as outras pessoas que compartilham dele.

Charlie é um ex-astronauta que sempre teve o sonho de ir para o espaço, porém antes de alcançá-lo teve que sair da Nasa para cuidar da fazenda de seu pai que se suicidará.

Mas, apesar das dívidas hipotecárias da fazenda subirem, Charlie continua construindo um foguete no celeiro e tem a certeza de que dessa forma poderá ir ao espaço.

Seu sonho faz com que sua esposa, suas 2 filhas, seu filho e seu sogro cada vez mais se unam, buscando cada um da sua forma, atingir o resultado esperado.

Um dia, Charlie é informado de que seus bens serão executados. Nervoso, atira um tijolo no banco e a polícia o encaminha para a enfermeira da cidade que deve fazer uma avaliação psicológica. Na sala de espera, ao seu lado, tem um garoto e Charlie pergunta a ele o que ele vai ser e ele responde que não sabe.

Nesse momento, Charlie diz que é melhor ele saber o que vai ser, antes que alguém saiba por ele.

Charlie decide que deverá lançar rapidamente o foguete e reúne sua equipe: seus filhos. Entra na sala de aula de Shepard (seu filho) e diz para a professora que ele precisa sair. A professora diz que ele está no meio de uma aula de história. Charlie responde que ela lê a história, ele vai mostrar ao filho como fazê-la.

O governo americano começa a monitorar Charlie e a imprensa a assediá-lo. A maioria das pessoas o acham um louco, porém não desiste, pois tem a certeza de que se não fizer aquilo que acredita, não terá passado nada para seus filhos.

O sogro de Charlie diz que o admira, pois ele nunca conseguiu reunir sua família em torno da mesa e Charlie conseguiu a façanha de reunir a família em torno de seu sonho.

Após alguns dias, seu sogro falece e conversando com um amigo sobre a vida, ele diz que somos nós que definimos nosso espaço.

Charlie percebe que é muito parecido com seu pai cujo sonho era a fazenda e por causa de dívidas se suicidou, pois não poderia viver sem seu sonho caso a fazenda fosse tomada dele. Charlie diz então que quando crianças queremos ser iguais aos nossos pais, quando adolescentes não queremos ser nada parecidos, mas quando envelhecemos nos tornamos iguais a eles.

Charlie decide lançar o foguete, mas não consegue, sofrendo um grave acidente e ao retornar à sua casa, toma a decisão de abortar seu sonho. Porém sua esposa não permite, pois percebe que os filhos admiram o pai sonhador e que a vida de todos não é e não será a mesma se não houver um sonho que os movimentem.

Assim, a equipe de Charlie volta ao trabalho rumo à realização de seu sonho.

Todo o filme faz com que nos questionemos sobre o que realmente queremos para nossa vida. Quantos pessoas que não sabem o que desejam, seguem pessoas que sabem, que dessa forma, serão as condutoras de suas vidas. Quantas pessoas que estão nessa mesma situação e não são mais garotos. Muitos empresários que conheço também não sabem o que desejam e nesse momento, abrem portas para que os clientes, os fornecedores, os funcionários e sua família conduzam sua vida e isso traz uma enorme angústia e frustração.

Também nos faz pensar em quanto estamos construindo nossa história ou será que somos meros espectadores que passarão pela história sem sermos conhecidos e valorizados? Ser um espectador é ver os fatos acontecerem e não ser parte disso. Ser um participante ativo é construir seu caminho e ajudar a construir o caminho das outras pessoas.

Devemos perceber que como empreendedores, somos pessoas que conduzem outras, e não podemos desistir de buscar nossos sonhos, pois como Charlie, temos uma família, funcionários, parceiros, clientes que vivem, muitas vezes, em torno do que acreditamos ser possível buscar para vivermos mais intensamente nossos dias.

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Filme: “Ratatouille”

Junho 30, 2008 · Deixe um comentário

RatatouilleRemy é um rato diferente dos outros, não gosta de roubar comida, não gosta de restos do lixo, adora cozinhar, juntar alimentos diferentes para obter sabores diferentes.

Seu ídolo é o chef Gusteau cujo lema é “qualquer um pode cozinhar” e ao assistir a um programa de TV, descobre que ele morreu. Por coincidência, depois de muitas aventuras e perdido de sua família acaba parando em seu restaurante.

Lá conhece Lingüini, um rapaz que trabalha na limpeza do restaurante e um incidente acaba os unindo, pois todos acreditam que Lingüini sabe cozinhar e na realidade é Remy quem o ajuda.

Depois de um tempo, Remy reencontra sua família que quer demovê-lo da idéia de continuar a cozinhar, pois seu pai acredita que um rato deve continuar a viver como todo rato e não pode querer algo diferente.

Remy não segue a orientação de seu pai de voltar para sua comunidade, dizendo que se você só olha para trás não conseguirá ver o que vem pela frente e ele vai alcançar seu sonho, de se tornar um chef.

A parceria de sucesso entre Remy e Lingüini continua apesar de vários problemas que enfrentam durante todo o filme.

Em todos os momentos difíceis para Remy, aparece a imagem de Gusteau que é sua consciência que o orienta e o questiona sobre seus comportamentos e atitudes.

Agora, vamos comparar alguns aspectos desse desenho com a vida empreendedora.

A figura do rato que aparece no filme representa as várias categorias ou classes que muitas vezes são discriminadas pelas outras pessoas ou até por elas próprias.

Conheço muitas pessoas que acreditam que não podem e não têm o direito de sonhar em ter sua própria empresa, pois não se acham à altura disso. Por exemplo, por ser pobre, por ser mulher, por ser mais velho, por ser muito jovem, por ser deficiente não podem ser nada. É como o pai de Remy que acredita que se é um rato, será um rato pela vida inteira, afinal nunca teve um lugar digno no mundo.

Quando Remy diz que se olhar apenas para trás não verá o que vem pela frente, ele quer dizer que quantos de nós ficamos presos no passado, no que não foi conseguido, nas frustrações e dessa forma, não consegue visualizar o futuro, sonhar.

E como já disse em vários posts, o sonho é o mobilizador que faz com que as pessoas busquem um sentido para sua vida, mesmo com inúmeros obstáculos.

Em vários treinamentos que ministro, principalmente, aqueles em que trabalho o autoconhecimento e feedback, percebo que todas as pessoas possuem um “grilo falante” como o Gusteau, porém poucos acreditam nele e sempre vêm em busca de alguém de “carne e osso” que confirme tudo o que sabem. Por isso, sempre digo que as respostas todos têm, só falta fazer para si mesmo as perguntas.

Quando Gusteau diz que “todos podem cozinhar”, podemos transpor para nossa realidade e afirmar que as pessoas podem fazer tudo o que desejarem desde que se predisponham a isso por meio de capacitação, treinamento, relacionamento ou qualquer outro meio para atingirem seus objetivos.

Por meio da parceria de Remy e Lingüini podemos analisar que muitas vezes sozinhos não poderemos atingir nossos objetivos, porém quando encontramos pessoas que nos complementam podemos ter melhores resultados.

Esse desenho nos faz pensar sobre paradigmas, preconceitos, obstáculos e acima de tudo, no poder que temos em realizar tudo o que desejamos.

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Filme: “O Grande Chefe”

Junho 23, 2008 · Deixe um comentário

O Grande ChefeEste é um filme dinamarquês onde se observa uma montagem bastante amadora, com vários cortes e retomadas repentinas, com diálogos longos, muitas vezes recheados de filosofia barata, que o torna lento, bastante diferente das produções americanas. Por isso, não espere uma obra de arte, mas um filme que traz uma história interessante.

Ravn é dono de uma empresa de tecnologia e que deseja vendê-la, porém, aí surge o problema. Ninguém na empresa sabe que ele é o proprietário, ele finge ser um funcionário da empresa que tem o contato com “o chefe de todos”.

Porém, o comprador deseja tratar com o proprietário e ninguém mais. Então, Ravn contrata um ator para se passar pelo presidente da empresa que acaba trazendo muitas surpresas.

E porque Ravn durante esses 10 anos, nunca disse que era o dono?

Ravn é o retrato de muitas pessoas que existem neste mundo que têm um medo enorme de perder o amor das pessoas, gosta de se sentir querido e adorado e para que não perdesse o carinho de todos, preferia se esconder quando havia medidas impopulares a serem tomadas, dizendo que eram ordens do “chefe do todo mundo”.

Quando se é um verdadeiro líder, temos que ter a coragem de enfrentar as pessoas, por isso a transparência é primordial, acima de tudo. Afinal, nem tudo são flores, na busca pelos resultados empresariais, muitas vezes, temos que tomar atitudes que não conseguem agradar a todos.

Por incrível que pareça, já encontrei muitos Ravns pelo caminho. Pessoas que todos sabem que são delas as decisões, mas preferem colocar a culpa em outros, para aliviar suas consciências, se isso é possível!

Acredito que o verdadeiro líder deve ser admirado pelo o que realmente é e não precisa se esconder por trás de um personagem.

E você? Conhece muitos Ravns pela vida ou é um deles?

 

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Filme: “Tá dando onda”

Maio 26, 2008 · 1 Comentário

Tá dando ondaHoje, trago, na realidade, um desenho que assisti neste fim de semana por causa da minha filha de 2 anos. Fomos à locadora e ela é alucinada por pinguins, quando viu a capa do DVD ficou maluca e resolvi trazer.

Eu, particularmente, adoro desenhos, mas como tinha muitas coisas para resolver, decidi não assistir, porém como estava no computador e a TV nas minhas costas, acabei ouvindo alguns diálogos que me interessam e… muito!

A estória é de um pinguim chamado Cadu que queria ser um surfista muito famoso como seu ídolo que se chamava Big Z, principalmente porque quando era criança, Big Z foi até onde morava, lhe deu uma corrente e disse para ele correr atrás do que desejava, pois era isso que um vencedor fazia.

Cadu depois de muita luta conseguiu ser levado por um caça-talentos, um pássaro aparentemente durão, porém todo emotivo, chamado Mike; para o campeonato de surf.

Na viagem, Cadu faz amizade com João Frangão que curte a vida como poucos.

Cadu encontra Big Z que todos consideravam como morto e verifica que seu ídolo não seguiu o que um dia lhe disse: “corra atrás do que deseja” e isso o frustra muito.

Porém, Cadu resolve buscar seus sonhos, precisa competir com o desleal Tanker e acaba descobrindo que ser vencedor é muito mais que ganhar uma competição.

Em uma parte do filme, alguns integrantes do filme são entrevistados e questionados o que é ser um vencedor? Mike diz que é alguém que estabelece uma meta e vai à luta, não faz isso nem pela grana e nem pela glória, mas faz pela alegria, pela emoção.

Lani, uma pinguim salva-vidas diz que é o surfista que curte mais quando tá no mar.

Os pinguins bebês dizem que é alguém que não os derruba quando estão pegando onda e Tanker (o pinguim do mal) diz que é ter perdedores, pois sem eles não existe um vencedor.

O que eles disseram, apesar de se referirem ao campeonato de surf, tem tudo a ver com o mundo empresarial, pois como já tratei em vários momentos em meu blog,  o empreendedor precisa ter uma meta estabelecida para saber onde deseja chegar.

É uma pessoa persistente, pois nem sempre as coisas são fáceis, busca a realização acima de tudo que lhe dá prazer e satisfação. Normalmente, curte cada etapa cumprida e cada meta alcançada.

Ao contrário do que Tanker diz, não precisa tornar as pessoas perdedoras, sua competição é interna, quer mostrar para si mesmo que pode alcançar o que deseja e não precisa derrubar seus concorrentes e nem humilhar seus fornecedores.

Enfim, vencer é buscar uma constante melhoria dos processos e pessoas, realização, prazer e resultados.

Assista ao filme, acho que você vai gostar!!!

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Filme: “Poder além da vida”

Maio 19, 2008 · 1 Comentário

Poder Além da VidaDan Millman é um jovem ginasta, cuja especialidade são as argolas. Ousado, arrogante, popular entre as garotas, rico, enfim, acredita que pode fazer tudo o que quiser em sua vida.

Porém, algo o angustia, fazendo perder noites e noites de sono até que encontra um homem misterioso que trabalha em um posto de gasolina a quem começa a chamar de Sócrates, pois pela forma como fala, parece um filósofo.

Dan apesar de se sentir atraído pelos ensinamentos de Sócrates, não quer seguir o que lhe é solicitado até que sofre um grave acidente que muda sua vida e até pode mudar a forma como você enxerga seu dia a dia.

Será que para mudarmos nossa vida, precisamos que algo muito sério aconteça?

Esse filme faz com que possamos refletir sobre isso, enquanto está tudo bem, Dan continua a desafiar o mundo, a fazer coisas sem pensar, arrisca-se pelo simples prazer da adrenalina.

Quantos empresários fazem a mesma coisa em suas empresas? Até que acontece uma quebra ou resultados muito ruins que os fazem parar para pensar e buscarem uma mudança.

No filme, Sócrates diz para Dan que “temos muito a aprender e muito para esquecer” e o que isso tem a ver com nosso mundo empresarial?

Muitos empresários ao invés de buscarem saídas para seus problemas, ficam cada vez mais imersos neles. Nesse momento, o passado só serve para verificarmos o que podemos aprender, mas o sofrimento por ele, nada adiantará. Devemos buscar sim, o aprendizado, pois ele é eterno, ele é o futuro que nunca acabará; enquanto o passado é finito, já acabou e não retornará. Por isso, sair dos problemas é buscar novas oportunidades, soluções para seu desenvolvimento.

Sócrates também diz que “conhecimento é saber fazer e sabedoria é fazer, agir”.

Em todos os treinamentos, nas expectativas, as pessoas, normalmente, dizem que vieram buscar conhecimento, porém quando começo a aprofundar suas expectativas, o que elas querem na realidade é aprender a fazer, isto é, chegar à sabedoria.

Os empresários sempre dizem que querem conhecer sobre financeiro, marketing, gestão, pessoas, mas na realidade, eles já conhecem tudo sobre esses aspectos por meio de livros, cursos etc. O grande problema é como colocar em prática o processo de execução nas empresas e a grande dica é: experimente, coloque a mão na massa, pratique, erre, conserte, refaça e nesse momento alcançará o que tanto deseja.

Quer um exemplo simples para isto? Qualquer pessoa “sabe” fazer um bolo, é só pegar uma receita e está tudo lá anotado, porém o verdadeiro aprendizado só se dará ao “fazer” o bolo, pois só nesse momento é que você verá como é quebrar os ovos, sentir a textura da farinha misturada ao leite, como é mexer a massa para não deixar nenhum “pelotinho” de farinha, como é acender um forno, untar uma assadeira e saber quando está pronto.

Enfim, há uma grande diferença entre saber fazer e fazer.

Em uma cena do filme, Sócrates convida Dan para conhecer um lugar maravilhoso e depois de horas de caminhada chegam ao topo de uma montanha que na visão de Dan não tem nada de maravilhoso e incomum e ele começa a reclamar. Sócrates diz para ele relembrar a caminhada, o quanto ele estava motivado em chegar, como falava com empolgação mesmo com o cansaço e as dificuldades. Nesse momento, Sócrates faz uma analogia com a vida, dizendo que “a felicidade é a jornada e não o destino”.

Quando pergunto qual o maior sonho das pessoas, normalmente, elas me dizem “SER FELIZ”, como se fosse um ponto de chegada e quando faço uma outra pergunta se isto quer dizer que elas não são felizes, ficam caladas e pensativas e respondem: “é claro que não… sou feliz!”.

A felicidade, enfim, não é um ponto final, mas uma eterna viagem, as pequenas e grandes coisas que acontecem em sua vida, as surpresas, as conquistas (não importa o tamanho), os erros, as derrotas, a superação, as pessoas que você encontra em seu caminho.

Por último, Sócrates diz que existem 3 regras básicas que devemos seguir:

1. Paradoxo – a vida é um mistério

2. Humor – aprender a rir de si mesmo

3. Mudança – tudo na vida muda

E aí, que tal descobrir todo os dias o mistério da vida, rir de seus tombos, de suas piadas, de seu jeito e mudar para ter resultados melhores em sua vida?

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Filme: “Jerry Maguire – A grande virada”

Maio 5, 2008 · Deixe um comentário

Jerry MaguireJerry Maguire é um dos melhores agentes esportivos que trabalha em uma grande agência com várias estrelas do esporte como seus clientes. Porém, com o passar do tempo, verifica que um trabalho que visa o desenvolvimento de pessoas utilizando os relacionamentos passa a ser algo impessoal, sem escrúpulos, sem a preocupação com as pessoas, mas apenas com dinheiro, patrocínios, contratos, números.

Sem conseguir dormir, pensando em sua vida, resolve elaborar uma declaração de metas para a empresa onde trabalha, tira cópias e distribui para todos os agentes que o parabenizam pela coragem e reforçam o que havia escrito, que a empresa deveria se preocupar não com o número de clientes que cada agente possui, mas com a qualidade de relacionamento entre eles. Afinal, acredita que cada agente deve ser responsável em cuidar com muito carinho de cada cliente e sua família, dando um atendimento todo especial, pois são pessoas e não produtos inanimados, sem sentimentos.

Mas, Jerry fica muito mal visto com essa atitude, pois nesse mundo capitalista, o que importa é ter cada vez mais clientes, ganhando muito mais dinheiro. Sendo assim, é despedido e ao mesmo tempo perde a noiva que o chama de perdedor.

A única que o acompanha é Dorothy que trabalhava na empresa como contadora e admirada com sua declaração de metas e apaixonada por ele, resolve segui-lo na nova empreitada.

Jerry não consegue segurar seus antigos clientes, com exceção do jogador polêmico e falastrão de futebol americano, Rod Tidwell que continua com Jerry e deseja ganhar muito e muito dinheiro.

Porém, não é fácil trabalhar com Rod, pois reclama de tudo e de todos, é visto como um jogador problema e sem futuro, pois é baixinho para os padrões, apesar de ser talentoso.

Quando parece que tudo está perdido, acontece uma grande surpresa… que você só saberá assistindo ao filme todo.

Mas, enfim, o que podemos tirar de aprendizado com este filme? Vamos analisar sob algumas óticas.

Empresa e funcionários:

As empresas estão em pé de guerra para conseguir manter seus talentos, gastam muito no processo de seleção, depois em treinamento e em muito pouco tempo, vários desses talentos buscam outras oportunidades. Na visão de várias empresas, o que acontece é que esses funcionários querem ganhar mais, ter mais benefícios, são ingratos e infiéis. Já fui funcionária e após isto, tenho percorrido as empresas como instrutora de treinamento e consultora e vejo que apesar de muitas empresas terem um discurso de preocupação com o funcionário, na realidade, sua preocupação está apenas no resultado que busca, porém esquecem que esse resultado só será atingido se tiver pessoas saudáveis, equilibradas e felizes.

E o que encontro? Cada vez mais pessoas estressadas, super pressionadas (pela empresa que quer cada vez mais e pela família que implora sua presença), solitárias, infelizes. Não sou defensora do paternalismo empresarial de que a empresa é uma grande família, mas acredito, sinceramente, que os funcionários devem ser vistos como pessoas e serem respeitados.

Por outro lado, vejo cada vez mais funcionários sem um sentido na vida, pois não sabem o que desejam para seu futuro a longo prazo, acarretando também, a busca do emprego perfeito (sinto dizer que é muito difícil encontrar), sendo assim, ficam pulando de galho em galho. Nos treinamentos que ministro, sempre me perguntam: “em todas as empresas acontece o mesmo que aqui?”. E a resposta é sempre a mesma: “algumas coisas mais outras menos, mas no geral é tudo igual!”. A partir desse momento, muitos começam a estabelecer suas metas, buscando um sentido para sua vida e seu trabalho.

Empresas e clientes

Como cliente, posso afirmar que normalmente, somos considerados bons quando compramos e pagamos bem, caso contrário, seu histórico em nenhum momento é lembrado. Tenho um amigo que possui uma ótica há muitos anos, sempre teve inúmeros fornecedores, porém como muitos empreendedores, teve alguns problemas financeiros e deixou de pagar algumas contas e o que aconteceu? Vários fornecedores deixaram de vender e sumiram sem deixar rastro, mas alguns continuaram o relacionamento, mesmo com algumas exigências.

Há pouco tempo, meu amigo conseguiu reestabelecer seu crédito e quem apareceu com a maior cara de pau para vender seus produtos? O fornecedor que em nenhum momento foi seu parceiro, que o deixou sem produtos. E o que ele fez? Despachou o vendedor com toda a categoria, afinal conseguiu viver sem seus produtos e por que precisa dele agora? Meu amigo dá a prioridade de compra para aqueles que continuaram com ele apesar dos problemas.

 Acredito que esse filme, deixa 3 lições que devemos nos ater:

1. Ter uma declaração de metas – o que desejo para meu futuro? Onde quero chegar? O que quero fazer e como? Isto me ajudará a tornar meu dia mais intenso e com um sentido.

2. Amar tudo o que faz – isso será possível se eu estabelecer minhas metas, pois por mais que sejam coisas banais e às vezes chatas, sei o porquê disso e farei com prazer, pois sei que isto faz parte da minha jornada.

3. Os relacionamentos são importantes – pois por meio deles é que abrimos novas portas, conseguimos ajuda para atingir nossos objetivos, podemos ajudar e com isso, buscar um constante desenvolvimento.

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Filme: “O Diabo veste Prada”

Abril 28, 2008 · 2 Comentários

O Diabo veste PradaA estória se passa no mundo glamouroso da moda onde Miranda Priestly é a editora poderosíssima de uma revista de moda, a Runway Magazine. Ela é temida e admirada ao mesmo tempo, altamente exigente, ditadora e centralizadora, para alguns o próprio diabo. Nunca agradece, nunca reconhece, acredita que as pessoas que trabalham com ela devem adivinhar seus próximos passos.

Andrea Sachs é uma jovem jornalista que deseja uma oportunidade em Nova Iorque e apesar de ser totalmente fora dos padrões vigentes da moda, não é magérrima, não se importa com o estilo de roupas que veste e não conhece nada sobre os grandes estilistas, consegue um emprego como assistente de Miranda.

Andrea sofre muitas humilhações, mas com a ajuda de Nigel, o diretor de moda da revista, acaba se transformando em uma profissional elegante e bem-vestida e assim, unindo à sua competência acaba despertando a admiração de Miranda, que vê a assistente como a si própria e dá a ela a oportunidade de se tornar sua assistente principal e ir para a Semana de Moda em Paris para assessorá-la.

Porém, nem tudo é alegria para Andrea, pois passa a ficar à disposição de Miranda 24 horas por dia, tanto para trabalhos profissionais quanto pessoais, por exemplo, fazer a lição de casa das filhas gêmeas de Miranda. Com isso, começa a ter conflitos com seu namorado e amigos que acreditam que Andrea mudou muito e não a reconhecem mais. Acaba em pró do trabalho, matando seu próprio eu.

Andrea sempre se desculpa com todos dizendo que “não tenho opção” e por isso tem que fazer coisas que não gostaria, até que a própria Miranda lhe diz que tudo é uma opção, seguir ou não, já é uma forma de opção. Nesse momento, Andrea toma uma decisão… agora acho que é melhor você assistir ao filme.

Já cansei de encontrar executivos e empreendedores muito parecidos com Miranda, autoconfiantes até beirando à arrogância, competentes, focados e reconhecidos como padrão de sucesso profissional. Porém, fora desse ambiente são pessoas solitárias, tristes, que há muito mataram seu próprio eu para se dedicarem totalmente à sua empresa.

Essas pessoas, normalmente, têm uma visão muito clara de futuro para a empresa, um planejamento maravilhoso, uma equipe dedicada para atingir os resultados.

Mas quando questionadas o que desejam para seu futuro, elas conseguem apenas se referir à empresa, esquecem que são pessoas que um dia já tiveram seus sonhos pessoais. E se um dia elas acordarem e se depararem com o fato de que a empresa não as quer mais? O que será de suas vidas?

Saber o que você deseja para si é o que dá sentido para seu trabalho, mesmo que seja árduo. Não adianta trabalhar tanto se você não sabe o que isto lhe trará a longo prazo para sua vida pessoal. Até porque conheço muito pouca gente que diz que trabalha porque ama trabalhar, grande parte trabalha para conquistar seus sonhos, tais como, uma viagem, uma casa, um carro, um curso.

Também como Andrea que sempre dava a desculpa de que tinha que fazer tudo aquilo, pois não tinha opção; muitas pessoas sempre se desculpam da mesma forma, são levadas pelas metas de outras pessoas, não dirigem sua própria vida, se deixam guiar, até que um dia se deparam com um grande vazio, pois quando sozinhas, não sabem o que fazer, afinal precisam de que outras pessoas digam o que deve ser feito.

Em um momento do filme, Nigel espera uma grande oportunidade profissional, porém Miranda para não perder seu posto de editora, consegue fazer uma troca com o posto que Nigel assumiria e ele apesar de frustrado diz que ela saberá recompensá-lo no momento certo.

Existem muitos Nigels pela vida que são super competentes, porém ficam a espera de uma recompensa, pois acreditam que um dia virá e o tempo passa e nada acontece, pessoas se desenvolvem, são promovidas e os “bonzinhos” Nigels vão ficando pelo caminho.

E você? É mais parecida com uma Miranda, uma Andrea ou um Nigel? Reflita e busque traçar seu destino e jornada!

 

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Filme: “A pequena Miss Sunshine”

Abril 14, 2008 · Deixe um comentário

A pequena Miss Sunshine Uma comédia que faz rir e ao mesmo tempo refletir sobre vários aspectos de nossa vida. Uma família muito estranha formada pelo pai que tenta vender um programa motivacional; uma mãe que busca trazer a normalidade para a família; seu irmão gay que acaba de sair de uma clínica, pois tentou suicídio; um filho que deseja se tornar aviador e por isso resolve fazer um voto de silêncio; um avô que usa drogas e adora revistas pornôs e uma garotinha de 7 anos que quer ser miss, porém é totalmente fora dos padrões de beleza vigentes, pois é gordinha.

Essa família, apesar de muitas divergências, resolvem seguir para a Califórnia para que Olive (a garotinha) possa participar do concurso de beleza Miss Sunshine e nessa viagem tudo de errado acontece até o final surpreendente que acaba unindo essa família maluca.

Algumas coisas podemos analisar neste filme:

1. O pai que quer tornar seu programa motivacional um sucesso e busca utilizar isso em sua própria família, porém não tem resultado.

Aqui, vejo uma crítica que o produtor faz em relação à divulgação de tantos programas motivacionais que existem no mundo e que não trazem um resultado efetivo. Quantos de vocês já assistiram à uma palestra motivacional? Quanto tempo durou a motivação? Enfim, muito pouco tempo… porém me deparo cada vez mais com empresários participando de qualquer palestra que diz trazer o segredo do sucesso, pagam preços absurdos, mas e os resultados?

2. Olive que deseja participar de um concurso de beleza como é o sonho de tantas meninas e se tornam escravas de um padrão que não são para todas.

O produtor mostra os bastidores do concurso, com mães que moldam suas filhas como se fossem obras primas. Meninas de 7 anos que parecem mulheres em miniatura, deixando totalmente sua infância para trás. A indústria do ego que cresce a cada dia e que não aceita aqueles que são diferentes. Para alguns empreendedores, uma área que cresce a cada dia, pois as crianças tornaram-se mais consumistas e exigentes, amadurecem mais cedo, um grande mercado a ser explorado.

3. A busca da realização do sonho de Dwayne, o filho que deseja ser aviador e de Olive em ser miss.

A mãe, sempre uma grande incentivadora dos filhos, compartilhando e buscando formas de ajudá-los, mesmo com várias dificuldades. O sonho é um dos elementos fundamentais na vida dos empreendedores e por isso, é algo que devemos incentivar em nossos filhos para que eles possam desenvolver as características essenciais para alcançarem o que desejam.

 4. O tio deprimido que vê que tudo o que passou, que a princípio seria de fracasso, foi um momento de muito aprendizado e que se não passasse por isso, a vida talvez não teria sentido.

O empreendedor sempre enxerga os fracassos como momentos de aprendizado para que possa se desenvolver e errar menos.

 5. O avô que quer viver intensamente cada minuto e fala tudo o que tem vontade, mostra que temos que valorizar cada etapa de nossa vida.

Talvez, muitos gostariam de ser o avô, pois ele faz tudo o que temos vontade de fazer e não fazemos, pois temos medo de sermos mal vistos pela sociedade, de sermos ridicularizados. Mas e daí? A felicidade talvez esteja muito mais próxima e ficamos dificultando nossa vida para finalmente, encontrá-la.

6. Em um momento do filme, Olive fala para o avô que tem medo de perder o concurso e até pensa em desistir, pois o pai pode deixar de amá-la, pois ele sempre diz que não gosta de perdedores e o avô diz uma frase que faz com que ela se anime e durma tranqüila. E essa frase que deixarei para encerrar este post:

“O verdadeiro fracassado não é alguém que não vence. O verdadeiro fracassado é aquele que tem tanto medo de não vencer que não chega a tentar.”

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