Fábrica de Empreendedores

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O retorno dos dekasseguis

Abril 14, 2009 · Deixe um comentário

Amanhã (15/4), no Escritório Regional do Sebrae-SP Alto Tietê, farei uma palestra de apresentação do Programa para Empreendedores (Empretec) para dekasseguis (pessoas que foram para o Japão em busca de melhores oportunidades de trabalho).

Este treinamento faz parte do Programa Dekassegui Empreendedor do Sebrae que visa capacitar empreendedores para gerirem melhor suas empresas.

Neste momento, este trabalho é de suma importância, pois muitos dekasseguis retornaram para o Brasil sem nenhuma perspectiva, sem nenhum dinheiro e o pior, sem nenhuma autoestima.

Como descendente de japoneses, sei o quanto é alta a cobrança para sermos os melhores, nunca fracassarmos; pois, isto é visto, muitas vezes, pela comunidade nipônica como uma vergonha.

Mas, eu, particularmente, acredito que essas pessoas que retornaram devem vir de cabeça erguida, afinal, os considero corajosos, pois exige muita coragem sair de um país abençoado como o Brasil, deixar sua família e amigos e partir para um país totalmente diferente, com um idioma pouco dominado, enfrentando a solidão e muito trabalho.

Trabalhando com os dekasseguis pude observar algumas características que podem ser seus grandes aliados: comprometimento com o trabalho, persistência e disciplina. E também, podemos dividi-los em três categorias:

1. O dekassegui agressivo – aquele que não quer gerir fisicamente uma empresa, mas prefere apenas investir seu dinheiro em negócios e viver de seu retorno financeiro.

2. O dekassegui moderado – aquele que tem as características para gerir um negócio, vendo novas oportunidades, planejando e analisando os riscos para a sustentabilidade da empresa.

3. O dekassegui conservador – prefere não se arriscar no mundo dos negócios, optando em ser funcionário.

Nenhum dos três é considerado o melhor, o que importa é fazer algo que realmente se encaixe em suas características pessoais para que se tenha um melhor resultado.

E lembre-se sempre: não tenha pressa em tomar uma decisão de qual caminho seguir, busque informações, faça uma análise da situação para buscar uma melhor solução.

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Empretec para Dekasseguis

Junho 10, 2008 · 12 Comentários

Entre os dias 31 de maio e 8 de junho de 2008, aconteceu em Suzano-SP, o I Seminário Empretec para Dekasseguis com 30 participantes.

Foi um seminário fantástico, onde as características orientais se mostraram mais evidentes devido a formação do grupo, pois eram 28 participantes e 2 facilitadores descendentes de japoneses e outros 2 participantes casados com descendentes. Tínhamos apenas 1 facilitador que, basicamente, era um estranho no ninho.

Como facilitadora, foi um privilégio estar nesse trabalho, pois foi um grande desafio em lidar com um grupo introvertido no início e fazer com que a participação ao longo do seminário fosse aumentando e tomando proporções inacreditáveis.

Pessoalmente, relembrei vários momentos de minha vida nesse seminário, os obstáculos que tive de passar ao decidir pela vida empreendedora, a introversão da infância/ adolescência que foram superados quando assumi as apresentações na escola, os paradigmas que permearam minha vida, meus princípios e valores.

Sempre tive orgulho de algumas características orientais, tais como: determinação, disciplina, organização e o senso de cooperativismo. E isso foi tão evidente durante estes 9 dias, pessoas altamente disciplinadas e organizadas em relação aos horários e trabalhos e quando algo falhava, se notava um certo desconforto por não ter conseguido cumprir o que desejava.

Em relação à determinação, algo notável, nunca vi pessoas tão rápidas em cair e se levantarem com novas idéias, ações e comprometimento. E sempre com um sorriso no rosto e um brilho no olhar.

Quanto ao senso de cooperativismo, cenas memoráveis, de pessoas que deixaram suas atividades de lado para ajudar seus amigos que mais precisavam; de incentivar quando o gás começava a acabar. Isso não tem preço!

Conseguir o resultado que esses participantes obtiveram no Exercício Cria foi algo surpreendente (R$ 50.142,72), que demonstra a força desse grupo de conseguir muito mais em suas empresas, gerando cada vez mais emprego e renda neste país. Provando que eles podem conseguir muito, ficando no Brasil e talvez o Japão tenha sido apenas um meio e uma eterna lembrança.

Quero agradecer a todos que construíram o caminho para que pudéssemos chegar até este momento tão especial:

1. À equipe do Sebrae-SP:

  • Milton Fumio Bando – responsável pelo Projeto Dekassegui Empreendedor que acreditou em nosso trabalho e busca cada vez mais expandir esse belo projeto. 
  • Emerson M. Vieira e Rodolfo Fadino – da Unidade de Educação que sempre nos apoiam e buscam novos desafios.
  • Ana Maria Coelho – gerente do Escritório Regional do Alto Tietê que adora novos desafios e já incorporou muito o nosso jeito “japonês” de ser.
  • Eduardo Fukuyama – técnico do Escritório Regional do Alto Tietê, que foi dekassegui e agarrou com unhas e dentes este projeto, pois sabe da sua importância para esta comunidade.

2. À minha equipe:

  • Flávio Miaguti – apesar de não ter feito parte da equipe do Empretec, sua participação foi de fundamental importância nos treinamentos que foram realizados antes deste seminário, preparando os participantes para este momento.
  • Mauro Miaguti – meu grande amigo e parceiro neste desafio. Desde 2002, temos alimentado este sonho e que bom termos conseguido alcançá-lo. Obrigada por ter estado comigo, apesar de sua repleta agenda, temos uma questão de lealdade e não seria justo, você não estar neste momento tão especial.
  • Antonio Cardoso – obrigada por ter aceitado o desafio e ter nos deixado conduzir o seminário da forma como acreditávamos ser o melhor.

3. Aos meus participantes queridos que se tornaram meus mais novos AMIGOS:

  • Minhas meninas Super-Poderosas: Akemi, Ali, Dany, Emília, Giovanna, Helena, Fumie e Regina. Mostraram cooperação, garra, determinação e uma força incrível para superar novos desafios. Mulheres fortes que sabem o que querem e com certeza alcançarão tudo o que desejarem. Quebram o paradigma de que a mulher deve sempre seguir o homem, mostram sua cara e encontram seu próprio espaço.
  • Meus Super-Heróis: André, Hiroshi, Sashi, Yuzo, Eidi, Anzai, Ercílio, Fabrício, Fred, Michel, Shodi, Márcio, Miltão, Toshi, Paulo, Reinaldo, Massayuki, Tomio, Xuxu, Rono, Dô e Yuji. Homens determinados, capazes de dar a volta por cima quando tudo parece acabado, o senso de humor faz com que vocês consigam iluminar a todos que os cercam, afinal a vida não é feita só de trabalho, mas também de alegria. Grandes homens que não têm vergonha de deixar que a emoção venha à tona, que amam suas famílias e são verdadeiros guerreiros.

Acredito que esse seminário poderia se tornar um livro, afinal os”causos” são muitos, mas fica aqui pelo menos uma parte dessa NOSSA história.

Um grande beijo no coração de todos!

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Seminário Empretec SP maio de 2008

Maio 23, 2008 · Deixe um comentário

foto 1 zl maio 2008

foto 2 zl maio 2008

De 10 a 18 de maio de 2008, realizei mais um seminário Empretec para mais 25 empresários e futuros empresários que compartilharam durantes esses 9 intensos dias seus sonhos, medos, realizações e aprendizados.

Pessoas diferentes, de vidas diferentes, com situações diferentes, porém possuem algo em comum: a vontade de vencer.

Meus empretecos queridos: Alexandre, Alessandra, Carlos, Artero, Clécio, Daniela, D. Henrique, R. Henrique, Filipe, Gicelmo, Juliana, Luciano, Baratella, Luzia, Marcelo, Marcão, Maria Antonia, Michel, Paulo, Renato M., Renato T., Sandro, Mendes, Thiago e Vânia; nunca desistam de seus sonhos, mesmo com os inúmeros obstáculos que a vida traga, tenham com clareza o que desejam para ninguém tirá-los a vontade de vencer e ser melhores a cada dia.

Um grande beijo no coração de cada um.

 

 

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O feedback

Abril 15, 2008 · 1 Comentário

A bola da vez das empresas e profissionais é disseminar o processo de feedback, mas o que vi foi uma total falta de preparo dos gestores em lidar com isso.

Primeiro, porque muitos acreditam que o feedback é aprender como falar para as pessoas sobre seus defeitos “com jeitinho”, sem criar um clima ruim, sem melindrar o profissional.

Segundo, muitos profissionais que se dizem “expert” em feedback, na realidade, replicam o que lêem e não sabem como aplicar isso, pois muitos nem têm ou nunca tiveram equipes para verificar como isso se processa no dia-a-dia.

O feedback é um processo de mão dupla que deve ter a permissão de quem recebe e uma atenção de quem fornece.

Para entender melhor como isso se processa, apresentarei um instrumento que analisa o processo de intercomunicação pessoal que se chama Janela de Johari:

1. Área livre – onde constam informações que a pessoa conhece e as outras também.

2. Área do “mau hálito” – onde constam informações que a pessoa desconhece, mas as outras sabem. Por isso, que tem esse nome, afinal quem tem mau hálito é o último a saber.

3. Área oculta – onde constam informações que a pessoa conhece, mas as outras não.

4. Área do inconsciente – onde constam informações desconhecidas tanto para a pessoa quanto para as outras.

O grande mérito do feedback é fazer com que a pessoa descubra informações que ela desconhece para que possa desenvolver suas potencialidades, trabalhando seus pontos fracos e potencializando aqueles que são fortes e não simplesmente para que sejam expostos seus defeitos sem orientação. Isto é, trazer informações da área do “mau hálito” para a área livre.

Não se pode ir distribuindo feedback como se fosse uma metralhadora, as pessoas precisam querer crescer e por isso, querem receber feedback. Aqueles que não desejam receber, não podem ser obrigadas.

No ano passado, ministrei um treinamento para uma grande empresa que ocorreu na parte da tarde e na parte da manhã, todos os gestores receberam um treinamento sobre Feedback. Durante o almoço, um dos gestores se sentou em minha mesa e perguntei como tinha sido, o que havia visto e se toda a empresa passaria pelo treinamento.

Para minha surpresa, ele me disse que aprendeu como dizer ao funcionário sobre sua avaliação de desempenho sem parecer cruel e como gestor ele deveria replicar o que aprendeu para seus funcionários.

Quase engasguei com a comida, pois como alguém pode estar apto a falar sobre feedback com um treinamento de 4 horas? Muitas avaliações de desempenho apenas dão um retorno para o funcionário no fim do ano e como fica o acompanhamento durante o período para que ele possa se desenvolver?

O processo de feedback não é tão simplório. Ele é complexo, toda a equipe precisa estar conectada ao processo e ser conhecedora de todas as nuances, ela deve entender que o feedback é um processo que visa o desenvolvimento das pessoas e não sua exposição de forma a humilhá-la.

Por isso, vejo em vários treinamentos, pessoas que ainda mantêm o estigma do “mal” do feedback e dizem “odeio quem me dá!!!”.

Sinto dizer que, se você é daquele que acredita que lendo uma revista ou um livro que trata do assunto pode se tornar mestre em feedback, está redondamente enganado. O processo de feedback exige treino, sensibilidade, abertura em receber e, principalmente, gostar e respeitar as pessoas.

 

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Queridos amigos…

Abril 8, 2008 · 4 Comentários

Zona Sul abril 2008

No domingo (06/04/2008), encerrei mais um seminário Empretec e mais uma vez pude constatar a força mobilizadora desse workshop para empreendedores, considerado um dos melhores do mundo.

Foram dias intensos, onde pessoas se descobriram como seres humanos e como empreendedores, descobriram (ou redescobriram) seu poder de superar medos, encontraram (ou reencontraram) seus sonhos, enfim, viveram (ou reviveram) momentos de superação.

E posso garantir, que mesmo na função de facilitadora, após tantos anos, também aproveito para sempre reavivar os comportamentos empreendedores e aprender com essas pessoas maravilhosas que passam por nossa vida.

Normalmente, os participantes dizem que ganharam muito no seminário, porém o que poucos sabem é quantos presentes nos deixam ao partirem para uma nova jornada e apesar da distância estaremos sempre ligados pela experiência sempre única pela qual passamos durante esses dias.

Obrigada meus novos amigos:

  • Picci, George e Thiago – por suas colocações pontuais e objetivas
  • Lelê – por sua vivacidade e alegria
  • Amaral – por sua tenacidade
  • André e Renato – por seus questionamentos que faz com que nossos neurônios sejam sempre ativados
  • Carlão e Salustino – por sua alegria, trazendo bom humor para todos
  • Celma, Eliane e Teó - por sua meiguice, alegria e carinho
  • Duda – por sua juventude
  • Ezequiel – por sua força de trabalho
  • Flávio e Tati – por suas descobertas de suas potencialidades
  • Guita e Regina – por sua energia contagiante
  • Jorge e Nelson – por sua simplicidade
  • Jú B. e Taís – por sua força impressionante que move a todos
  • Jú – por enfrentar seus próprios desafios
  • Túlio – por seu carinho e preocupação com o desenvolvimento sustentável das pessoas
  • Maurício – por ser um “grande” cara
  • Max – por estar aberto a novos desafios
  • Vera – por sua humildade e disposição

Espero que vocês nunca percam essas qualidades que faz com que vocês sejam únicos na vida das pessoas que os cercam.

Continuem contagiando a todos , contribuindo para um mundo melhor!

Grande beijo!!!

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Como escrever um Plano de Negócios (Parte 3)

Março 20, 2008 · Deixe um comentário

Uma das grandes desculpas é a de que Pesquisa de Mercado é cara e só pode ser feita por empresas especializadas, sendo assim, é algo impossível para o pequeno empresário.

Mito!!! Qualquer pessoa pode fazer uma excelente pesquisa de mercado, é só querer e utilizar a técnica TBC (”tirar o bumbum da cadeira”). O que isso quer dizer?

Não adianta ficar horas e horas na Internet, dias e dias lendo livros e revistas especializados. Isso é importante, é claro que sim, mas não é só… o principal é você ver, conversar, sentir o tipo de negócio que você deseja.

E também não adianta mandar alguém fazer por você, afinal seu olhar é mais crítico, pois seu foco é maior do que qualquer outra pessoa, detalhes serão tratados com especial atenção.

E como partir para a ação?

Vamos exemplificar com um negócio… um restaurante (em todos os treinamentos que ministro, sempre existem inúmeras pessoas que desejam montar algo na área de alimentação, já que é assim… vou dar algumas dicas).

Não comece a pesquisa com idéias pré-concebidas ou pré-conceitos, vá de cabeça vazia para que possa ser muito mais rica a coleta de informações.

Primeiro, vá conversar com os clientes de restaurantes, o que gostam, o que não gostam, o que gostariam de encontrar, preços que pagariam ou que pagam, tipo de ambiente, localização, atendimento, quantas vezes freqüentam, pratos preferidos. É um bate-papo e não simplesmente, perguntas de Sim ou Não, pois em uma conversa, você pode conseguir informações que não imaginou obtê-las. Ah! Pergunte também sobre os concorrentes, pontos fortes e fracos e tudo mais que você quiser investigar.

Depois, pesquise seus concorrentes. E como fazer? Você pode conversar com eles, se você se sentir constrangido, vá aos restaurantes como um cliente. Experimente a comida, analise o cardápio, veja o movimento, quanto tempo você leva para ser atendido, como é o atendimento, o uniforme dos funcionários. Faça perguntas ao garçom, ao barman, do tipo: “quantos chopps se tira por noite, qual o melhor dia, qual o ticket médio dos clientes”. Não precisa ser direto, mas de uma forma que a outra pessoa se sinta como em um bate-papo.  Você verá quantas informações terá!!

Também tire informações com os fornecedores, eles poderão te dizer o que vende mais, prazos de validade, até como utilizar determinados produtos, e pasme… você poderá ter até informações de seus concorrentes. Sem querer, os vendedores acabam te falando cada coisa (não se esqueça que eles falarão de você também!!).

Além disso, consulte especialistas das mais variadas áreas, tais como: contador, advogado, nutricionista, cozinheiro, garçom, tirador de chopp e todos que você achar necessário para estruturar seu negócio.

Deixe de preguiça, vire um Sherlock Holmes dos negócios. É melhor você ter um grande trabalho antes de abrir a empresa do que ter um trabalho maior ainda em ter que lidar com coisas que você não pesquisou. 

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Como escrever um Plano de Negócios (Parte 2)

Março 13, 2008 · Deixe um comentário

No post anterior que trata desse assunto, fiz algumas perguntas norteadoras para a elaboração de um plano, você respondeu? Vou esclarecer o motivo delas: 

Para aqueles que desejam montar seu negócio, as perguntas eram: O que você deseja montar? Por que você quer esse negócio? Quanto você quer ganhar com esse negócio?

Muitas pessoas apenas respondem a primeira pergunta da seguinte forma: “Quero algo que dê dinheiro”. Mas exatamente, o quê? Para àqueles que não sabem, a primeira coisa que se deve fazer é uma boa pesquisa de mercado, saber o que as pessoas precisam e desejam e para quem já tem algo definido, lá vai outra pergunta, as pessoas realmente querem o que você vai oferecer? Não adianta você ter uma grande idéia se não tem mercado.

Vamos exemplificar, fui ministrar um treinamento no interior do Paraná e verifiquei que não haviam rotisserias no local, apenas alguns restaurantes; sendo assim, não seria uma boa idéia montar um boa rotisseria, afinal a concorrência era mínima, eu adoro cozinhar e seria uma novidade? Fui fazer uma pesquisa e verifiquei que seria uma péssima idéia, pois a região possui muitos imigrantes italianos que cultivam a tradição de fazer suas próprias massas e pratos e as pessoas não vivem a loucura das grandes cidades que tudo precisa ser urgente; nos supermercados encontramos poucos pratos prontos, pois não há procura. Os habitantes ainda cultivam o hábito de almoçarem e jantarem em casa com toda a família reunida.

Pois é, uma ótima IDÉIA, porém com poucas chances de êxito, por isso nunca deixe de realizar uma boa pesquisa de mercado.

Quando uma idéia de negócio começa a florescer, as pessoas se apaixonam por ela (veja meu post sobre isso) e não acreditam que algo pode dar errado. Cuidado em fazer algo que você ama e acha que pode virar um excelente negócio, muitas pessoas quando perguntadas por que montaram ou querem montar tal negócio respondem que é algo que gostam muito. Quando ouço essa resposta me parece que o negócio é mais um hobby e na verdade, não é (pode até ser para alguns). Já conheci muitos artesãos que são brilhantes, mas quando montar um negócio na área não deslancham, pois gostam de produzir, mas muitas vezes têm dó de vender, já viram isso? Ou então pessoas que acham que só porque gostam daquilo ou acham bacana, todos vão gostar.

Aqueles que querem empreender, precisam saber quanto querem ganhar com o negócio, caso contrário, como planejar a abertura e crescimento? Já vi pessoas investindo R$ 100.000,00 para lucrar R$ 800,00, sendo que em uma boa aplicação poderia até lucrar muito mais, quanto tempo essa pessoa vai demorar para recuperar seu investimento? Pode parecer estranho, mas grande parte das pessoas abre um negócio sem a menor noção de faturamento e lucratividade e aí vem a grande decepção.

Bem, vamos passar para aqueles que já têm um negócio próprio, as perguntas eram: Você está satisfeito com esse negócio? Como você vê o futuro desse negócio? Qual o faturamento que você deseja daqui a 5, 10, 20 anos?

É difícil você manter por muito tempo algo que não curte mais, por isso, quando bater um certo desânimo se questione se vale a pena estar nele ainda ou se vale vendê-lo ou mudar de ramo porque quando você está em uma fase de desmotivação (e isso não acontece só quando o negócio vai mal) não se consegue inovar, ter boas idéias, buscar outras oportunidades. Agora quando você curte sua empresa, as idéias fluem, as oportunidades aparecem, pois há sempre um desafio.

Pare, feche os olhos e vislumbre seu futuro… como você se vê? Com essa empresa ou não? Se não, o que você está fazendo? Se sim, como essa empresa está daqui a alguns anos? Isso é importante para você estabelecer suas metas pessoais e empresariais e elaborar seu planejamento.

No próximo post, falarei sobre a pesquisa de mercado.

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Em busca do equilíbrio – família e trabalho

Março 11, 2008 · 1 Comentário

Tenho uma filha de 2 anos e nesse momento que escrevo este post, ela dorme o mais profundo dos sonos e por isso, resolvi trabalhar, afinal, normalmente durante a semana ela passa na casa dos avós paternos ou maternos e hoje, resolvi tirar o dia para ficar e brincar com ela.

Sempre fui uma workaholic (acredito que ainda sou, mas estou melhorando). Já virei noites trabalhando e isso nunca foi causa de stress, até que gosto de uma pressão, afinal a vida é assim.

Até no dia anterior ao seu nascimento, trabalhei sem descanso, me dedicando exclusivamente ao meu desenvolvimento profissional, porém, no dia em que ela veio ao mundo, tive que tirar umas férias forçadas e isso me levou a rever vários pontos de minha vida e planejar como eu gostaria de ser e viver a partir desse momento.

Decidi vender o meu comércio que me tomava um tempo enorme e fazer, exclusivamente, o que amo de paixão, desenvolver e ministrar treinamentos, pois posso estar com minha filha por muito mais tempo e administro nossa agenda.

Consigo estar presente no seu aniversário (o dia todo), posso preparar as datas comemorativas para festejarmos juntas, vou à pediatra e à clínica para aplicar as vacinas, enfim, curto seu crescimento e vibro com cada nova aprendizagem e sei que estou fazendo parte integralmente de sua vida.

Quer dizer que virei mais mãe do que profissional? Grande engano! Hoje, preciso administrar muito melhor meu tempo para ser produtiva, pois nos momentos em que minha filha está com os avós ou dormindo, preciso me dedicar aos estudos, leituras e pesquisas para o desenvolvimento dos treinamentos e isso me torna mais alerta e ágil.

O grande questionamento em todos os treinamentos que ministro é como equilibrar família e trabalho, pois muitos acham impossível, dizem que trabalham muito, pois amam a família e querem o melhor para ela, mas a família não entende e reclama que passam muito pouco tempo juntos.

Se você faz parte desse time de “desequilibrados” pense em relação a algumas questões:

1. Você trabalha muito porque:

a) seu trabalho exige;

b) é desorganizado;

c) é do tipo “bonzinho” que todas as pessoas vêm pedir ajuda e não sabe falar “não”;

d) na realidade, ama o que faz e é onde encontra o maior prazer na vida.

Se você respondeu a, verifique se esse é o trabalho que você quer ter, caso contrário, está na hora de trocar de emprego ou de ter um outro negócio. Se você respondeu b, talvez está na hora de realizar um planejamento e buscar uma maior organização, provavelmente, conseguirá mais tempo disponível (visite www.triadedotempo.com.br). Se você respondeu c, enquanto você não aprender a dizer “não”, as pessoas vão embora mais cedo e você vai ficando… Se você respondeu d, nunca mais dê a desculpa de que você trabalha pela sua família, sejamos verdadeiros… você trabalha para VOCÊ! 

Vejo muitos pais que trabalham muito para proporcionar mais conforto e possibilidades para seus filhos e acreditam (eles acreditam mesmo!) que isso é suficiente, porém, em meus trabalhos com adolescentes, depois de muita conversa, observamos que eles estão cheios de “ter”, na realidades eles querem “ser”.

SER filho, SER ouvido, SER visto, SER cobrado, enfim, SER amado!

E para SER, precisam da companhia de seus pais, não 24 horas por dia, mas integralmente pelo menos por alguns minutos. O que quero dizer integralmente? Não é sair com seu filho para um passeio e ficar pendurado no celular resolvendo coisas do trabalho, não curtindo seu filho e passeio. Integralmente, quer dizer, talvez passar 15 minutos, conversando com seu filho sobre o dia dele, olhando nos olhos dele, prestando atenção no que diz, curtindo esse momento. Não é quantidade de tempo que você passa com sua família, mas a qualidade de tempo.

A busca do equilíbrio está em trabalhar em algo que você gosta (e assumir isso) e planejar seu tempo para estar com sua família, fazendo programas em que todos se divertam; tomar um sorvete, ir no shopping, assistir a um filme, jogar futebol, passear.

Não fique esperando ganhar 1 milhão, 200 mil, 10 mil para aproveitar sua família; pois pode ser que quando você chegar lá, ela não estará mais te esperando em casa.

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Quando chega um grande concorrente…

Março 7, 2008 · Deixe um comentário

A maioria se desespera, começa a arrancar os cabelos, pensa em fechar o negócio e principalmente, reclama.

Reclama para os funcionários, para os vizinhos, para os amigos, para os clientes, mas de que adianta isso? Será que só reclamar adiantará alguma coisa? O concorrente vai ficar com medo e não virá mais? Muito pelo contrário… enquanto os reclamões ficam fazendo alarde (na realidade estão fazendo uma excelente propaganda gratuita), o concorrente continua alinhando seu processo de abertura, gestão, captação de novos clientes, enfim, trabalha e cresce.

Moro em Mogi das Cruzes e no início do ano, em pleno movimento de Volta às Aula saiu uma notícia bombástica para os empresários do ramo de papelaria; a Kalunga, um dos maiores atacadistas da área abrirá uma filial na cidade.

Para os empresários que ficam atrás do balcão que apenas enxergam a porta da loja e seu interior, que não se preocupam em saber as notícias da cidade, de sua área de atuação, que não buscam informação e capacitação, a notícia foi uma péssima surpresa.

Porém, aqueles empresários que trabalham “o” negócio, com informações e visão estratégica, isso não é nenhuma novidade. Afinal, era só observar a movimentação dessa grande rede em abrir filiais em pontos estratégicos, onde o desenvolvimento é constante. Dessa forma, alguns já haviam iniciado um processo de mudança de foco, agregando produtos e serviços diferenciados.

E como enfrentar um gigante como esse?

Primeiro, analise quais os pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades da sua empresa e também do concorrente, pois aqui começa o plano de ação para lidar com esse concorrente. Potencialize seus pontos fortes, trabalhe os seus fracos; atue onde seu concorrente é fraco, residindo aí uma excelente oportunidade de crescimento e manutenção do seu negócio.

Que tal tirar o bumbum da cadeira e fazer uma visita às papelarias na região onde já existe esse concorrente? Veja como elas trabalham, converse com o proprietário, com os funcionários, que produtos e serviços oferecem; provavelmente você encontrará muitas opções para sua empresa.

Converse com seus clientes, peça feedback, pergunte quais são suas necessidades para verificar se você pode atendê-los.

Que tal se associar aos seus concorrentes para comprar mais barato, elaborar estratégias para que vocês possam enfrentar o mercado? Existem muitas empresas que se juntaram para se manterem no mercado, por exemplo, empresários dos ramos de supermercados e materiais de construção.

Capacite-se! Nas salas de aula, você encontrará pessoas para trocar idéias e experiências, mesmo que de outros ramos, pois aprender e ter uma visão clara do negócio é essencial para qualquer empreendedor.

Cuidado em não querer disputar o mercado utilizando uma estratégia de preços baixa, isso é algo que pode acabar com você sem seu concorrente fazer o mínimo esforço.

E finalmente, estabeleça uma meta clara e um planejamento adequado para que você passe por esse momento de adaptação.

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Como escrever um plano de negócios (Parte 1)

Março 6, 2008 · Deixe um comentário

Em todo curso de planejamento é falado sobre a importância de se escrever um Plano de Negócios, mas por que exatamente?

Há um grande engano de muitos empresários que acreditam que devem escrever um plano apenas quando precisam de um investimento, aí pela urgência fazem de qualquer jeito, o que o torna irreal e impreciso.

Ele também será muito útil quando você quiser agregar um sócio, vender e divulgar sua empresa, conquistar determinados clientes e fornecedores.

Mas, o principal é conhecer realmente o seu negócio para que você possa expandir, mudar os rumos da empresa ou até tomar a decisão de fechar ou não abrir, se ela não for viável.

Já vi e revi muitos planos de negócios e posso garantir que grande parte está baseada apenas na visão do empresário, no que ele “acha”, sem analisar o contexto que está inserido, sem se preocupar com o futuro, sem fazer uma busca de informações e análise de riscos mais aprofundada. Por isso, os planos são confusos e imprecisos e quando começo a questionar as informações me deparo com pessoas despreparadas que não passam das questões iniciais para me dizer que acreditam que precisam conhecer melhor seu negócio.

Dividirei a elaboração de Plano de Negócios para dois públicos distintos: os que desejam montar seu negócio e aqueles já possuem um negócio próprio.

Para aqueles que desejam montar seu negócio, as perguntas são:

1. O que você deseja montar?

2. Por que você quer esse negócio?

3. Quanto você quer ganhar com esse negócio?

Para aqueles que já têm um negócio próprio, as perguntas são:

1. Você está satisfeito com esse negócio?

2. Como você vê o futuro desse negócio?

3. Qual o faturamento que você deseja daqui a 5, 10, 20 anos?

Pense nessas perguntas, na semana que vem, explicarei o motivo de cada uma delas para que você analise melhor a sua empresa.

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