Fábrica de Empreendedores

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Administração do caixa X Crise

Janeiro 6, 2009 · 1 Comentário

Li a matéria abaixo no InfoMoney e achei bastante interessante as dicas para os empresários neste começo de ano, por isso resolvi divulgar para os leitores do blog, afinal dinheiro não aceita desaforo, se não for bem utilizado ele te dá as costas e vai embora.

A crise financeira trouxe preocupações adicionais aos micro e pequenos empresários. Por exemplo, a crise de confiança, que influencia diretamente o consumo, reduzindo as vendas, está tirando o sono de muita gente.

Para driblar esse momento de instabilidade, a Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) alerta aos pequenos empresários sobre os cuidados para administração do caixa. Este é o momento ideal para redimensionar os planos, a previsão de gastos e a situação financeira das empresas.
Antecipe pontos críticos
Segundo a Fecomercio, o empresário pode solucionar os pontos críticos do seu fluxo com antecedência, por meio de simulações. Como o caixa reflete todas as decisões estratégicas da empresa, ao mesmo tempo em que representa um norte para as próximas decisões do empreendedor, a Fecomercio destaca algumas medidas importantes na busca por uma gestão de caixa eficaz, que pode mudar o rumo da empresa.

Confira as dicas:

Negocie com fornecedores: procure negociar prazos alongados de pagamento, que possibilitem ao empresário ter um capital de giro maior. Renegocie contratos já assumidos, buscando sempre o alongamento de prazos. Verifique as taxas que foram negociadas e busque uma redução no momento da negociação. Para novos contratos, faça diversas cotações e compare sempre prazos e taxas;

Negocie com clientes prazos de pagamentos mais curtos: procure sempre negociar com os clientes prazos mais curtos para recebimento de parcelas. Essa redução de prazo, conjugado com o alongamento das negociações com fornecedores poderá dar fôlego à empresa no que diz respeito ao capital de giro;

Avalie a forma de remuneração do capital da empresa: para empresas que possuem capital remunerado em aplicações de mercado, é importante avaliar e comparar alternativas oferecidas, levando em conta taxas e prazos;

Melhore a reciprocidade bancária: reduza o número de bancos com quem opera a fim de evitar o pagamento duplicado de tarifas. Reduzindo o número de bancos, melhora a reciprocidade bancária e, com isso, o empresário tem maior poder de barganha para negociar redução de pacotes de tarifas com o gerente de sua agência;

Reavalie seu perfil de endividamento: reveja seu nível de endividamento, verifique as possibilidades de redução da dívida, planeje o pagamento; renegocie saldos devedores e taxas aplicadas, procurando planejar o pagamento de grandes amortizações em momentos favoráveis do fluxo de caixa e renegociando esses desembolsos quando o fluxo de caixa é desfavorável, a fim de não provocar saldos negativos que poderão levar a empresa à necessidade de contrair novas dívidas;

Reduza custos desnecessários, fixando metas de despesas: analise sempre a prioridade dos desembolsos, identificando os que são de urgência e planejando os demais para momentos mais adequados, considerando inclusive o parcelamento dos mesmos. Verifique outras possibilidades em relação ao desembolso, outras formas menos onerosas e compare o custo-benefício de cada uma delas;

Avalie o custo de seus estoques: verifique a real necessidade do nível do estoque, avalie o custo, comparando com a geração de caixa que ele proporciona, bem como sua margem de lucro. Busque alternativas, como a encomenda de mercadorias com data prevista, a fim de não deixar estoque parado mais do que o necessário ao giro do negócio;

Avalie formas de recebimento de clientes em atraso: controle o cadastro de inadimplentes. Proponha renegociações, conceda descontos a fim de recuperar créditos e gerar melhor capital para o giro dos negócios;

Analise gastos com logística e planeje operações: avalie, na negociação, o custo de entrega e de fretes, bem como formas de reduzir o preço dessa operação. Compare custos de entrega e de retirada própria. Avalie riscos de desvio de mercadorias e outros problemas que podem encarecer o custo da logística, como o seguro de mercadorias;

Verifique possíveis perdas: perda é todo valor não recebido por conta de erros na operação ou da falta de prevenção. Podem ocorrer de diversas formas, muitas vezes imperceptíveis, reduzindo o resultado final da operação;

Reavalie investimentos: com a crise, cabe a reavaliação dos planos de investimentos, identificando os que podem dar retorno e calculando o valor desse retorno, bem como seu prazo. A partir daí, decida pela sua continuidade ou interrupção. Se houver mais fatores de incerteza, mude o investimento, como o intuito de evitar uma situação maior de endividamento;

Analise a posição de seus ativos e respectivos custos: verifique o custo de manutenção dos ativos, bem como a viabilidade de venda de parte de seus ativos mais onerosos e que não indiquem retorno no curto prazo;

Reveja todos os processos operacionais: conforme o ramo de negócio, verifique todas as etapas de sua atividade, bem como seus custos. Com base nessa análise, será possível identificar quais atividades estão de acordo com o foco do negócio e, a partir disso, eliminar tarefas desnecessárias e onerosas, obtendo maior produtividade com menor custo.

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Retornando…

Janeiro 5, 2009 · Deixe um comentário

Depois de um tempo fora do ar para recarregar as energias, prometo voltar com novos artigos, idéias e lançamentos de projetos que foram carinhosamente amadurecidos em 2008.

Este é um post apenas para desejar um 2009 de muitos desafios e conquistas, será um ano para quem tem o verdadeiro sangue empreendedor, pois no meio dessa crise, podem surgir inúmeras oportunidades para aqueles que enxergam mais longe do que os outros e que também tiverem mais sangue frio para suportar as incertezas.

Por isso, lá vai a dica para começar e ter um ano mais tranquilo: PLANEJAMENTO.

Se você já planejou seu ano, parabéns, começa 2009 muito melhor. Se você ainda não planejou, aproveite ainda esta semana que será mais calma para fazê-lo.

Pense no que você quer conquistar este ano e verifique o precisará fazer, faça um plano de ação; é hora de PARAR e PENSAR, antes de AGIR.

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Isso é globalização…

Outubro 7, 2008 · Deixe um comentário

Muitos empresários brasileiros estão se perguntando se essa crise financeira internacional, queda das bolsas, alta do dólar etc. vão afetar nossos negócios. A resposta é SIM.

As instituições financeiras estão temerosas, por isso devem começar a restringir o crédito, o número de parcelas de financiamentos devem diminuir, os juros devem aumentar.

Isso já refletiu no setor automotivo, alguns empresas anteciparam as férias coletivas de seus funcionários, pois já há reflexos na demanda de carros novos. Houve um boom de compras, agora a queda foi grande.

Com o aumento do dólar, alguns produtos devem subir, se preparem. Aqueles que compram produtos importados para venda e que ainda não fizeram suas compras para o Natal, podem ter surpresas. 

Em relação às bolsas, muitos que “acharam legal” aplicar em ações, porém pouco conheciam disso, devem estar desesperados. O momento será de selecionar àqueles que realmente têm sangue frio para manter seu equilíbrio e àqueles que achavam que “jogar” na bolsa era o mesmo que brincar de banco imobiliário.

Isso tudo é globalização… alguns sentirão mais… outros menos, planejar os próximos passos é fundamental nesse momento.

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O pecado de vender a alma

Julho 8, 2008 · Deixe um comentário

Este é o título de um artigo que foi publicado na Revista Exame em 7 de maio de 2008 sobre a Starbucks.

Apesar de ser uma grande empresa, podemos trazer os problemas ocorridos com ela para o dia-a-dia das pequenas empresas também.

A Starbucks é a maior rede de cafeterias do mundo que cresceu com um conceito de uma loja de bairro charmosa e confortável, um santuário para aqueles que apreciam um bom café.

Porém, no processo de crescimento com a ânsia de ter mais lojas, mais clientes e conseqüentemente mais lucratividade, a Starbuck trocou valores essenciais e acabou por perder a identidade da marca quando resolveu incrementar o cardápio com refeições cheias de ovos e bacon, sobrepondo seu odor sobre o cheiro maravilhoso e inebriante do café (acho que vocês já perceberam que eu sou fã deste produto).

Assim, vários adoradores de café deixaram de freqüentar a Starbucks, pois todo o conceito que eles valorizavam se perdeu e pior, as ações da empresa começaram a cair. Enfim, a estratégia foi totalmente errada.

Por isso, sempre oriento meus clientes a cuidarem do momento de crescimento da empresa, pois muitos acreditam que colocando novos produtos a chance será maior, abrindo novas frentes de trabalho, ganharão mais. E às vezes, isso não acontece, pois os empreendedores perdem de vista seu foco de atuação e seu diferencial competitivo que os fizeram chegar onde chegaram. Vender mais nem sempre é sinônimo de maior lucratividade, pois muitas vezes, isto implica em você comprar mais, ter uma estrutura física maior, ter mais funcionários, enfim, muito mais custo.

Ao buscar o desenvolvimento da empresa, pense com a cabeça e utilize ferramentas simples como papel e caneta para traçar muito bem as estratégias e assim você visualizará coisas que nem imaginava. O coração, nesse momento, sempre vai bater mais forte e você terá vontade de “sair fazendo”, pois nunca acreditamos que dará errado, afinal “até agora” tudo tem dado certo, mas faça com que ele desacelere com muito planejamento.

Tenha certeza, muitas empresas quebram nesse processo desacelerado e desajustado de crescimento e não faça parte deste grupo.

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Como escrever um plano de negócios (Parte 8)

Julho 1, 2008 · 3 Comentários

Hoje, abordaremos pessoas muito especiais a quem chamamos de Fornecedores.

E muito cuidado com esse aspecto do Plano de Negócios, pois você precisa deles, mas deve analisar qual seu grau de dependência, pois isto interfere em todo o seu modelo de negócios, custos, entrega e até a continuidade de sua empresa a longo prazo.

A primeira etapa a fazer é relacionar todos os produtos e/ ou serviços que a sua empresa precisa. Após isto, fazer uma lista de fornecedores para estes produtos e/ ou serviços e qualificá-los em termos de preço, prazo de entrega, condições especiais, localização, capacidade de entrega.

Evite ter apenas um fornecedor, pois muitas vezes, quem tem um, não tem nenhum e poderá acarretar problemas de abastecimento, principalmente, em alguns períodos de sazonalidade. Por isso, estrategicamente, mantenha uma lista de fornecedores ativos nos produtos que são essenciais para o funcionamento de sua empresa.

Conheci vários empresários que compram de fornecedores de lugares distantes, pois dizem que é muito mais barato, porém alguns esquecem de computar o custo do transporte e o tempo de entrega, o que muitas vezes acaba encarecendo o produto. Por isso, se preocupe com isso.

Ter fornecedores é fácil, mas ter “bons” fornecedores não é tão simples assim, por isso se lembre de cultivar os relacionamentos, pois pode ter certeza, isso pode salvá-lo de alguns problemas.

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Como escrever um plano de negócios (Parte 7)

Maio 29, 2008 · Deixe um comentário

No plano de negócios devemos dedicar uma parte especial às pessoas que estarão em nossa empresa, o chamado Recursos Humanos.

Quando uma empresa é pequena, normalmente, os sócios acabam sendo o “faz tudo”, porém devemos nos organizar para o crescimento e assim nos preocupar com a seleção, recrutamento, remuneração, avaliação e desenvolvimento dos nossos funcionários.

Vamos verificar com o que devemos nos preocupar em relação aos funcionários:

1. Determinar as funções na empresa. Quais e quantos profissionais preciso para que a empresa caminhe, qual a estrutura do organograma, descrever as responsabilidades e atribuições de cada um, determinar o salário por meio de uma pesquisa salarial.

2. Determinar como será realizado o processo seletivo. Se for interno, elaborar um roteiro de testes e entrevista. Se for externo, passar todas as informações necessárias para a captação via agências de emprego.

3. Plano de carreira e benefícios oferecidos. Elaborar um plano de como poderá ser o crescimento do funcionário dentro da empresa em relação a cargos ou salários e também os benefícios que serão oferecidos.

4. Avaliação de desempenho. Determinar períodos e instrumentos para que o funcionário receba um feedback de seu desempenho na empresa para que possa se desenvolver.

5. Treinamento e desenvolvimento. Verifique quais competências seu funcionário precisa desenvolver e assim proporcionar cursos internos e/ ou externos.

Tudo isso serve para que você tenha uma empresa mais profissionalizada, com “cada macaco no seu galho”, fazendo com que você possa captar e reter talentos para que sua empresa possa prosperar cada vez mais.

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Texto de Raúl Candeloro: “O poder da disciplina”

Maio 28, 2008 · Deixe um comentário

Encontrei este texto no meu arquivo e achei interessante compartilhar com vocês, afinal quando optamos por uma vida empreendedora, a disciplina é fundamental.

Tem um pensador e palestrante norte-americano chamado Jim Rohn que aprendi a respeitar com o passar do tempo. É dele, por exemplo, a seguinte frase: “Tenho pena das pessoas que têm um restaurante favorito, mas não tem um autor ou livro favorito. Pois elas sabem onde alimentar seu corpo, mas matam de fome sua alma”.

 

Gosto também da visão dele sobre o fracasso. Rohn diz que o fracasso não é um evento isolado, um cataclisma. Raramente falhamos da noite para o dia. Na verdade, para ele o fracasso é geralmente o resultado inevitável de um acúmulo de pensamentos e decisões erradas. Simplificando, o fracasso não é nada mais do que alguns erros de julgamento repetidos todos os dias.

 

Mas porque alguém faria isso?, você pode se perguntar. Fácil. Porque a pessoa acha que aquilo não fará diferença. Pequenos erros, uma hora desperdiçada aqui, outra ali, etc., não parecem ter grande efeito imediato. É a mesma lógica dos fumantes – um cigarro não mata, então vou fumar outro mais. Já sabemos como vai terminar esta história.

 

Por exemplo, se você não leu pelo menos um livro nos últimos 30 dias, essa falta de disciplina não parece afetar sua vida. E como nada de ruim aconteceu, parece que podemos repetir isso por mais 30 dias. Nada acontece novamente, e quando você vai ver passou um ano inteiro sem ler. Ou sem fazer exercício. Ou sem prospectar novos clientes. Ou sem dizer a uma pessoa importante o quanto a ama. Aliás, pior do que não fazer alguma coisa é não notar como isso pode fazer diferença!

 

As conseqüências raramente são instantâneas. Ao contrário – elas se acumulam até que inevitavelmente o dia do juízo finalmente chega e devemos pagar pelo preço das decisões erradas que tomamos. Decisões que, quando tomadas, pareciam pouco importantes. Mas que somadas com o passar do tempo, transformam-se numa bola de neve imparável.

 

O problema é justamente a sutileza. No curto prazo pequenos erros realmente não parecem causar efeito algum. Na verdade, nem parece que estamos fazendo algo errado. Como nada acontece imediatamente, vamos navegando pela vida, achando que está tudo bem, mas por baixo da superfície uma grande onda, um verdadeiro “tsunami” (onda gigante) de conseqüências está se formando. Como  o céu não caiu na nossa cabeça ontem, achamos que hoje também não vai acontecer. Simplesmente  porque repetimos os mesmos erros, pensamos os mesmos pensamentos errados, escutamos as vozes e conselhos errados e fazemos as escolhas erradas.

 

Quando somos crianças, aprendemos rapidamente a não colocar a mão na tomada. Ou você coloca e leva um choque que nunca mais vai esquecer, ou escuta tantos gritos dos pais que acaba aprendendo. Mas na vida raramente isso acontece. O fracasso poucas vezes dá gritos de alerta.

 

Felizmente podemos transformar essa fórmula do fracasso na fórmula do sucesso. É simples: um pouco de disciplina praticada todos os dias.

 

Para começar, você tem que entender, de uma vez por todas, que o futuro é o que você colhe do que plantou hoje. Você pode se arrepender ou ser premiado amanhã, e quem vai decidir isso é você mesmo, fazendo o que fizer hoje. O problema é que a maioria das pessoas está tão mergulhada no presente que esquece de pensar e planejar seu futuro. Não mede as conseqüências (inevitáveis) de tudo o que fazem ou deixam de fazer.

  

De acordo com Jim Rohn, uma das coisas mais formidáveis sobre essa fórmula do sucesso – um pouco de disciplina praticada todos os dias – é que ela já traz resultados imediatos. Ao trocarmos voluntariamente erros diários por disciplina diária, experimentamos resultados positivos em curto espaço de tempo. Quando mudamos nossa dieta, nosso corpo, pele e cabelo  melhoram junto. Quando começamos a fazer exercícios, nosso nível de energia melhora imediatamente. Quando começamos a ler, um mundo novo se abre imediatamente na nossa frente. Quando prospectamos clientes, novas vendas começam imediatamente a surgir.

 

Por isso lembre-se: troque os pequenos erros pelos pequenos acertos, e com o passar do tempo isso se transformará numa grande onda de prosperidade na sua vida.

 

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O fim de um sonho… o começo de outro…

Maio 27, 2008 · Deixe um comentário

No dia 23 de maio, folheando o jornal O Diário de Mogi das Cruzes, como sempre parei para ler com mais atenção à pagina de gastronomia, pois adoro cozinhar, apesar de não chegar aos pés de um verdadeiro chef de cozinha.

Nesse dia, me chamou muito a atenção o título da coluna Diário de um Cozinheiro escrito pelo chef Fábio Watanabe “Por que o Coronel fechou?”. E o que era o “Coronel” afinal?

Era o restaurante que Fábio, sua esposa e seu irmão abriram há 3 anos em Mogi. Infelizmente, não conheci sua casa e comida, pois, para quem tem uma filha de 2 anos como eu, determinados locais não são apropriados para uma figurinha como a que tenho em casa, que não pára um segundo e acaba até perturbando outras pessoas e uma boa comida é feita para ser saboreada com tranquilidade.

Mas sempre que passávamos em frente, meu marido comentava “parece ser um lugar bem bacana!”.

O artigo que o Fábio escreveu neste dia foi quase que um desabafo e a mostra de uma grande tristeza de encerrar algo que com certeza foi um sonho alimentado com muito tempero e carinho.

Toda vez que vejo um ponto sendo reformado, uma loja e escritório sendo montados, torço para que tudo dê certo, pois sei o quanto as pessoas depositam ali suas esperanças, de uma vida melhor, de realizações, de anos de dedicação e estudo.

E toda vez que vejo algum negócio sendo fechado, fico muito triste, pois sei o quanto isso faz com que as pessoas se questionem em relação à sua capacidade, seus erros e culpas; sua auto-estima e autoconfiança são minadas e poucas pessoas permanecem para apoiá-las.

Porém, acredito que essas pessoas que não tiveram o sucesso almejado são vencedoras, pois tiveram coragem em buscar seus sonhos, ao contrário de muitos que passam a vida inteira desejando, mas não agem e nunca saberão se chegarão lá.

Que os erros cometidos sejam vistos não como fracassos, mas como aprendizado para que se possa fazer melhor da próxima vez, afinal há muito para se construir pela frente.

Normalmente, ficamos presos nas coisas ruins que aconteceram. O Fábio relatou vários incidentes que aconteceram com clientes e acho que daqui a algum tempo ele rirá disso tudo, por exemplo, o cliente que achou que o Petit Gateau estava cru, a senhora que pediu um risotto e disse que aquilo não era risotto (as pessoas acham que risoto é o arroz misturado com um monte de legumes).

O que devemos lembrar são daqueles que fizeram parte dos melhores momentos, a equipe, os clientes que sabem apreciar um bom prato, um bom atendimento; que acabaram se tornando verdadeiros amigos e fãs.

Não tive a oportunidade de conhecer o Fábio, mas tenha certeza que este sonho terminou para que possa começar outro com muito mais força, coragem e determinação.

Boa sorte e continue alimentando seus sonhos!

Ah! O Fábio tem um blog muito apetitoso, leia http://www.diariodeumcozinheiro.blogspot.com/

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Visão de futuro

Abril 18, 2008 · Deixe um comentário

Recebi este artigo da HSM e gostaria de compartilhar com vocês, pois é muito interessante e trata de um assunto fundamental na vida de um empreendedor, a sua visão de futuro. O título do artigo é “Visão futura, um caminho para o sucesso” e foi escrito por Lourival Mariano que  é diretor da Petink, empresa especializada em impressões de grandes formatos.

Antes de abrir meu próprio negócio, conversei com muitas pessoas que já tinham seguido esse caminho e percebi que existem dois tipos de empreendedores: os que gerenciam a empresa de acordo com as necessidades que surgem ao longo do tempo e aqueles que planejam as ações que vão tomar. Na maioria dos casos, os que traçavam planos e objetivos precisos conseguiam obter mais sucesso. Por isso, resolvi aprender mais sobre como planejar e quando me aprofundei nos estudos descobri que existia uma prática chamada “visão futura”, que permitia produzir mais do que um “mapa” a ser seguido, mas concretizar nossos objetivos na esfera do pensamento, para depois tornar isso realidade.

Esse tipo de planejamento não está ligado somente ao ato de estabelecermos objetivos a serem alcançados, mas, sim, a uma reflexão maior, que nos permite realmente enxergar aquilo que vamos passar no futuro. Pode parecer estranho no começo, como já ouvi de alguns colegas “isso está mais para conversa de gurus do que para estratégias de gerenciamento de empresas”, mas de fato funciona.

Um bom exercício para desenvolver essa habilidade, além de treinar e ampliar a capacidade mental de visualizar o que se quer obter, é o de criar o hábito de colocar nossos sonhos no papel. Escrever tudo o que queremos. E o mais importante: como pretendemos conseguir isso. No início, podemos nos fixar em um ponto não muito distante, cerca de um ou dois anos à frente. Quanto mais detalhado for a descrição feita no papel, maior é a possibilidade de tudo acontecer na “vida real”. Nessa fase de adaptação à visão futura, é importante se comprometer em analisar como você está se saindo em relação àquilo que escreveu, para que possa corrigir suas ações e chegar ao sucesso.

Na empresa de comunicação visual que dirijo há dezoito anos, costumo deixar tudo anotado para os próximos cinco anos. Com a ajuda do sócio, desenvolvi uma ferramenta que permitiu sistematizar as tarefas que temos que cumprir para tornar nosso sonho de crescer em algo concreto. Hoje, vivemos a realização de uma dessas “visões”, com a ampliação do nosso parque produtivo, que permitirá aumentar nossa produção em quantidade e diversidade e, ainda, explorar novos mercados.

O mais interessante é que quando vemos as coisas acontecerem conforme desejamos, a sensação de realização é ainda maior do que se tudo tivesse acontecido ao acaso, na base da improvisação. Tenho um amigo que costuma dizer uma frase muito interessante sobre isso: “os amadores improvisam e os profissionais planejam”. Acredito que visualizar o futuro é uma ótima maneira de fazer o presente ser como desejamos.

Para quem pretende começar a praticar a visão futura, posso dar dicas rápidas:

  • sonhe com tudo aquilo que deseja para sua empresa. Imaginar objetivos que podem ser alcançados é um ótimo começo.
  • escreva tudo o que sonhou e dê maiores detalhes. Por exemplo, se imaginou um galpão maior para sua empresa, busque descreve-lo como se ele já existisse. Escreva o lugar onde gostaria de construí-lo, seu tamanho, detalhes de sua sala e o que você irá fazer para conseguir isso.
  • estude o mercado de sua atuação e busque as melhores maneiras de concretizar seus desejos. É nessa hora que é preciso avaliar se o seu sonho cabe no seu bolso e quanto tempo levará para se concretizar. É o momento em que se cruzam informações, inclusive, financeiras.
  • operacionalize o que havia escrito com base nas informações levantadas pelo estudo de mercado. Essa é a parte de por a “mão na massa”, por isso é muito importante ter foco e fazer tudo da melhor maneira possível e evitando ao máximo os improvisos, procure seguir o roteiro que criou na etapa anterior.
  • analise os resultados após ter iniciado a operacionalização do seu projeto. Veja se está se aproximando ou se afastando daquilo que havia traçado na fase de escrever. Saber como você está se saindo é tão importante como saber aonde quer chegar.
  • volte a traçar suas ações a partir das informações que colher com a análise de seus resultados. Quanto mais conseguir se alinhar aos objetivos iniciais, menor será a mudança de planos. Mas é preciso reconhecer os erros ao longo do caminho, o que pode trazer correções que garantirão o sucesso do projeto.

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Como escrever um plano de negócios (Parte 6)

Abril 17, 2008 · Deixe um comentário

Hoje, vamos tratar de uma etapa essencial nos negócios que é o Marketing.

Como você pretende levar sua empresa para seus clientes? Como você pretende ficar conhecido e mais, como você pretende vender seus produtos e serviços?

Vamos por partes:

1. Como você quer que sua empresa, produtos e serviços sejam lembrados pelos seus clientes? Crie uma mensagem que identifique sua empresa, pode ser um logotipo, um nome escolhido cuidadosamente ou um slogan. Por exemplo, quando falamos “A número 1″ nem precisamos mencionar qual produto nos referimos. Sua empresa precisa ser lembrada para que as pessoas possam comprar cada vez mais.

2. Pense em quais técnicas ou veículos de marketing que utilizará. Existem vários que você pode optar, tais como, panfletos, jornais, revistas, rádio, TV, mala-direta, feiras, outdoors, cartazes, merchandising, degustações, promoções, e-mail, blogs. Porém, você deve adequar ao seu orçamento e seu público-alvo. Não adianta gastar uma fortuna no horário nobre da TV, se seu público não estará ligado nesse momento. Atualmente, a Internet é uma ferramenta importantíssima e com um custo muito baixo, se bem trabalhado o marketing viral faz com que em pouco tempo, sua empresa seja conhecidíssima pelas pessoas.

3. E sua equipe de vendas? Como está estruturada? Muitos empresários ainda acreditam que vendedor é uma subraça e não dão o valor a esses profissionais essenciais nos dias de hoje. Assisti a uma palestra da Luiza Helena Trajano do Magazine Luiza e ela disse que as pessoas acham que vendedor é aquele que não encontra outra ocupação e aí se torna um e é nesse aspecto que reside um grande engano. Afinal, ele é a porta de entrada de sua empresa, que traz o resultado das vendas, que tem a capacidade de persuadir o cliente a comprar de você e não de seu concorrente. Sendo assim, merece nossa atenção.

Por isso, selecione muito bem sua equipe de vendas,  treine-a sempre que possível, oriente-a, essa é sua função, reconheça seu trabalho. São seus vendedores que estarão em contato direto com seus clientes, são eles que formam uma carteira de clientes que é valorizada pela mercado, seu passe está atrelado a isso, se você não valorizar, alguém vai! Lembre-se que você, em vários momentos também é cliente, quantas vezes foi atrás do seu vendedor predileto quando ele mudou de empresa?

Enfim, o marketing deve ser uma ferramenta bem utilizada para que seus resultados aumentem, por isso, planeje bem para que seja um investimento e não um custo de sua empresa.

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